Tradução e adaptação de artigo publicado no New Liturgical Movement.
Para mim, e acho que para a maior parte dos tradicionalistas, é uma obviedade a proximidade espiritual entre a Divina Liturgia no rito bizantino e a Missa Romana tradicional, assim como também o é a distância que o Novus Ordo mantém da herança comum das duas formas litúrgicas citadas.
Contudo, às vezes encontramos católicos bizantinos que são levados pelas similaridades superficiais entre o rito bizantino e o Novus Ordo (por exemplo, a de que eles são celebrados geralmente em língua vernácula e em tom audível) e pelas diferenças marcantes entre a liturgia bizantina e o rito romano tradicional (por exemplo, a de que temos um silêncio muito maior no último e de que, aparentemente, as pessoas têm um papel mais “ativo” no primeiro), e acabam defendendo a ideia de que a Divina Liturgia é mais próxima espiritualmente do rito paulino e que, se tiverem de optar, o usus recensior será escolhido sobre o usus antiquior. Por outro lado, os protagonistas e apologistas da “reforma litúrgica romana” muitas vezes fingem ser admiradores da tradição oriental e gostam de apontar as muitas características aparentemente “orientais” da liturgia paulina.
Se é verdade, ao contrário do que acham essas pessoas, que a liturgia bizantina e a liturgia latina tradicional têm muito mais em comum entre si que com o Novus Ordo, temos que apontar isso com precisão. Assim, proponho a análise dos seguintes princípios:
- O princípio da Tradição;
- O princípio do mistério;
- O princípio da linguagem elevada;
- O princípio da integridade ritual ou estabilidade;
- O princípio da densidade;
- O princípio da preparação adequada e repetida;
- O princípio da veracidade;
- O princípio da hierarquia;
- O princípio do paralelismo;
- O princípio da separação.
É um infortúnio o fato de que a oração nem sempre é entendida ou apreciada o bastante por seu papel e valor na vida católica. Uma falácia comum é restringi-la a uma medida de emergência: em face de uma dificuldade ou perigo, se todas as outras possibilidades se esgotaram, aí falamos com Deus como último recurso. Uma outra limita a oração a não mais que dizer a Deus o que queremos que Ele faça por nós ou nos dê, tratando-O como um benfeitor celestial. Ainda há outro erro que confunde a oração com a recitação de orações, como se o valor da prece consistisse no número de palavras usadas ou no número de vezes em que ela foi recitada. Embora nenhuma dessas ideias seja completamente falsa, elas representam um quadro tão incompleto da verdadeira natureza da oração que podem limitar gravemente o bem que a prece pode fazer por nós, e o bem que podemos fazer através dela.
