Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
“O homem é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado.”
Nesta aula, Padre Paulo Ricardo propõe uma reflexão sobre o famoso “princípio e fundamento” dos “Exercícios Espirituais”, de Santo Inácio de Loyola. Se você quer desentortar a sua vida, não basta fazer a coisa certa! É necessário fazer a coisa certa… pela razão certa!
Tradução e adaptação deste texto.
O Lecionário multianual do Novus Ordo, que contém uma vasta quantidade de trechos da Escritura, é superior ao Lecionário anual do usus antiquior? Por muito tempo, essa pergunta dificilmente era levada a sério, pois se assumia que a resposta era um autoevidente “sim”. É gratificante, portanto, observar que mais e mais pessoas estão acordando para a seriedade da questão e realizando comparações e estudos, em vez de considerar, à moda moderna, que “maior” é “melhor”.
Décadas de experiência com os dois lecionários me levou, de fato, a uma conclusão oposta: o novo Lecionário é pesado e difícil de ter seu propósito entendido, enquanto o antigo ciclo de leituras é belamente proporcionado ao seu fim litúrgico e ao ritmo natural do ano. A repetição regular e reconfortante das leituras ajuda o fiel a absorver seus ensinamentos cada vez mais profundamente.
O Inferno está vazio?
Segundo o famoso teólogo e cardeal eleito Hans Urs von Balthasar, todo bom cristão deveria esperar que o Inferno estivesse vazio. Esta sugestão, porém, levou alguns teólogos afoitos a dizerem, categoricamente, que ele realmente está vazio.
Nesta semana em que celebramos o centenário da visão do Inferno, mostrado aos três pastorinhos por Nossa Senhora em Fátima, Padre Paulo Ricardo nos convida a uma meditação sobre a eternidade. Afinal, o Inferno está vazio?
Tirania do bom mocismo
De todas as tiranias, aquela exercida sinceramente em prol do bem de suas vítimas talvez seja a mais opressiva. É melhor viver sob exploradores ladrões do que sob a onipotência moral dos intrometidos. A crueldade dos exploradores às vezes adormece, sua cobiça pode ser saciada em algum momento; mas aqueles que nos atormentam em nome do nosso próprio bem nos atormentarão para sempre, porque eles o fazem com a aprovação de sua próprias consciências.
– C.S. Lewis
Desde a sua Imaculada Concepção, os dons do Espírito Santo foram derramados abundantemente em Nossa Senhora. Mesmo assim, aquela que já era “cheia de graça” torna-se Mãe de Deus pelo “poder do Espírito Santo”. Somos então tentados a dizer que a Virgem Santíssima já teria esgotado todas as possibilidades de uma criatura receber o Espírito Santo. Mas a generosidade de Deus não tem medidas!
Nesta aula, Padre Paulo Ricardo aproveita o Ano Mariano que estamos vivendo para meditar sobre a Virgem Santíssima no mistério de Pentecostes.
Nascemos do sangue dos mártires
Depois de muito se prepararem para vir ao Brasil, o Beato Inácio de Azevedo e seus amigos acabaram morrendo no meio do caminho, sem que jamais chegassem a aportar em nossa terra. O que parecia ser um fracasso a olhos humanos, no entanto, reverteu em nosso próprio proveito espiritual: Deus viu, afinal, que para a conversão do Brasil eram mais importante os méritos dos mártires do que a ação dos apóstolos. Inácio queria dar alguma coisa a Deus, mas Deus… queria Inácio.
Neste dia em que celebramos a memória destes bravos missionários, Padre Paulo Ricardo faz uma reflexão sobre o martírio que eles mereceram e sobre a vocação com que fomos agraciados — “Terra de Santa Cruz” —, desde o início de nossa fundação.