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Traditiones Custodes: a derrota de Francisco

Obediência tem limites

Este texto é, em parte, uma tradução e adaptação de um post de Peter Kwasniweski.

No domingo passado, junto as alegrias da festa de Nossa Senhora do Carmos, tivemos o segundo aniversário da infame Traditiones Custodes (TC), o documento berglogliano que tencionava restringir (e extinguir) a Missa romana tradicional, mas que acabou revelando e produzindo coisas completamente inesperadas.

Quando essa normativa veio a lume, com muita razão, várias pessoas sentiram como se tivesse sido atingidas por uma bomba atômica, pois aqueles que tinham redescoberto os tesouros da Igreja, agora seriam tratados como filhos bastardos. Muitos caíram no desespero, no erro do sedevacantismo sistemático, e falaram e fizeram coisas de que deveriam se arrepender, mas, com a distância temporal, podemos hoje dizer que as consequências foram bem variadas.

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Como obedecer à Igreja

Tradução e adaptação de artigo de Joseph Shaw:

Entre as frases familiares do debate sobre a liturgia estão as que envolvem a obediência à Igreja. “A Igreja nos pede…”, “devemos obedecer à Igreja…” e afins, geralmente empregadas pelos partidários da reforma litúrgica. Não está imediatamente claro o que elas significam. O que essas pessoas estão dizendo quando se referem à “Igreja”?

Quando os teólogos querem discernir o “ensinamento da Igreja”, eles podem escolher algum ato “extraordinário” do magistério, como uma definição ex cathedra do Papa, mas muitas vezes não há nenhuma disponível. Sendo assim, eles vão para a Escritura e a Tradição, já que nelas está o Depósito da Fé: elas nos dirão o que a Igreja ensina. Os Padres e os Doutores são testemunhas da Tradição e também extraem suas implicações. Este é o magistério “ordinário” da Igreja e o modo ordinário pelo qual a Igreja transmite o ensinamento que lhe foi confiado por nosso Senhor.

É assim que, normalmente, Deus escolheu se revelar a nós; é assim que, ordinariamente, o Espírito Santo fala à Igreja: através do que foi transmitido. Quando as pessoas são levadas a derrubar a Tradição estabelecida em favor de uma nova leitura radical das Escrituras, talvez inspirada por uma revelação privada, podemos esperar ouvir alguma heresia.

Espero que isso não seja controverso, mas quando se trata da liturgia, uma atitude muito diferente costuma prevalecer. Os progressistas litúrgicos nos dizem que o Espírito os chamou, ou está chamando toda a Igreja, a adotar alguma inovação litúrgica: para dar apenas um exemplo, considere a assistência de mulheres no altar (coroinhas). Isso derruba a tradição de apenas homens e meninos servindo na Missa até onde os registros, que é o final do século 4 (veja o cânon 44 da Coleção de Laodicéia).

A unanimidade da tradição litúrgica aqui é impressionante, mas é posta de lado por duas razões. Uma é que não é uma questão dogmática, mas disciplinar; a outra é que em certo ponto o aparato legal da Igreja nos permitiu não seguir a tradição (pelo menos, na versão “reformada” da liturgia da Igreja Ocidental).

Esses dois argumentos são irrelevantes, entretanto, se aceitarmos que o Espírito Santo nos fala habitualmente através da Tradição da Igreja. Se o Espírito nos fala sobre a doutrina que Deus revelou através da Tradição com “T” maiúsculo, parece muito estranho dizer que devemos ignorar uma tradição litúrgica, quando ela nos fala sobre como Deus deseja que o adoremos. Claro que a liturgia não é doutrina; no entanto, há um paralelo óbvio com o magistério ordinário. Deus revelou um pouco sobre como devemos adorar nas Escrituras, e seria estranho se isso não fosse complementado pelos escritos litúrgicos dos Padres e Doutores e pela prática da Igreja.

O papel das tradições litúrgicas em nos comunicar a vontade de Deus sobre como devemos adorar é sustentado pela ideia de que a liturgia é uma “fonte teológica”, e também diretamente pelo magistério. Lemos na encíclica Mediator Dei (n. 56) de Pio XII, de 1947, que o desenvolvimento da liturgia ao longo dos séculos foi guiado pela Providência:

Como, em verdade, nenhum católico fiel pode rejeitar as fórmulas da doutrina cristã compostas e decretadas com grande vantagem em época mais recente da Igreja, inspirada e dirigida pelo Espírito Santo, para voltar às antigas fórmulas dos primeiros concílios, ou repudiar as leis vigentes para voltar às prescrições das antigas fontes do direito canônico; assim, quando se trata da sagrada liturgia, não estaria animado de zelo reto e inteligente aquele que quisesse voltar aos antigos ritos e usos, recusando as recentes normas introduzidas por disposição da divina Providência e por mudança de circunstâncias.

