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A melancolia do justo

Já fazem onze dias desde que a prisão do ex-presidente Lula foi decretada, e, após todo o teatro político que se seguiu, creio que agora é possível refletir com um pouco mais de circunspecção sobre o significado de tudo que ocorreu.

Particularmente, me considero desde sempre um conservador, e nunca vi com simpatia o governo do petista (que foi uma continuidade, em muitos sentidos, do anterior), mas, por outro lado, seja em família, seja nos círculos de amizade, estudo e trabalho, tive de conviver com quem pensava o oposto. Por estar meio afastado da cacofonia das “redes sociais”, das quais só ouço o eco, não entrei nas várias bolhas criadas desde os protestos de 2013. Isso é bom. Eu não sou a medida da realidade.

Assim, tenho a liberdade de dizer que não há motivo para comemorar a necessidade de se prender qualquer ser humano. Mas, quando a necessidade existe, é preciso que a Justiça funcione. Não se trata de ser contra ou a favor de Lula, trata-se de elogiar a lei, sob a qual todos devem viver num estado democrático de direito. Fora disso só há desordem e injustiça. Erra quem festeja a tragédia do ex-presidente, porque é a tragédia da esperança que ele representou. Erra também quem acredita que ele esteja acima da lei. Não está.

É preciso registrar que um ciclo teve seu ápice no dia 8. Quando Lula, que saiu do poder com mais de 80% de aprovação, foi encarcerado na sede da polícia federal em Curitiba, tivemos o fim do primeiro ciclo político de combate à corrupção. O topo do outro ciclo, o empresarial, veio com a prisão de Marcelo Odebrecht. O “Príncipe”, como era chamado, ficou preso por dois anos.

O recado dessas prisões é o de que a lei é senhora de todos. Independente de poder político ou financeiro.

Em 2019, a depender do resultado que sairá das urnas, um novo ciclo pode se iniciar, pois os que tem foro privilegiado e escaparam da Justiça podem ficar sem mandato e ter o mesmo destino do ex-presidente.

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Isso não pode

Essa foto, de militares do exército da Síria rezando e glorificando Nosso Senhor Jesus Cristo, não será mostrada pela mídia por ser contrária às políticas cegas e aos interesses econômicos dos países do pós-Ocidente:

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Politicamente correto na cinofilia: sinal de uma praga totalitária

A doença do intelecto chamada “politicamente correto” se espalhou pouco a pouco por quase todos os aspectos da vida nacional. De modo mais brando, ela transforma as pessoas num bando de chatos, que se censuram e censuram os outros o tempo todo; contudo, no fim das contas, o que se concretiza perigosamente no “politicamente correto” é um feixe de ideias esquerdistas com aparência de relativistas mas que, na sua contradição interna, são totalitárias.

Geralmente, quem tem minha visão de mundo fica incomodado com o que esse mal causa nos campos político ou social, mas, vez ou outra, segundo as preferências pessoais, ele é notado em outras coisas. Assim, como dono de cachorros de guarda, anos atrás, numa comunidade dedicada a raças brasileiras no saudoso Orkut, chamou minha atenção uma resposta de Pedro Ribeiro Dantas, grande cinófilo brasileiro, criador da raça dogue brasileiro (também conhecida como bull boxer), que foi a seguinte:

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Tipos de esquerdistas

De volta às aulas na universidade, eis que encontro todas essas caricaturas ambulantes “ao vivo e a cores”:

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CNBB: um conto do vigário

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Lula pode. Ministra, não.

Os críticos à nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao cargo de ministro do trabalho, alegando que ela sofreu condenação da Justiças do Trabalho, são basicamente os mesmos que defendem a candidatura presidencial de político condenado por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até empunham faixas para sustentar o besteirol de que “eleição sem Lula é fraude”. É extraordinário o talento de Michel Temer para escolher mal os seus auxiliares, mas ele tem o direito de fazê-lo. E de empossá-los. Se Cristiane Brasil respondeu a ação trabalhista, como a maioria dos empregadores brasileiros, Lula está condenado por ladroagem. Advogados próximos ao PT, que impedem na Justiça a posse da ministra, curiosamente não ameaçam a candidatura política de político ladrão. Além da condenação a 9 anos e meio de cadeia por corrupção, Lula responde a seis outros processos igualmente graves.

– Cláudio Humberto

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Protestantismo e Sionismo: a mais nova maluquice