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Via Dolorosa

Texto originalmente em: Pela Fé Católica

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triduo - Flagelação

A Igreja sempre julgou salutar para a alma dos seus fieis a meditação na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rapidamente, pois, se difundiu a devoção à Via Sacra.

Esta prática cresce sobremaneira à época da Quaresma, como preparação espiritual na consideração do augusto mistério da Redenção.

Some-se a isso o fato de que este piedoso ato é enriquecido por indulgência plenária, conforme concessão 63 do Manual de Indulgências (destaques meus):

“Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente.

  1. Requerem-se catorze cruzes para erigir a Via Sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.
  2. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.
  3. Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares”.

Infelizmente para o Brasil, a CNBB está eivada de ideologia esquerdista e por ocasião da Quaresma lança a terrível e degradante Campanha da Fraternidade (CF). Para piorar ainda mais a situação dos fieis brasileiros, cada CF tem seu formulário da Via Sacra que, em lugar de se dedicar à meditação da Paixão, foca-se no humanismo modernista dessa Conferência.

Ademais, os modernistas inventaram uma outra estação, evidentemente influenciados pela nova doutrina do Mistério Pascal, em que se medita também a Ressurreição do Senhor. Assim, eles fazem 15 estações e meditam em mistérios além da Paixão e Morte de Cristo, contrariando o que o próprio Manual define: 14 estações que meditem na Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Por causa disso, colocamos aqui um formulário católico para meditação desta tão salutar devoção.

Via Sacra

Via Sacra (livreto)

Espero que esta pequena ajuda possa auxiliar verdadeiramente aqueles que querem viver a Fé Católica.

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Ética e moral

Meios ordinários e extraordinários de manter a vida

Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor (Romanos XIV, 8).

Na época da terrível morte de Terry Schiavo, nos EUA, uma pergunta ganhou corpo na reflexão ética: onde se inicia o excesso terapêutico? Obviamente, tal questionamento não era novo, ele já passou pela cabeça de quase todos que se depararam com uma situação limite que atingiu um amigo ou parente, mas naquele momento, nos meios tradicionalistas católicos, a problemática se tornou fraticida, na medida em que algumas vozes influentes mostraram divergência sobre o que se entendia como moralmente correto na condução do caso citado. Uma resposta doutrinariamente precisa e, ao mesmo tempo, aberta às mudanças da técnica era necessária e, por isso, acabei conseguindo um texto do então professor de Teologia Moral do seminário da FSSPX nos EUA, o Pe. Juan Carlos Iscara, que traduzi e resumi da maneira que segue:

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Teologia

Pe. Garrigou-Lagrange X Pe. Marin-Sola

Texto do confrade Rui:

Não há unanimidade entre os próprios tomistas. Recentemente, descobri que houve uma grande polêmica envolvendo dois grandes nomes da escola dominicana (tomista), Pe. Garrigou-Lagrange e Pe. Marin-Sola, a respeito da permissão de Deus em relação ao mal e do concurso divino envolvendo o pecado. O referido Pe. Marin-Sola, pelo que consegui pesquisar sobre sua posição, é autor de um estudo publicado na Revista Tomista em 1925, no qual defende uma noção de graça suficiente, distinta da noção do Pe. Garrigou-Lagrange, que daria não só a potência para agir (posse agere), mas também o próprio agere, enquanto incoação do ato, para os atos considerados fáceis ou imperfeitos. Consequentemente, os atos difíceis ou perfeitos continuariam necessitando da graça infalivelmente eficaz, ao passo que a graça suficiente seria uma graça falivelmente eficaz, porque permitiria ao pecador, somente com ela, realizar esses atos fáceis, ou então por-lhe impedimento, que proviria unicamente da vontade humana. Dessa forma, a doutrina nova exposta pelo Pe. Marin-Sola entende que Deus é autor de todo o bem, enquanto o homem é autor do impedimento que se possa fazer a esse bem, seja no nível da graça suficiente, que seria a premoção física ordinária ao bem sobrenatural, seja no nível da premoção física ordinária ao bem natural.

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Defesa da vida

Dráuzio Varíola, médico e monstro

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Liturgia

A liturgia cartusiana antes das "reformas"

Texto que traduzi da Enciclopédia Católica de 1967 sobre o rito cartuxo antes das “reformas” que se seguiram ao Vaticano II:

CartuxosOrigens e história

Parece certo que a influência predominante ou exclusiva na formação da liturgia cartusiana foi a do rito da Sé Primaz de Lion, da qual Grenoble era sufragânea. Isso é verdade para a Missa e, em grande parte, para o Ofício, pois, nesse último caso, a ordem da salmodia (que governa a forma das Horas) acabou por seguir a da Regra de São Bento (para as outras partes variáveis do Ofício, o Antifonário de Lion serviu de referência).

