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Liturgia

A antiguidade e universalidade do tempo da Septuagésima (parte 1)

O New Liturgical Movement começou uma tradução de um artigo em francês sobre as origens e extensão do tempo da Septuagésima que vou verter, na medida das postagens do citado blog, para o português (sempre cotejando com o original). Aqui vai a primeira parte:

SeptuagésimaEm todas as liturgias cristãs, encontramos um período de preparação para o grande tempo de penitência que é a Quaresma, durante o qual os fieis são informados da chegada desse momento do ano litúrgico e da necessidade de iniciarem vagarosamente os exercícios ascéticos que devem fazer até a Páscoa. Regra geral, esse período preparatório dura três semanas. No rito romano, esses três domingos são chamados Septuagésima, Sexagésima e Quinquagésima, nomes que derivam de um sistema usado na antiguidade que contava espaços de dez dias nos quais esses domingos caiam [nota do tradutor: se dividirmos as nove semanas que precedem a Páscoa em séries de dez dias, poderemos constatar que o primeiro dos nove domingos cai na sétima dezena, o segundo na sexta e o terceiro na quinta]. Eles precedem o Primeiro Domingo da Quaresma, que é chamado de Quadragésima em latim.

As igrejas de tradição siríaca e copta preservaram um estado de coisas mais antigo, composto de pequenos períodos de jejum, o Jejum dos Ninivitas e o Jejum de Heráclito, que provavelmente deram origem ao tempo de preparação para a Quaresma.

A lembrança da fragilidade humana, a meditação dos novíssimos, e, consequentemente, a oração pelos mortos, são elementos recorrentes nesse período litúrgico.

Inexplicavelmente [nota do tradutor: será mesmo?], o rito de Paulo VI suprimiu a Septuagésima do seu ano litúrgico, mesmo com toda a sua antiguidade e universalidade.

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Ordo 2017

ordo-2017

Ordo 2017

Ordo 2017 (livreto)

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Peregrinação a Roma Populus Summorum Pontificum 2015

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Comparando lecionários

Tradução e adaptação de um artigo publicado no Athanasius Contra Mundum, quando este blog ainda era no Blogger, em abril de 2008 (hoje ele pode ser encontrado aqui e aqui):

Em comentário após comentário dos defensores do Novus Ordo, dos liberais aos neo-conservadores, um ponto que é sempre levantado em defesa das inovações pós-conciliares é a suposta superioridade do lecionário da liturgia moderna em comparação ao da tradicional. O argumento é mais ou menos assim: “Na medida em que a maior parte da Bíblia é lida no curso de três anos, os católicos têm contato com mais trechos da Escritura que na liturgia gregoriana, que possui apenas uma pequena seleção de leituras.”

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As Completas

Completas - imagem

Vou analisar as Completas do rito gregoriano (com base na tradução de um verbete da Enciclopédia Católica de 1967), falando de sua origem, temática e estrutura (gostaria de frisar a questão do rito, porque essa hora canônica pode ter, por exemplo, uma temática diferente a depender do rito em que se insira).

As Completas são a última oração do dia, fechando o ciclo litúrgico do Ofício Divino. Seu conteúdo indica que ela deve ser rezada pouco antes do recolhimento da noite. Como a Prima, as Completas se originaram em círculos monásticos. João Cassiano (+ 435) foi o primeiro a fazer alusão a elas. Ao descrever as práticas monásticas de seus dias, ele menciona que os monges orientais tinham o costume de nas noites de domingo se reunirem para cantar alguns Salmos no dormitório (De inst. cenob. 4.19; PL 49:79). A Regra de Aureliano de Arles (+ 585) dispõe que os monges devem recitar o Salmo XC e as Preces antes de se recolherem (PL 68:395, 405).

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II Domingo do Advento

II Advento“João enviou dois de seus discípulos a dizer-Lhe: És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro.” (Evangelho de São Mateus XI, 2-3)

A liturgia deste domingo está cheia do pensamento de Isaías, o Profeta por excelência da vinda do Salvador. São Paulo, na Epístola, e Nosso Senhor, no Evangelho, fazem ver que os oráculos do grande Profeta encontrem plena realização com a Vinda do Messias.

