Ano: 2016
Sugestão de Bíblia
Recebi a seguinte pergunta do leitor Leonardo:
Um amigo, que é católico, me pediu uma bíblia de presente. Ele tem boa formação acadêmica/intelectual, mas nunca teve contato sistemático com o texto sagrado. Com qual tradução devo presenteá-lo?
Leonardo, acredito que seu amigo se sentirá mais confortável com o texto da Bíblia de Jerusalém. É uma excelente tradução, figura entre as melhores dos tempos modernos. Em alguns lugares, o texto é conjectural, isto é, não é o texto literalmente encontrado nas diversas versões (texto massorético, Septuaginta, Áquila, Símaco, Peshita, etc.), mas um texto reconstruído em bases gramaticais e contextuais, e que seria, na opinião dos tradutores, o mais próximo do original.
Todavia, se o objetivo do presente for eminentemente espiritual, sugiro a Bíblia Ave Maria, já que a de Jerusalém tem um tom meio frio, notas de caráter mais científico que doutrinário e se afasta da Vulgata em vários pontos .
Pokémon GO e a alma humana
O sucesso de Pokémon GO suscita a ocasião de fazermos uma importante reflexão moral a respeito dos jogos e passatempos, à luz da doutrina católica.
Afinal de contas, existe algum problema com esse jogo de celular? De que modo os pais devem reagir a esse curioso fenômeno? Qual o segredo do êxito de Pokémon GO e o que essa febre revela a respeito da alma humana?
As respostas você encontra neste breve conselho do Padre Paulo Ricardo.
No mês passado recebi o telefonema de um amigo que enfrentava o problema de sua esposa estar com uma gravidez ectópica e que, como bom católico que é, queria fazer aquilo que a Igreja proclama como correto em casos como esse. Como muitos outros de linha tradicionalista ou conservadora no Brasil, ele achava que só a posição divulgada pelo Pe. Lodi é que representava o pensamento eclesial, sendo qualquer outra afirmação minoritária ou herética. Contudo, como já falei na questão 34 do Catecismo sobre o aborto, não é assim; a posição do Pe. Lodi é uma entre duas e minoritária (como ele mesmo afirma em monografia linkada na referida questão). Assim sendo, resolvi traduzir e adaptar um texto do Pe. Peter R. Scott, da FSSPX dos EUA, sobre o tema, para, mais uma vez, promover o esclarecimento dos irmãos, de modo que os casais católicos possam tomar de maneira consciente sua decisão nesse tipo de situação.
Nunca é permitido matar diretamente uma pessoa, com exceção da legítima defesa, da pena de morte e de uma guerra justa, de modo que é imoral fazer um aborto direto, mesmo que seja para salvar a vida da mãe. E tal imoralidade se dá independente do método: seja cirúrgico, seja químico.
Estabelecido esse princípio geral, vamos agora examinar outras facetas do problema quando se tem o caso de uma gravidez ectópica:
