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Liturgia

Lições alternativas para as Matinas

Como expliquei na história do Ofício Parvo, existiam institutos religiosos nos quais a oração em comum era exatamente essa forma de Ofício Divino e, desse modo, com o passar do tempo uma maior variação se tornou um pedido comum, na perspectiva de se viver de modo mais aprofundado o ano litúrgico. Levando isso em conta, em 1955, a Congregação para os Religiosos solicitou aos monges beneditinos da Abadia de Em Calcat em Dourgne, França, a preparação de uma versão que satisfizesse quem pedia mais variação; assim, os monges lançaram em 1958 sua edição em latim/francês do Ofício de Nossa Senhora.

Entre outras coisas, essa versão substituía as lições fixas das Matinas por uma lição própria para cada dia do ano! Embora eu julgue a versão legada pela tradição como ideal para o dia-a-dia do leigo, essa variação nas lições, muito bem escolhidas por sinal, me parece um acréscimo bem vindo e que possui todas as aprovações eclesiásticas de um tempo em que isso significava ortodoxia.

Tenho um exemplar dessa forma de Ofício que foi publicada no Brasil em dois volumes (um deles é só com as lições) em 1965, com o nome de Ofício Marial, e, procurando incentivar a reza do Ofício Parvo, vou, vez ou outra, trazer uma dessas leituras para compartilhar.

Primeiro, as aprovações eclesiásticas:

Com o passar do tempo, acrescentarei os posts publicados neste índice.

OBS: O calendário utilizado é o do rito romano tradicional.

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Filosofia

Nietzsche e a embriaguez do nada

Nesta aula excepcional ministrada pelo Professor Sidney Silveira assistimos a um espetáculo de sólida confrontação ao filósofo de barro — ou melhor, vaca sagrada — da modernidade e pós-modernidade, Friedrich Nietzsche.

Mais tarde, nos comentários, o Prof. Sidney respondeu a uma pergunta que toca num erro comum sobre Nietzche em certos círculos:

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Apologética

Há um revigoramento da Igreja?

Adaptação de um post originalmente publicado no Rorate Caeli:

A reportagem abaixo do programa 60 Minutes (do canal americano de televisão CBS) foca nos Estados Unidos, mas o mesmo sentimento parece ser visível em outros países. Eu mesmo presenciei, no último mês de janeiro, com grande surpresa, a conversão de uma ex-aluna de família assembleiana a gerações e o crescente interesse de outros jovens de origem semelhante pelo catolicismo. O que está acontecendo?

As estatísticas não parecem indicar isso, mas temos uma explicação: à medida que a geração mais velha, convicta de sua fé, desapareceu, aqueles que ainda frequentam a Igreja apenas por hábito ou cultura estão abandonando-a (ou morrendo) em massa – enquanto, entre os jovens, um forte sentimento de busca por pertencimento está levando milhares à Esposa de Cristo.

Milhares são insignificantes quando comparados a milhões. Portanto, as estatísticas ainda mostrarão, por algum tempo, um forte declínio no número de católicos praticantes. Mas se um convertido motivado, ou um que retorna à Igreja, tem a energia religiosa de dez católicos mornos, qual será seu impacto futuro? Uma coisa que todos eles parecem ter em comum é o amor pelas tradições, e ocasionalmente pela Tradição, e até mesmo pela Missa Tradicional. Rezemos para que esta nova “minoria criativa” (nas palavras do então Cardeal Ratzinger) inaugure uma Igreja mais forte e mais fiel.

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Arte

Do medo ao entusiasmo

Regra geral, os comentários do semanário litúrgico-catequético O Domingo são um exemplo de perda de oportunidade na evangelização, mas como nada pode ser ruim o tempo todo, na semana passada, quando foi lido um trecho do Evangelho de São João (XX, 19-31), foi publicada uma poesia que considero bem adequada a essa perícope (é de autoria do Pe. Antônio Iraildo Alves de Brito, SSP):

Era um domingo triste.
Ao anoitecer daquele dia,
As portas todas fechadas,
Os discípulos em agonia,
O medo ronadava as mentes,
Toda a comunidade temia.

Temia as autoridades,
Os que mataram Jesus;
A crueldade dos homens
Que o pregaram na cruz.
O medo ali imperava,
Impedindo qualquer luz.