Essa ideia é repetida pelo Memoriale Domini, a instrução de 1969 que proíbe (com as inevitáveis exceções) a recepção da Sagrada Comunhão na mão. Esses dois documentos defendiam o desenvolvimento da liturgia contra aqueles que queriam fazer uso do que afirmavam ser um costume mais antigo. Quando se trata de uma questão em que não houve desenvolvimento que possamos ver, quando a prática da Igreja foi contínua e imutável desde os primeiros registros que existem até a década de 1990, mas, em oposição a isso, os padres foram autorizados a usar servidores do sexo feminino para “razões locais específicas” (Notitiae 30 (1994) 333-335), o caso é muito mais grave. Deus certamente está nos dizendo, por meio dessa tradição, que o serviço do altar por homens e meninos é algo que Ele deseja. Como essa mensagem poderia ser deixada de lado?

Uma abordagem alternativa seria dizer isso: a liturgia é criatura da Igreja, continuamente sujeita a mudanças por decreto legislativo, mas também é uma fonte teológica, e nos transmite a vontade de Deus, ou seja, o que a liturgia nos diz não é mais nem menos do que o que nossos superiores, aqueles que têm autoridade sobre a liturgia, querem nos dizer, e Deus está falando através deles (deve-se notar que não estamos falando necessariamente do Papa: até Trento os bispos e as ordens religiosas tinham ampla autoridade sobre sua liturgia; as Igrejas Orientais têm um alto grau de autonomia; e assim por diante).

Esta é uma concepção positivista da tradição litúrgica: a tradição litúrgica é apenas o que um legislador com a autoridade legal apropriada nos diz que é. No entanto, uma coisa é aceitar que várias pessoas tiveram ou têm autoridade legal sobre a liturgia; outra é sugerir que isso equivale a um novo órgão do Magistério. O sentido de dizer que a liturgia é uma fonte teológica, um testemunho da Tradição ao lado, embora subordinado, da Escritura e dos Padres, é que ela é o produto de um desenvolvimento orgânico, sob a Providência Divina, e tem em certo sentido a aprovação de séculos de uso na Igreja. Se, em vez disso, for o produto dos caprichos arbitrários de determinados titulares de cargos, então a ideia de que é uma fonte teológica torna-se impossível de manter. Esses titulares de cargos podem ter autoridade magisterial e, se assim for, podem exercê-la da maneira normal; contudo, ao se atribuir um significado especial à liturgia, estamos considerando-a uma fonte diferente de autoridade, não simplesmente outra versão da autoridade mantida por bispos e papas.

Quando falamos do que nos diz a tradição litúrgica como fonte teológica, as liturgias reformadas dos anos 60 têm menos peso do que as tradições litúrgicas milenares, não porque estas tenham sido instituídas por legisladores com maior autoridade, mas porque foram usadas e aprovadas pela Igreja durante vastos períodos de tempo. O que “a Igreja” está nos dizendo para fazer, liturgicamente, não é uma questão de olhar para a legislação mais recente, mas para o que a Providência imprimiu em inúmeras gerações de católicos.

A Igreja nos conta as coisas de várias maneiras, e essas coisas podem até estar em tensão umas com as outras. A tradição litúrgica, no entanto, tem autoridade especial para nos dizer como adorar: essa, certamente, é sua competência central. Se aceitarmos que “a Igreja” tem algo mais do que meros regulamentos humanos para guiar o culto católico, então devemos olhar para a tradição ampla e profunda, mesmo quando isso causa desconforto.

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Por que achamos que “tudo ia bem na Igreja” até 1962?

citação2Porque a coisa que mais desejamos como seres humanos católicos – como católicos “normais” ou “básicos” – é um lugar seguro para cultuar a Deus e uma sociedade em que a impiedade moral não é autorizada.

Que a liturgia não fosse compreensível, que a sociedade fosse hipócrita, que a teologia oficial já fosse fraca… isto de fato não importa tanto assim, no sentido de que isto não corrói a Fé e a Esperança dos católicos praticantes, que são os que podem modificar a situação para melhor.

Porque sempre está disponível o culto ideal para ser bem realizado, e sempre estão proibidas grandes malignidades que escandalizam as almas, dificultando a conversão dos mundanos e desanimando o apostolado dos medíocres.

Porque o fundamental é entender que o erro é erro, e vislumbrar um pouco da glória do Reino.

O resto vem por acréscimo (sobre)naturalmente.

