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Liturgia Pastoral

A pastoralidade da Missa no rito romano tradicional

Ótima palestra do Pe. Ivan Chudzik, do Instituto do Bom Pastor, em Belém do Pará:

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Liturgia

A Missa no rito romano tradicional tem muita pompa?

Tradução de um texto do New Liturgical Movement (traduzido por Cláudio e revisado por Thiago):

Frequentemente ouço dizer que a Missa Tradicional tem muita pompa, muitas regras e que Cristo não queria isso. É como se a Igreja tivesse se separado drasticamente da vontade do Divino Mestre nos últimos 500 anos. Todos esses são pontos para muita conversa, mas não são verdadeiros.

Cristo era um judeu, ou melhor, um judeu perfeito. Se eu me lembro, os judeus também tinham uma liturgia formal como parte do seu culto. Cristo e o Pai são apenas um, aquele mesmo Pai que nas Escrituras ordenou a Moisés que os sacerdotes deveriam usar ornamentos, o mesmo Pai que deu instruções específicas do que deveria ser feito para cultuá-lo e do que deveria ser construído para abrigar tais atos.

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Arte Liturgia

O Tracto quaresmal Domine, Non Secundum

Dómine, non secundum peccáta nostra, quae fécimus nos: neque secundum iniquitátes nostras retríbuas nobis. V. Dómine, ne memíneris iniquitátum nostrárum antiquárum: cito antícipent nos misericordiae tuae, quia páuperes facti sumus nimis. Hic genuflectitur V. Adjuva nos, Deus, salutáris noster: et propter gloriam nóminis tui, Dómine, líbera nos: et propitius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.

Senhor, não nos trateis conforme merecem os pecados que fizemos, nem segundo a ignomínia das nossas iniquidades. V. Senhor, não Vos lembreis dos nossos crimes passados mas mandai-nos a vossa misericórdia, porque somos muitos pobres, Senhor. Aqui ajoelham todos. V. Ajudai-nos, ó Deus, nossa salvação, e livrai-nos, Senhor, que assim o pede a glória do vosso nome. Pelo vosso nome, sede indulgente com nossos pecados.

Esse belo Tracto se diz em todas a as segundas, quartas e sextas-feiras da Quaresma até a segunda-feira da Semana Santa inclusive (exceto na quarta-feira das Têmporas). Há uma versão polifônica dele do compositor espanhol Juan de Anchieta (1462-1523):

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Liturgia

Ordo 2019

Como todos os anos, apresento aos leitores o Ordo das missas dominicais e das festas no rito romano tradicional de Recife e que pode servir para outros lugares (ele é sempre de autoria de Karlos Guedes):

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Liturgia

Vestição do Bispo na Missa do Galo

Vestição do Bispo na Missa do Galo num dos poucos (talvez o único) lugares do mundo onde esse costume ainda ocorre dentro do rito romano tradicional (ao fundo o coral canta O Holy Night e Sleep Holy Babe do Pe. E Caswall):

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Liturgia

“Minha herança é boa para mim”: agradecendo à Providência

Comemorando o dia em que o Motu Proprio Summorum Pontificum entrou em vigor (14 de setembro de 2007) publicamos hoje um texto do New Liturgical Movement, traduzido por Cláudio e revisado e adaptado por Thiago.

 

Liturgistas progressistas – isto é, todo o establishment durante e depois do Vaticano II, com poucas e notáveis excessões – parecem cometer um erro elementar nas suas opiniões, resvalando no mesmo problema encontrado na crítica bíblica liberal.

Quando os liturgistas escavam a fundo a história dos ritos, eles descobrem muitas mudanças, desenvolvimentos, variações e, aparentemente, eventos inesperados (afinal, você não sabe, mas foi por causa de Carlos Magno que o rito romano substituiu o galicano e assimilou muitos dos seus elementos). Até aí, tudo bem. Mas então eles fazem uma injustificada afirmação: além da “Era de Ouro” do trabalho Apostólico, não devemos reverência a nenhum estágio posterior de desenvolvimento dos nossos ritos litúrgicos. Por exemplo, pelo fato das características barrocas e medievais da liturgia romana terem resultado de acidentes históricos, elas são vistas como passíveis de serem expurgadas pelos cognoscenti, isto é, por aqueles que sabem melhor o que o nosso contexto histórico atual exige.

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Liturgia

Ofício Parvo, edição de 1959

Acabei de publicar na página do Ofício Parvo mais uma digitalização do mesmo, agora segundo uma edição de 1959. Percebam a atualização no português em relação à edição anterior (muito boa e poética) e as diferenças de rubricas que acompanham as modificações no Breviário Romano (na parte relativa à estrutura desse Ofício, já sistematizei as diferenças).

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Crise Liturgia

Dois irmãos e um estranho

Tradução e adaptação de artigo publicado no New Liturgical Movement.

Para mim, e acho que para a maior parte dos tradicionalistas, é uma obviedade a proximidade espiritual entre a Divina Liturgia no rito bizantino e a Missa Romana tradicional, assim como também o é a distância que o Novus Ordo mantém da herança comum das duas formas litúrgicas citadas.

Contudo, às vezes encontramos católicos bizantinos que são levados pelas similaridades superficiais entre o rito bizantino e o Novus Ordo (por exemplo, a de que eles são celebrados geralmente em língua vernácula e em tom audível) e pelas diferenças marcantes entre a liturgia bizantina e o rito romano tradicional (por exemplo, a de que temos um silêncio muito maior no último e de que, aparentemente, as pessoas têm um papel mais “ativo” no primeiro), e acabam defendendo a ideia de que a Divina Liturgia é mais próxima espiritualmente do rito paulino e que, se tiverem de optar, o usus recensior será escolhido sobre o usus antiquior. Por outro lado, os protagonistas e apologistas da “reforma litúrgica romana” muitas vezes fingem ser admiradores da tradição oriental e gostam de apontar as muitas características aparentemente “orientais” da liturgia paulina.

Se é verdade, ao contrário do que acham essas pessoas, que a liturgia bizantina e a liturgia latina tradicional têm muito mais em comum entre si que com o Novus Ordo, temos que apontar isso com precisão. Assim, proponho a análise dos seguintes princípios:

  1. O princípio da Tradição;
  2. O princípio do mistério;
  3. O princípio da linguagem elevada;
  4. O princípio da integridade ritual ou estabilidade;
  5. O princípio da densidade;
  6. O princípio da preparação adequada e repetida;
  7. O princípio da veracidade;
  8. O princípio da hierarquia;
  9. O princípio do paralelismo;
  10. O princípio da separação.