Mas de repente o Mestre,
O Cristo ressuscitado,
Aparecendo no meio deles,
Trazendo-lhes belo recado:
"A paz esteja convosco!"
Mostrava-lhes as mãos e os lados.

Os sinais daqueles pregos,
No peito, o furo da espada:
As marcaram de morte,
Mas agora ela é nada.
Com o sopro do Espírito,
A morte foi derrotada.

A comunidade, antes triste,
Agora se vê contente.
Até Tomé, o incrédulo,
Do mistério está ciente.
"Meus Senhor e meu Deus!"
Não há expressão mais potente.

Estamos, pois, no tereno
Do mistério mais profundo.
Nosso Senhor ressuscitado
É a esperança para o mundo.
Nele temos a paz,
Saímos do poço fundo.

Saímos do poço fundo,
Da morte e da sujeição.
O sopro dos seus lábios
Plenifica a criação.
Nele tudo se transforma
Tudo é renovação.

Nele tudo se renova:
É mistério que estremece.
Nele temos vida nova,
Chama que nos aquece.
Nosso rosto tem sorriso;
E, no coração, uma prece.

Viva a comunidade cristã
Que se entende no amor.
Os conflitos são superados,
Ninguém guarda rancor.
Homens e mulheres livres,
Seguindo o que Cristo ensinou.
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Sociedade

Privacidade e consciência moral

Hannah Arendt, em A Promessa da Política:

Nós, por outro lado, que vivemos a nossa experiência de organizações de massa totalitárias cuja primeira preocupação é a de eliminarem qualquer possibilidade de solidão – exceto sob as formas inumanas do isolamento prisional -, não sentimos dificuldade em comprovar que, sem a garantia de um mínimo dessa solidão do si-próprio consigo próprio, são abolidas não só as formas seculares da consciência moral, mas também todas as suas formas religiosas. É a este nível que se torna explicável que, como foi muitas vezes notado, a própria consciência moral deixasse de funcionar sob as condições de uma organização política totalitária, e que isso se verificasse em boa medida sem que interviesse o medo do castigo. Nenhum homem que não possa tornar efetivo o diálogo consigo próprio, que dizer nenhum homem privado da solidão que todas as formas de pensamento requerem, poderá conservar a integridade da sua consciência moral.

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Espiritualidade

Cristo ressuscitou! Aleluia!

Podes dizer-nos, Maria,
O que viste no caminho?
– Vi o sepulcro de Cristo,
Já vivo e ressuscitado!

Sequência de Páscoa (século XI)

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Espiritualidade

Os sofrimentos morais de Nosso Senhor

Os sofrimentos morais de Nosso Senhor durante a Paixão

Não há passagem da vida de Nosso Senhor que não seja de profundidade imensa e que não proponha à meditação matéria inesgotável. Tudo que lhe diz respeito é infinito; e o que à primeira vista divisamos não é mais que a superfície do que começa na eternidade e na eternidade acaba. Seria pois temerário, para quem não é santo nem doutor, querer comentar os seus atos e as suas palavras a não ser por via da meditação. Mas a meditação e a oração mental são tão necessárias aos que desejam alimentar em si a fé e o amor verdadeiros, que nos será sem dúvida permitido, caros irmãos, deter aqui nossa atenção, e, tomando por guia os santos que nos precederam na tarefa, discorrer sobre temas que na verdade mais convidam à adoração do que ao exame.

Certos tempos do ano — e o da Semana Santa em particular — convidam-nos a estudar com minúcia, e o mais perto possível, as passagens mais sagradas da história evangélica. Prefiro correr o risco de trata-las de modo insuficiente ou convencional, do que furtar-me à sugestão desse tempo sagrado. Vou hoje, portanto, voltar vossas atenções, segundo o piedoso costume da Igreja, para um tema que faria recuar a muitos pregadores — mas que convém particularmente a esses dias, e no qual sem dúvida muitos jamais pensaram: os sofrimentos padecidos por Nosso Senhor na sua alma sem mancha.

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Eventos

Semana Santa 2026

Programação da Semana Santa de 2026 em Recife:

Vou publicar o PDF do Domingo de Ramos:

Domingo de Ramos

Quinta-feira Santa

Sexta-feira Santa

Sábado Santo

Ofício das Trevas

Confissões: Segunda, terca e quarta-feira, das 17h às 18h45, continuando após a Missa (19h) e encerrando às 21h30.