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Contrarrevolução Política Sociedade

Marxismo e revolução cultural

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Ética e moral

É pecado compartilhar arquivos de livros?

Recebi a seguinte pergunta de um leitor:

“Compartilhar arquivos de livros que não estão fora de catálogo é pecado?”

Eu não me sinto “confortável” com o compartilhamento de arquivos de obras que ainda estão em circulação; nas que não estão, não vejo motivo para o respeito, já que a necessidade sobrepuja o direito de propriedade. Contudo, há uma polêmica em torno do direito de propriedade intelectual ser natural ou não, e, para a maioria, a resposta a isso é que vai indicar se existe pecaminosidade na conduta sobre a qual se arguiu.

Certa vez, na comunidade do antigo Orkut, o confrade Rafael Vitola fez a seguinte reflexão:

A teologia moral, com base na lei natural, classicamente divide a propriedade em material e intelectual, no que é seguida pelo direito positivo. Ocorre que, enquanto o direito positivo da maioria dos países entende a violação de ambas como crime, para a teologia moral há certamente um pecado na violação da propriedade material, mas nem sempre quando a violação é feita à propriedade intelectual (ou imaterial). Tanto é assim que a preocupação do direito positivo em defender a propriedade intelectual só veio a existir pelo século XVIII. Antes disso, não era crime violar a propriedade intelectual, passando a sê-lo depois disso. Ora, o entendimento de que todo crime é pecado importa em considerar que, antes do século XVIII, a violação da propriedade intelectual, por não ser crime, também não era pecado e, depois dessa época, passando a ser crime, passou também a ser pecado. Cabe a pergunta: é possível que uma conduta idêntica (com mesma motivação, nas mesmas circunstâncias) seja pecado em 2006, mas não o seja em 1500?? O pecado, então, é relativo?

É por isso que alguns autores fazem a distinção. O Pe. Del Greco, OFMCap, é um deles.

Primeiramente ele define o direito autoral ou propriedade intelectual (ou imaterial):

“243 – IV. O direito dos autores e dos inventores.

Constituem objeto do direito de autor as obras de engenho, de caráter criativo que pertencem às ciências, à literatura, à música, às artes figurativas, à arquitetura, ao teatro e à cinematografia, seja qual for o modo ou a forma de expressão.”

Após, o sacerdote capuchinho, reconhecida autoridade em teologia moral e doutor tanto em direito canônico quanto em direito civil, ensina que, antes da publicação, o autor tem pleno domínio de suas obras, de modo que sua violação é protegida pelo direito natural: violar o direito de autor, nesse caso, importa em pecado, tanto quanto a violação do direito de domínio material.

Em seguida, o padre explica que depois da publicação (gravação, etc) os autores se dividem: para alguns teólogos, a violação da propriedade intelectual nesse caso não é pecado, por tornar-se propriedade pública (dado que não haveria direito natural regulando a matéria); para outros, é pecado. O Pe. Del Greco, aliás, é partidário da primeira tese, por mim também defendida:

“Depois da publicação, é provável que por direito natural um manuscrito, um discurso, ou segredo de uma invenção, se tenha tornado propriedade pública e que um outro os possa publicar, sobretudo em uma língua estrangeira e em outra região. Há, contudo, autores que com probabilidade o negam.” (Teologia Moral, São Paulo: ed. Paulinas, 1959, pp. 284-285)

Vemos, pois, que, entre os autores ESPECIALIZADOS, a matéria NÃO é certa. Pode-se tanto defender a tese de que é pecado quanto a de que não é. E os dois lados têm bons argumentos.

Por isso que a questão é DISPUTADA, ainda não está clara: ambos os lados podem defender suas teses.

O problema com essa tese é que não acho que estamos mais nas mesmas condições. Talvez saber se o direito citado é natural não baste. Do mesmo modo que antes todo empréstimo a juros era usura e hoje nem sempre, não me parece estranho dizer que as condições mudaram a ponto de tornar o desrespeito à propriedade intelectual pecado (embora que com mais frouxidão que na material).

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Espiritualidade

A penitência quaresmal

A razão básica pela qual a Igreja fala de penitência está no amor. E, já que o homem está marcado pelo pecado original, só é possível que ele cresça no amor crucificando, pela vida ascética, o seu “homem velho”, a fim de dar à luz o “homem novo” em Cristo.