Em Roma a estação era na Basílica da Santa Cruz em Jerusalém, onde se conserva uma grande parte da verdadeira Cruz. Essa igreja representa para nós a verdadeira Jerusalém, a Igreja de Deus na terra e no céu. Felizes somos por pertencermos ao número dos seus membros.

Em sua primeira vinda, Cristo apareceu na Jerusalém da Terra Santa. Hoje virá à Jerusalém do Novo Testamento, que é a sua Santa Igreja (Intróito). Nesta Igreja acharão todos a salvação: os judeus, pela promessa que lhes foi feita, os pagãos, pela misericórdia de Deus. E reinarão na alegria e na paz pela vinda do Salvador (Epístola e cânticos: Intróito, Gradual, Ofertório e Comunhão). No Evangelho, prova-nos São João, de maneira engenhosa, que o Cristo é o Messias e que é Ele quem cura todas as doenças de nossa fraqueza e a nossa cegueira, ressuscita-nos da morte e nos comunica a vida da graça. Assim a alma cristã tem a alegria que virá de Deus (Comunhão).

II Domingo do Advento

II Domingo d oAdvento – livreto

Jornal – II Domingo do Advento

Jornal – II Domingo do Advento – livreto

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III Domingo do Advento

TerceiroDomingodoAdvento“Eu sou, diz João Batista, a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.” (Evangelho)

São João Batista é, como Isaías e a Santíssima Virgem, uma das três grandes figuras que enchem o Advento. Ao mesmo tempo Profeta do Messias (o último dos Profetas) e testemunha de Cristo (foi o primeiro a pregar às multidões a sua vinda).

São João Batista suscitado por Deus para preparar os caminhos do Senhor continua como outrora a cumprir sua missão junto de nós. A Santa Igreja compraz-se em repetir-nos o testemunho de Precursor, as suas exortações à penitência, e aponta-no-lo como exemplo de profunda humildade. Como os homens o tomassem por Cristo, humilhou-se até o ponto de se declarar indigno de desatar os cordões de seus sapatos. As suas exortações conservam ainda hoje toda a importância. O Salvador, que para nós já veio, está para vir ainda a muitas almas que continuam a ignorá-lo. Nós mesmos devemos recebê-lo cada vez mais em nossas almas. Na festa do Natal realiza-se a nossa filiação divina. Além disso, devemos preparar-nos para a última vinda do Senhor, em que Ele virá julgar-nos sobre a maneira como O recebemos neste mundo. A Igreja prepara-nos assim para a festa do Natal e também para essa última vinda de Jesus. A grande alegria dos cristãos a qual nos convida a Igreja, é a de sentirmos que o dia do Senhor se aproxima, dia em que virá cheio de glória para nos introduzir conSigo na cidade celeste. Façamos votos para que o Natal nos prepare para esse grande dia que o Apóstolo diz estar próximo e para que ele se realize depressa. Todas essas aspirações do Advento, estes “Vinde”, são como que o eco dos Profetas e daquele “Veni” com que São João termina o Apocalipse: “Vinde Senhor Jesus!” é a última palavra do Novo Testamento. Como sinal de alegria, tocam-se os órgãos à Missa solene e o sacerdote pode usar paramentos rosa, os quais simbolizam a alegria da Jerusalém celeste. Alegra-te, Jerusalém, com grande alegria, porque a ti virá o Salvador, aleluia (2ª ant. De Vésperas). “Per adventum tuum libera nos, Domine”, cantamos nós nas ladainhas dos Santos.

III Domingo do Advento

III Domingo do Advento – livreto

Jornal – III Domingo do Advento

Jornal – III Domingo do Advento – livreto

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O dom eterno

O Venerável Fulton Sheen comenta (em inglês) o rito gregoriano numa filmagem de uma Missa solene do Domingo de Páscoa em 1941.