É muito mais triste que os fundamentos estejam abalados – certamente serão reconstruídos -, que os limites não sejam claros – certamente serão restabelecidos -, mas é então que, paradoxalmente, e para surpresa do Diabo – que no final das contas é astuto mas é burro -, surgirão grandes santos como nos tempos dos apóstolos e mártires, porque apenas estes podem vencer o mundo quando este parasita o Templo, e a vitória já está assegurada.

– Joathas Bello

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Rottweiler ou modernista?

Foi só o Papa Bento XVI morrer para os debiloides à esquerda e à direita soltarem suas línguas luciferianas: para uns, trata-se daquele que impediu a caminhada do “espírito do Concílio” em direção a algo que vai muito além do Papa (?) Francisco, para outros trata-se de um modernista, que talvez tenha encontrado alguma misericórdia por ter reconhecido o valor da “Missa Tridentina”. Nem uma coisa, nem a outra, pois como toda grande figura ele era complexo.

Ratzinger Habermas

Certamente foi um dos maiores teólogos das últimas décadas, tendo dialogado, numa encíclica, com Nietzche; corrigido erros com firmeza e doçura (em especial os da Teologia da Libertação e os da “moral da situação” nos anos 80); debatido com Habermas; restaurado o lugar de direito do rito romano tradicional; começado a purgar a Igreja de sua falta de ação com desviados sexuais (pedófilos); e, por fim, ter recolocado o Papado como um servidor da Tradição (de modo que os erros de Bergoglio não me parecem ter futuro). Como pessoa, ele viveu o horror nazista em seu país e, ao mesmo tempo, o imprudente entusiasmo humanista dos anos 60; aprendeu com com a experiência aquilo que elucubrações filosóficas ou teológicas não podem ensinar.

Ontem, já na perspectiva do ocaso de suas vida, o amigo Joathas publicou no FB um texto que me parece acrescentar algo de valioso ao que falei aqui, e com ele encerro essa reflexão (não vou abrir para comentários, como é habitual, porque não estou com paciência para lidar com malucos nessa questão):

Se é preciso defender D. Lefebvre da acusação besta de “protestante”, “modernista de direita” (sic) – o “perenialismo” é o modernismo de direita -, também é necessário defender Bento XVI da acusação que tradicionalistas lhe fazem, de ser “modernista” (sic).

Assim como “protestantismo” é um *teor* e não simplesmente uma “atitude” (de desobediência), o “modernismo” também é um *teor* (fundamentalmente metafísico, de onde derivam as consequências religiosas), e alguém pode fazer conclusões similares aos modernistas por razões distintas do modernismo, ainda que nascidas no mesmo “clima” intelectual.

Para o modernista, as “fórmulas” dogmáticas são símbolos de uma verdade divina “imanente” (sic) – a Divindade como elemento constitutivo do humano é uma nota constitutiva do modernismo -, cuja consciência “evolui” – sendo essa evolução captada pelo “sentimento religioso” [do divino], outra nota constitutiva do modernismo; é por não haver uma Revelação da Transcendência – o agnosticismo do Deus Transcendente é a primeira nota constitutiva do modernismo -, que as fórmulas são contingentes e até descartáveis: elas não se referem a um conteúdo dado por Outrem, sendo úteis apenas na medida em que propiciam a “união” com o divino imanente.

Um teólogo católico pode fazer uma análise da contingência das fórmulas não do ponto de vista do subjetivismo imanentista, mas da fluidez da linguagem e da perda da vigência cultural de uma determinada terminologia, por um lado, e da inesgotabilidade do Mistério Divino revelado, por outro; pode pretender “atualizar” a linguagem em favor do conceito, do dogma, de sua compreensibilidade.

Pode também falar da Fé como “encontro” sem que isto seja expressão de uma gnose sentimentalista, mas simplesmente como contraponto à tendência logicista e juridicista do Catolicismo moderno, como expressão do primado real da Caridade (sem nada negar da primazia cronológica da audição do Evangelho e do aprendizado doutrinal).

Esta perspectiva “existencial” tem seus problemas e limites, mas não por ser “modernista”, e sim por nunca ter sido realmente bem harmonizada com a linguagem da escolástica pré-conciliar. O CVII é uma justaposição de perspectivas, não uma verdadeira integração, daí coisas como o “subsistit in”, a “liberdade religiosa”, etc. e a necessidade da “hermenêutica da continuidade”.

A linguagem existencial pode favorecer o joio modernista, mas em si mesma é a retomada do agostinianismo, e S. Agostinho não era modernista.

De outra parte, a ideia de certo tradicionalismo, de “57 anos de heresia em Roma” (sic) é de abrumar o coração: 4 papas “heréticos” seguidos é algo que, na prática, dá razão ao “eclesiovacantismo”, por um lado, e ao “continuísmo” acrítico, por outro; tal juízo apressado não permite discutir com seriedade o problema concreto do “papa herético” e do neomodernismo que se apresenta de maneira iniludível a partir de Amoris Laetitia.

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Legalismo e desorientação

citação2Os irmãos católicos estão desorientados pelo legalismo em todos os lados.

O radtrad diz que o fiel não pode ir ao rito novo.

O continuísta diz que o fiel não pode ir à missa antiga, ou que se é obrigado a assistir uma celebração sacrílega se necessário para cumprir o preceito.

Jesus sabia que o Templo construído por mãos humanas estava se corrompendo, mas seguia o frequentando, nunca quis deixar de estar presente neste lugar; mas não tinha parte com os vendilhões do átrio.

E, fora dos muros, a realidade da Cruz pôde ser contemplada em toda sua dramaticidade, convidando aos que não tivessem medo dos judeus que tinham como rei a César.

– Joathas Bello

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Quantos ritos romanos?

Frente as polêmicas recentes levantadas por bons liturgistas que defendem que o rito paulino é superior ao tradicional, Dr. Peter Kwasniewski foi entrevistado para esclarecer uma série de questões sobre o desenvolvimento e a relação entre os dois ritos:

Uma transcrição pode ser lida aqui

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Sobre o problema conciliar: testemunho pessoal

No mês de agosto deste ano, o confrade Joathas Bello publicou no Facebook uma série de postagens dando seu testemunho pessoal sobre como passou a enxergar e, depois, a lidar como chamado “problema Conciliar”. Considero que testemunhos pessoais, embora não substituam uma análise científica, são muitas vezes esclarecedores para o entendimento de um problema; assim, com autorização expressa do autor, compilei as referidas postagens no texto que segue abaixo.   

Parte 1

Nunca pude duvidar da eficácia dos sacramentos da reforma litúrgica, porque, por exemplo, logo após minha Confirmação (1991), passei a viver de modo incomum o compromisso apostólico, a fidelidade aos mandamentos e a devoção espiritual, o que só poderia ser obra da Graça.

Anos se passaram, até que, em 2005, tomei conhecimento da controvérsia conciliar através da internet.

Como eu participava de uma nova comunidade conservadora, que se considerava “filha do Concílio”, e acentuava a vocação à santidade, o apostolado dos leigos, a piedade filial mariana, a Missa como Sacrifício do Calvário, e como essa comunidade fazia um apostolado frutuoso, eu não podia desconfiar dos problemas do CVII.

Eles não surgem à consciência num âmbito que vive a nova liturgia com decoro, que preza a oração, a coerência entre fé e vida, o apostolado, e que dá por suposta a “continuidade” [ignorando a crítica tradicionalista e o horizonte pré-conciliar].

Dito de outro modo: quando são “recepcionadas” as partes tradicionais do CVII ou quando ele é lido ingenuamente “à luz da Tradição” pelo senso sobrenatural da Fé, num ambiente tendente à ortodoxia, *o CVII não prejudica a Fé dos batizados*.

E nisto consiste fundamentalmente a *indefectibilidade real da Igreja* quanto ao tópico: num tal contexto de Fé, aquilo que é ambíguo, precário, novidade injustificada, mas que não é um erro frontal contra os artigos do Credo e os mandamentos, *não serve, por si mesmo, de pedra de tropeço* [sequer estas qualidades gramaticais ou lógicas negativas serão visualizadas]; será lido, em princípio, de modo católico [vide as primeiras impressões dos tradicionalistas D. Castro Mayer, Dietrich Von Hildebrand e Gustavo Corção], exceto por aqueles que de qualquer modo cairiam e aproveitaram ou tiveram a ocasião para manifestar o que já havia no coração.

Isto é um aspecto da questão.

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E agora neocon?

Quando os “fracisquistas” pesaram a mão além da conta sobre os arautos, eu fiquei em silêncio; eu não era arauto.

Quando eles expulsaram os pró-vida da Pontifícia Academia para a Vida, eu fiquei em silêncio; eu não era um de seus membros.

Quando eles destruíram os Franciscanos da Imaculada, eu não disse nada; eu não era um franciscano.

Quando eles resolveram negar a existência dos tradicionalistas, eu fiquei em silêncio; eu não era um tradicionalista.

Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.

O novo Motu Proprio do Papa deveria servir para os necons da Opus Dei e entidades assemelhadas pensarem sobre o tipo de silêncio boiola que durante anos e anos vem caracterizando seu existir… mas não dá para negar a própria natureza.