A semana passada começou com sinais de esperança e terminou a repristinação do Pacto das Catacumbas:
A semana passada começou com sinais de esperança e terminou a repristinação do Pacto das Catacumbas:
No último dia 12, D. Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, pronunciou uma escandalosa homilia na qual atacou os tradicionalistas e aquilo que ele entende como direita (provavelmente não sabe o que uma coisa, nem a outra, já que pensa que são grupos superpostos), dizendo:
Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano II. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano II, o Evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do Concílio, deste santuário.
Aqui vai uma bela resposta de um fiel comum:
Um boa cobertura do que aconteceu nesta semana pode ser vista aqui (em inglês):
Ontem, os jornais de minha cidade noticiaram a Missa celebrada para marcar os 20 anos da morte de D. Helder e num deles (Jornal do Commercio) uma fala do arcebispo D. Fernado Saburino chamou minha atenção:
É um tempo significativo, 20 anos desde que D. Helder partiu para a casa do Pai e continua marcando muito a vida dessa Igreja. As pessoas não esquecem porque ele foi, de fato, um profeta entre nós, alguém muito voltado às questões sociais, com muita sensibilidade com os pobres e luta pelos direitos humanos. Tudo isso faz com que ele seja tão querido. Agora, estamos lutando para conseguir o reconhecimento oficial de Roma. O processo de canonização está indo para frente, peço a Deus que possamos ter essa graça o quanto antes.
Sem querer entrar na questão da santidade ou não de D. Helder e sem trazer nenhum demérito ao arcebispo, prelado sobre o qual não tenho nada a reclamar, muito pelo contrário, o que me fez arregalar os olhos foi a conexão estabelecida entre valorização no campo natural, humano-social, e canonização. Não há nenhuma devoção espalhada entre os católicos recifenses por seu antigo pontífice. Agora é que a arquidiocese preparou uma oração que é distribuída entre o povo e que nunca vi ninguém rezar; certamente existem pessoas devotas a ele, em especial os que conviveram com D. Helder durante os anos 60, 70 e 80, mas são um grupo quantitativamente minoritário e com “fé sócio-política”. E é isso que temos visto nos últimos tempos na fábrica de canonizações do Vaticano, daí a ridícula sequência de papas pós-concilares santos; ou seja, as canonizações agora também servem para se estabelecer pontos numa agenda de política eclesial, não para nos apresentar exemplos de virtudes, exemplos de atualização do Evangelho em cada época e lugar diferente, exemplos de encarnação da doutrina católica, e, portanto, não são mais infalíveis.
Nesse ótimo vídeo, o Pe. Gregory Pendergraft, da Fraternidade de São Pedro, profere uma palestra que foi parte da Conferência de Identidade Católica de 2018, nos EUA, explicando como o processo revolucionário usou a liturgia para minar a fé de milhões de católicos.
Ele começa com uma observação interessantíssima: a maioria dos leigos católicos foi exposta à Missa Nova apenas uma hora ou uma hora e meia por semana, enquanto os padres foram todos os dias e é, exatamente por isso, que o sacerdócio foi praticamente destruído no último meio século.
A partir do Vaticano II a guerra contra o sacerdócio se tornou mais profunda e pronunciada. A remoção da língua sagrada, a rejeição das ordens menores, a remoção das orações ao pé do altar, bem como das múltiplas referências ao sacrifício – tudo foi feito com o propósito de destruir o sacerdócio e transformar a Missa em algo muito parecido com o culto protestante de Thomas Cranmer.
O vídeo está em inglês sem legendas e deixei o título original no post porque o trocadilho presente nele só funciona desse modo.
Michael Voris se superou nessa descrição das divisões no “lado dos bons” na batalha interna na Igreja:
Qualquer semelhança com a divisão tradicionalistas X neoconservadores não é mera coincidência! Pensem sobre o assunto.
Uma paróquia da cidade de Providence nos EUA, após ser entregue aos cuidados da FSSP, se renovou com a introdução da Missa tridentina e outras práticas tradicionais (vídeo em inglês):