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Política

Maioria silenciosa

Um artigo que foi escrito no bojo da eleição presidencial do ano passado, mas que não canso de ler pois apresenta um problema permanente da política brasileira atual (cuja solução seria um partido conservador?):

Sem voz e sem vez

maioria silenciosa

Digamos que o leitor desta página, que estará votando ou já votou nas eleições de 5 de outubro, não seja índio, quilombola nem pertença a nenhum outro grupo que se apresenta como oprimido. Há grandes chances, também, de que não seja sem terra, sem teto nem invasor de propriedade alheia, rural ou urbana – e que não more numa “comunidade”, favela, cortiço, debaixo de um viaduto nem um abrigo de indigentes. É muito provável que não seja surdo, mudo, gago, anão nem portador de deficiências físicas. Não é beneficiado por cotas de nenhum tipo. Não cheira pó, não injeta droga na veia, não fuma crack nem vive nas cracolândias das cidades brasileiras. Não recebe o Bolsa Família nem se inscreve no MSTS para furar a fila do Minha Casa Minha Vida. Não toca fogo no ônibus e não interrompe avenidas com barreiras de pneus queimados para protestar contra algo que desaprova. Não é presidiário. Não está condenado por infração ao Código Penal nem fugindo de nenhuma ordem de captura, nacional ou da Interpol. Nunca tem problemas com a polícia nem queixas contra o comportamento de policiais. Não é “ativista”, como se combinou chamar os delinquentes que saem à rua para expressar sua opinião com foguetes, pedradas ou coquetéis molotov. Não é black bloc. Não conhece Sininho.

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Espiritualidade

Oração do Anjo da Paz

Recebi a seguinte pergunta do leitor Lúcio:

Thiago, qual o teor correto da oração que o Anjo da Paz ensinou aos pastorinhos em Fátima? Já vi mais de uma versão dela e por isso a pergunta.

Lúcio, nas fontes em que pesquisei (livros da antiga TFP) a oração ensinada pelo anjo aos pastorinhos em 1916 é a seguinte:

anjo da paz

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos, peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

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Humor Política Sociedade

São cegos porque não querem ver

happy

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Arte Liturgia

Música Litúrgica

O que a Igreja ensina a respeito do canto na liturgia? O que pode e o que não pode tocar e cantar na Santa Missa? Neste vídeo do Pe. Paulo Ricardo, descubra a natureza da verdadeira música sacra e as orientações objetivas da Igreja a respeito do canto litúrgico. Como ensinava o Papa Paulo VI, nem tudo o que está fora do templo é apto para atravessar as suas portas.

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La dolce vita

Os números de 2014

O WordPress.com preparou um relatório sobre o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.400 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Catequese

O que é a Eucaristia?

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Espiritualidade

A solidão não é um inimigo

Por alguma questão ocidental, fomos levados a achar que a solidão é um inimigo. Estamos a todo custo, tentando não estar só. Assim, perdemos uma grande oportunidade: o diálogo interno, a reflexão, a investigação de nós mesmos.

– Ricardo Darín (no programa Sangue Latino, do Canal Brasil

É interessante como um ator que não sei se é católico ou não, percebeu essa verdade universalmente afirmada pelos grandes mestres espirituais. Meu único senão à colocação dele é que considero um equívoco dizer que essa impressão sobre a solidão é um produto do Ocidente, ela é, isso sim, uma das consequências do espírito de rebanho que marca nossa cultura desde a Revolução Francesa, ou seja, precisamente do que é antiocidental.

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Brasil profundo

Festa do Divino Espírito Santo

Estou lendo um conto de Machado de Assis chamado A Parasita Azul no qual encontrei o seguinte trecho:

No sábado seguinte a cidade revestira desusado aspecto. De toda parte correra uma chusma de povo que ia assistir à festa anual do Espírito Santo.

Vão rareando os lugares em que todo se não apagou o gosto dessas festas clássicas, resto de outras eras, que os escritores do século futuro hão de estudar com curiosidade, para pintar aos seus contemporâneos um Brasil que eles já não hão de conhecer. No tempo em que essa história se passa uma das mais genuínas festas do Espírito Santo era a da cidade de Santa Luzia.

O tenente-coronel Veiga, que era então o imperador do divino, estava em uma casa que possuía na cidade. Na noite de sábado foi ali ter o bando dos pastores, composto de homens e mulheres, com o seu pitoresco vestuário, e acompanhado pelo clássico “velho”, que era um sujeito de calção e meia, sapato raso, casaca esguia, colete comprido e grande bengala na mão.

Camilo estava em casa do coronel, quando ali apareceu o bando dos pastores, com alguns músicos à frente, e muita gente atrás. Formaram logo, ali mesmo na rua, um círculo; um pastor e uma pastora iniciaram a dança clássica. Dançaram, cantaram e tocaram todos, à porta e na sala do coronel, que estava literalmente a lamber-se de gosto. É ponto duvidoso, e provavelmente nunca será liquidado, se o tenente-coronel Veiga preferia naquela ocasião ser ministro de Estado a ser imperador do Espírito Santo.

Hoje como anda essa festa do Divino? Se na época de Machado ele dizia que rareava o gosto por essas festas clássicas, hoje ainda resta algo dele? Essa devoção ao Divino Pai Eterno, feita pelo Pe. Reginaldo Manzoti, tem alguma relação com a devoção ao Espírito Santo presente de maneira forte  em Goiás?

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