A semana passada começou com sinais de esperança e terminou a repristinação do Pacto das Catacumbas:
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
A semana passada começou com sinais de esperança e terminou a repristinação do Pacto das Catacumbas:
Recentemente li um texto de Chesterton (Disparates do Mundo, 1910) que parece explicar muito do que ocorre na vida política nacional e no governo da Igreja nos dias de hoje:
E este é o facto mais notório e mais dominante na moderna discussão das questões sociais: o facto de a controvérsia não dizer respeito apenas às dificuldades, mas também aos objectivos. Estamos todos de acordo acerca do mal; é relativamente à definição do bem que estamos dispostos a arrancar os olhos uns aos outros. Todos reconhecemos que uma aristocracia indolente é um mal; mas estamos longe de afirmar unanimemente que uma aristocracia activa seria um bem. Todos nos sentimos irritados com os sacerdotes ímpios; mas alguns de nós sentiriam profunda aversão se nos deparássemos com um sacerdote verdadeiramente pio. Toda a gente se indigna com a circunstância de termos um exército fraco, incluindo as pessoas que se indignariam ainda mais se o nosso exército fosse forte.
A questão da sociedade é exactamente o oposto da questão da saúde. Diversamente dos médicos, nós não estamos em desacordo acerca da natureza da doença, concordando embora acerca da natureza da saúde; pelo contrário, todos nós concordamos que a Inglaterra está doente, mas aquilo a que metade de nós chamaria um estado de saúde pujante, repugnaria à outra metade. Os insultos públicos são de tal maneira proeminentes e pestilentos, que arrastam as almas generosas numa unanimidade fictícia; esquecemos que, embora estejamos de acordo quanto aos insultos, discordamos profundamente em matéria de elogios. O Sr. Cadbury e eu, não temos dificuldade em concordar sobre o que é um pub inaceitável; mas teríamos uma lamentável altercação se nos encontrássemos diante de um pub aceitável.
Defendo, pois, que o método sociológico habitual – começar por dissecar a pobreza abjecta ou por catalogar a prostituição – é perfeitamente inútil. Ninguém aprecia a pobreza abjecta; o problema surge quando começamos a discutir a pobreza digna e independente. Ninguém aprecia a prostituição; mas nem todos gostamos da pureza. A única maneira de discutirmos os males sociais é passarmos imediatamente ao ideal social. Todos conseguimos identificar a loucura nacional; mas o que é a sanidade nacional? Dei a este livro o título de Disparates do Mundo, e não é difícil identificar o conteúdo do mesmo. Pois o grande despropósito do mundo consiste em não perguntarmos qual é o propósito.
No último dia 12, D. Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, pronunciou uma escandalosa homilia na qual atacou os tradicionalistas e aquilo que ele entende como direita (provavelmente não sabe o que uma coisa, nem a outra, já que pensa que são grupos superpostos), dizendo:
Temos o dragão do tradicionalismo. A direita é violenta, é injusta, estão fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio Vaticano II. Parece que não queremos vida, o Concílio Vaticano II, o Evangelho, porque ninguém de nós duvida que está é a grande razão do sínodo, do Concílio, deste santuário.
Aqui vai uma bela resposta de um fiel comum:
Um boa cobertura do que aconteceu nesta semana pode ser vista aqui (em inglês):
Vejam o que esse bravo católico fez logo após defender seu mestrado em física nuclear na USP (ele também é formado em filosofia):
Para saber mais, leiam esta reportagem.
Ouvi então a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei eu? E quem irá por nós?”. “Eis-me aqui” – disse eu – “enviai-me”. Isaías VI, 8
No meio dos “debates” e da “sensibilização afetada” que se seguiu à publicação das fotos em que o primeiro-ministro esquerda caviar do Canadá, Jacques Trudeau, usava uma black face, pude juntar algumas frases que revelam a completa falta de senso crítico dos adeptos do mi-mi-mi mental:
Brancos são opressores, Os não brancos são vítimas, Mas raça não existe, Mas eu amo a diversidade racial, E celebro todas as nossas diferenças, Porque somos todos iguais.