A África Ocidental (especificamente a Nigéria, o Benin e Gana) perfaz uma vasta região invadida pelo islã e gangrenada pela corrupção, na qual muitas almas, decepcionadas pelos discursos humanistas do clero local, encontram-se cada vez mais atraídas pela tradição católica. O seguinte documentário retrata um pouco desse cenário cheio de desafios, mas com um potencial incomum:
Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
E ouvi a voz de muitos anjos em volta do trono… e era o número deles milhares de milhares. (Apocalipse V, 11)
A existência dos anjos
Além do mundo visível e material, criou Deus também o mundo invisível e espiritual, o chamado mundo angélico.
Isso foi negado na antiguidade, entre os judeus, pela seita dos saduceus (Atos XXIII, 8). Mais tarde, por certas seitas protestantes, como os anabatistas. Em nossos dias tal verdade tem por adversários os ateus, materialistas e positivistas, que não crêem senão naquilo que seus olhos vêem e seus sentidos apalpam. Os racionalistas, para encontrar uma excusa aparentemente racional à sua incredulidade, alegam que os anjos foram inventados pelos judeus no tempo do cativeiro da Babilônia, por imitação das entidades ali cultuadas; ou, então, consideravam os anjos como simples modo poético e simbólico de referir-se às virtudes divinas e aos vícios humanos. Dentro da Igreja, infelizmente, os modernistas têm pego, ao sabor das preferências individuais, um ou outro desses argumentos, revelando, mais uma vez, como disse São Pio X, que no seu espírito há um amálgama de todos os erros do passado.
A existência dos anjos, contudo, foi definida solenemente pelo IV Concílio de Latrão (1215):
Deus… desde o princípio do tempo criou do nada duas espécies de seres – os espirituais e os corporais, isto é, os anjos e o mundo.
De forma igual se expressou o Concílio Vaticano I.
Isso facilmente se depreende da Revelação. Na Sagrada Escritura, por exemplo, a existência dos anjos é afirmada em muitas passagens do Antigo e do Novo Testamento. Lembremos algumas:
A raiz do mal do século
É indubitável que nunca como hoje está tão difundido no mundo o conhecimento das grandes ideias da humanidade. Nunca, contudo, foi a sua influência também tão diminuta. Os pensamentos de Platão e Aristóteles, dos Profetas e de Cristo, de Espinoza e de Kant são hoje conhecidos por milhões de pessoas cultas na Europa e na América. Eles são ensinados em inúmeras Escolas, sobre alguns deles fazem-se prédicas em todo o mundo nas Igrejas de todas as confissões. E tudo isto se verifica simultaneamente num mundo em que se presta obediência aos princípios de um egoísmo sem limites, se cultiva um nacionalismo histérico e se prepara um tresloucado genocídio. Como é possível explicar semelhante contradição?
– Eric Fromm no seu livro Über den Ungehorsam (Apud Cartas a Lucílio, Calouste Gulbenkian, 2004)
A tríplice vitória de Cristo
Como devemos viver o Tempo Pascal? Há um grande número de fiéis correndo o risco de confundir a alegria da Páscoa com a alegria do carnaval.
Nestes dias em que celebramos a Ressurreição do Senhor, e para não jogarmos fora todo o progresso espiritual que alcançamos na Quaresma, os ensinamentos de Santo Tomás de Aquino nos ajudam a refletir sobre a fonte de nossa alegria: a tríplice vitória de Cristo — sobre o pecado, o Diabo e a morte.
“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”
Número de anjos na história de Sodoma
Pergunta feita por um leitor:
Por que em Gênesis XVIII temos três anjos e no capítulo seguinte apenas dois?
Vi uma interpretação de origem judaica que me parece fazer sentido e, resumidamente, diz o seguinte:
Há momentos em que os anjos se expressam singularmente, e nessa expressão estaria a Missão, o “Envio”, próprio de cada um deles. Um anuncia a gravidez de Sara, um salva Lot e outro destrói Sodoma. Como ao iniciar o capítulo XIX um deles já havia cumprido sua missão (anunciar a gravidez de Sarah) já não é mais mencionado.
Celebrar a Paixão do Senhor neste Ano Mariano é, mais do que nunca, celebrar a Compaixão da Virgem Santíssima.
Tomando como ponto de partida o hino Stabat Mater, pérola preciosa da poesia cristã, Padre Paulo Ricardo propõe, nesta aula, uma reflexão para nos ajudar a viver este tempo de graça, neste ano mais do que especial.
Terra plana e cabeça oca
A realidade sempre tem o poder de nos surpreender, muitas vezes para pior. Pois bem, no ano passado tive aula numa disciplina eletiva num curso diferente do meu, o de filosofia (era a disciplina de filosofia da arte), e certo dia, conversando com alguns colegas, fui surpreendido pela pergunta de um deles que, ao saber que eu e mais um outro estudávamos geografia, me questionou sobre a esfericidade da Terra. De início achei que tinha entendido errado, até porque a pergunta vinha de alguém que reputo bem inteligente, mas ele explicou que sua pergunta tinha relação com alguns vídeos que estavam rolando na internet onde se questionava a “Terra redonda”, relacionando isso com teorias conspiratórias (“se a Terra é redonda, por que a figura que aparece no símbolo da ONU não é assim?”). Vi logo que se tratava de mais uma onda de maluquices, expliquei a ele sobre a projeção azimutal e sobre o “desaparecimento” dos navios em alto mar por causa da curvatura do planeta. Não procurei saber mais nada sobre essa onda, até por falta de tempo.
Nas últimas semanas, contudo, tenho sido surpreendido pela indicação no YouTube de vários vídeos com a defesa da “Terra plana”, ou seja, o delírio cresceu… ele tomou corpo no meio neopentecostal, no qual cegos que guiam cegos acreditam que estão mais “conservadores” ao serem obscurantistas (qualquer semelhança com certos católicos tradicionalistas e neconservadores não é mera coincidência). Sem tempo e saco de ver essas porcarias, fui salvo por um vídeo do Conde, que compartilho abaixo: