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Contrarrevolução Monarquia Política

Sobre a monarquia e seus mitos

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Eclesiologia

Meu testemunho sobre o papado

Texto da consócia Janete Campos:

Eu, desde pequena, acostumei-me com João Paulo II. Achava que ele era imortal. Cresci amando-o e respeitando-o como a um pai, o que de fato, ele era para mim espiritualmente. Quando o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito Bento XVI eu estava em um local que deveria festejar sua eleição. Isso não ocorreu… ouvi absurdos de toda espécie, coisas que me marcaram profundamente e fizeram com que eu reavaliasse meu caminho de vida e de fé. Estudei. Procurei conhecê-lo e, quanto mais o ouvia e lia o que Bento XVI escrevia, mais o amava. Foi o papa que aprendi a amar, a respeitar e a defender. E digo: era tão simpático e afetuoso quanto João Paulo II. Vi-o rindo por confundir-se entre os tantos idiomas que fala. Vi-o em seu cuidado com as pessoas e até mesmo com os animais (temos o mesmo carinho pelos felinos). Entristeci-me com sua renúncia. Sofri, de coração, mas pensei em sua saúde, seu sofrimento e pensei: agora ele terá mais tempo para escrever e nos encher de excelentes reflexões. Aguardei ansiosa pelo novo papa. Quando vi, do meu trabalho, pela internet, que a fumaça branca havia finalmente aparecido, meu coração disparou e comecei a tremer. Eu já amava aquele Papa que eu não sabia quem era e jurei, de coração, amá-lo e respeitá-lo. Quando vi Papa Francisco, pela primeira vez, e o ouvi, do rádio do meu celular, já que eu não tive acesso à TV, tive a certeza, mais uma vez, de que é o Espírito Santo quem conduz sua Igreja. Como cristã católica, apostólica e romana, tenho certeza: respeitar a Tradição Católica significa, primeiramente, amar ao Sumo Pontífice e respeitá-lo. Se isso não ocorre com você que se diz católico, reveja sua fé. Você pode ser mais um entre tantos hereges, um sedevacantista, talvez. Cristo sempre conduziu sua Barca. Jurou que estaria conosco TODOS OS DIAS, até o fim dos tempos. Estaria ele ausente justamente no dia do Conclave? Tenho certeza que não!

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Política Sociedade

O governo e a AIDS

Texto do confrade Karlos:

Carnaval é um período interessante. Ele nos preenche de qualquer jeito! Mesmo que não queiramos “brincá-lo”, somos obrigados a assisti-lo na TV. Não há jeito, ele é quase onipresente – infelizmente. Não percebem os responsáveis pela programação das emissoras que, quem não está na folia, é porque não gosta de carnaval e prefere qualquer coisa a assistir carnaval? Na verdade, nem quem gosta dos dias de Momo, se deleita em ver carnaval pela TV.

Despois do desabafo, vamos ao outro, o mais importante. Há quem diga que o governo esta preocupado com a disseminação da AIDS entre os cidadãos. Será mesmo? A única campanha do governo “contra” a AIDS é: “USE CAMISINHA. SE PROTEJA”. Mas será que a lógica recomendaria isso?

governohivUma revista de circulação nacional, uma “referência” em notícias científicas publicou que não é por esse meio que se combate a AIDS. Mas, impressionantemente, é através do que a Santa Igreja prega. Essa notícia pode ser vista aqui. E também foi divulgada aqui e em outros blogs.

A campanha do governo de combate à AIDS se identifica com os seguinte: uma pessoa vai ao Serengeti (região da África onde mamíferos selvagens, como leões e elefantes vivem livremente) e um conhecido lhe diz: “Para você se defender dos leões, leopardos, guepardos, hienas, elefantes, hipopótamos leve uma espingarda”.

Meus caros, não seria muito mais sensato dizer: “Não vá por lá, pois que é extremamente perigoso”? É evidente. Qualquer um diria isso. Por isso o Papa está mais que certo, certíssimo! E como não estaria, se ele apenas disse o que nos ensina o Depósito?

Como o governo quer combater a AIDS e outras doenças e a maternidade irresponsável dizendo: “Transe quanto quiser, mas use preservativo”? E se ele falhar? E se não o usar? A melhor campanha, de fato, não seria: “Cuidado com a promiscuidade. Seja fiel a seu esposo (a)”.

Claro que não estou falando que o governo não deve distribuir os preservativos. Mas o enfoque da campanha não dever ser no seu uso, mas em não precisar usá-lo! Do mesmo jeito que a Doutrina nos ensina. Do mesmo jeito que a melhor maneira de não ser atacado por um leão é não andar em seu habitat.

Por isso me pergunto, o governo realmente quer combater a AIDS?

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Defesa da vida

Morreu a natimorta

A decisão iníqua do STF sobre o aborto de anencéfalos continua a ser desafiada pela realidade. Na semana que passou morreu em Maceió Letícia Soares Rodrigues, uma natimorta na forma da jurisprudência de nossa Corte Superior!

Letícia tinha hidranencefalia, ou seja, seus hemisférios cerebrais não estavam presentes pois eram substituídos por sacos cheios de líquido cérebro-espinhal. Os portadores dessa doença em geral chegam só até os 3 anos de vida, mas ela chegou aos 15.

A vida de Letícia começou com uma série de rejeições. Ela foi abandonada no bairro do Vergel do Lago, na capital alagoana, e levada para um orfanato da cidade. Um casal chegou a dotá-la, mas depois de perceber que o bebê era portador da doença desistiu da adoção. Finalmente, aos seis meses, Letícia foi adotada pelo casal que acompanhou sua luta nessa década e meia.

Ela passou por oito cirurgias e viveu com alegria ao lado dos familiares, mesmo com várias limitações físicas.

Letícia foi um sinal de contradição para o hedonismo que marca o mundo contemporâneo, onde a falta do sentido do sacrifício nos levará a abismos cada vez maiores. Primeiro os mais fracos e sem voz são atingidos, depois o redemoinho da maldade chegará mais perto de nós. Pensem nisso.

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Humor

Duelo na enfermaria comunista

enfermaria comunista

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Liturgia Pastoral

Dicas para a promoção da liturgia gregoriana nas dioceses

Texto do confrade Higo Felipe:

SL 1No Brasil existem vários grupos profundamente interessados em promover e viver a liturgia gregoriana, segundo o Motu Proprio Summorum Pontificum e a Instrução Universiae Ecclesiae. Porém, por motivos diversos, alguns desses grupos não tem sucesso nessa promoção, o que pode acabar por causar uma desunião e abrir feridas.

Por isso, estou criando um post com a história recente da Liturgia Gregoriana na Arquidiocese de São Luis, bem como algumas dicas que espero que possam ajudar os católicos do Brasil na promoção e manutenção da Forma Extraordinária. Essas dicas são basicamente baseadas na nossa experiência recente na aplicação do Summorum Pontificum em São Luís – MA. Nós temos, graças a Deus, a Missa mensalmente desde o mês de Fevereiro de 2012.

A História

O nosso grupo de fieis teve início como tal no começo de Janeiro de 2012, após alguns grupos de fieis espalhados pela cidade, que já divulgavam entre amigos, familiares, amigos da paróquia, etc, a Liturgia Gregoriana, juntarem forças pelo Bem almejado por todos, a Missa. Feita a união, no dia 18 de Janeiro de 2012, fomos eu mais 4 pessoas falar com o Arcebispo, Dom José Belisário, OFM, sobre o nosso interesse. Após uma conversa tranquila e respeitosa, o Arcebispo mostrou-se amplamente favorável, e permitiu que as Missas fossem celebradas. Após isso, iniciaram os ensaios dos acólitos (um deles, este que vos escreve) e da schola cantorum, para que no mês seguinte, no dia 26 de Fevereiro de 2012, 1° Domingo da Quaresma, tivéssemos a primeira Missa na bela igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo, à qual houve considerável concorrência de fieis:

sl 2 sl3 sl4Dicas

Formação

Um tanto quanto óbvio, mas nunca é demais rememorar: orem, estudem, conversem, reflitam sobre assuntos pertinentes à Igreja e à liturgia gregoriana(o canto, o latim, a modéstia no templo, o véu, etc). É importante que todos estejam ali porque amam a liturgia tridentina, não porque a Missa é em latim ou porque é a Missa antiga.

Oração

A causa da forma extraordinária é sobrenatural. REZEM. “A oração tudo pode” dizia Santa Paula Frassinetti e muitos outros santos afirmaram isto com estas ou outras palavras. “Tudo que pedirdes com fé em oração recebereis” diz o Senhor ( Mt 21, 22) Rezem para que vocês consigam esta graça. Aqui em São Luís, fizemos uma Cruzada de Rosários: eu com algumas pessoas rezamos por 1 mês o Rosário diariamente na intenção da Missa na forma extraordinária. Resultado: antes mesmo do fim da Cruzada, recebemos a autorização do Arcebispo.

Sem polêmicas

Vocês querem a liturgia gregoriana? Então o façam sem discussões desnecessárias; que tudo seja feito na base da conversa e do respeito. Não precisa denegrir ninguém, falar mal de ninguém ou de erros que por ventura existam na celebração da forma ordinária. Deve-se promover a forma extraordinária sem precisar apontar erros ou equívocos na celebração da forma ordinária.

A Liturgia

Certifiquem-se ANTES das Missas começarem que TUDO relativo ao culto já esteja preparado:

1) O padre já conhece bem as rubricas?
2) Missal? Sacras?
3) Há pessoas dispostas a formar um coral?
4) Os acólitos conhecem o rito? É fundamental que os acólitos estejam bem ensaiados. Falo como acólito: as rubricas não são fáceis e ensaios regulares (ao menos uma vez por semana) ajudam muito nisso.
5) Vocês têm os paramentos? Os paramentos necessários são casula (casulas góticas não estão proibidas), alva, manípulo, cíngulo e estola. Caso haja Missas cantadas frequentes, ter uma pluvial de cada cor do tempo litúrgico é importante também.
6) Castiçais (6 é o número ideal), toalhas de altar? (vale ressaltar que no usus antiquor o altar deve ter 3 toalhas).
7) Alfaias? (véu do cálice, véu do tabernáculo, manustérgio, patena da Comunhão, sanguíneo, etc).

Vivência

É importante que haja nos membros do grupo uma sincera e católica vivência eclesial, em nível paroquial/diocesano. Isso dá uma boa visibilidade ao grupo e mostra que vocês não são apenas “alienados saudosistas”, mas católicos de direito e de fato. A prova viva disso é que muitas pessoas vem para as Missas daqui de São Luís por convite de amigos seus da catequese, da música, legião de Maria, Apostolado da Oração, e outros grupos e movimentos.

A procura pelo padre

Falem com os padres respeitosamente. Peçam com naturalidade, e acima de tudo, mostrem que vocês possuem um grupo coeso e dedicado ao que vocês querem. Nunca falem “mal” de um padre para o outro ou mesmo para o povo. Não se deve nunca estimular ou criar animosidade entre as pessoas, sejam padres ou mesmo leigos.

Caso não conheçam padres que saibam celebrar o rito em sua forma extraordinária, peçam que o bispo indique alguém ou, em último caso, vejam algum sacerdote que se identifique com o rito gregoriano e que, mesmo não sabendo tudo ainda, disponha-se a aprender a celebrar nesta forma.