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Os leigos devem rezar o Ofício Divino ou o Rosário?

Tradução de um texto do Dr. Peter Kwasniewski, publicado no One Peter Five:

Talvez esta não seja a sua pergunta, mas é uma pergunta que tenho recebido de muitos católicos quando eles discernem quais formas de oração vocal priorizar em suas vidas. Temos um tempo limitado para nós individualmente e e para nosso círculo familiar, então a questão não é meramente teórica. Espero que minha resposta traga iluminação para a mente, bem como paz interior para a alma em busca de seu bem supremo.

Nos tempos antigos e medievais, os leigos frequentemente participavam do Ofício Divino. Um dos objetivos do movimento litúrgico em sua melhor fase era incentivar o canto das Vésperas nas paróquias e promover a recitação do Ofício entre os fiéis leigos, geralmente em traduções ou adaptações. Nesse projeto, eles foram muito bem-sucedidos. Em muitas paróquias, o canto das Vésperas dominicais era simplesmente considerado normal; visto que os Salmos eram sempre os mesmos, a sequência era logo memorizada. Então, a bomba de nêutrons da “reforma litúrgica” atingiu e, apesar do endosso explícito do Vaticano II ao canto paroquial do Ofício, aquele costume e progresso louváveis ​​foram quase todos eliminados. Lentamente, vamos vendo alguns sinais promissores de que o Ofício pode estar voltando mais uma vez à vida paroquial, mas isso está acontecendo quase que exclusivamente na forma tradicional ou usus antiquior.

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Ordo 2022

Apresento aos leitores, como todos os anos, o Ordo dominical do rito romano tradicional, mais uma extraordinária produção do confrade Karlos Guedes:

Ordo 2022

Ordo 2022 (livreto)

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O Natal, o “paganismo” e o protestantismo

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Dies Irae: quem é Sibila?

Michelangelo retratou a Sibila Eritréia recitando um oráculo no afresco do Juízo Final no teto da Capela Sistina. No afresco, as sibilas e os profetas são colocados lado a lado como testemunho do triunfo de Jesus Cristo.

Pergunta recebida de um aluno da catequese:

Professor, quem é Sibila que testemunha com Davi?

Sibila, nessa música, não é uma personagem real, mas é um arquétipo (um símbolo). Ela é uma personagem da mitologia grega e romana – uma profetiza inspirada por Apolo, e que conhecia e anunciava o futuro – e que representava as “sibilas”, isto é, adivinhas pagãs que falavam sempre em estado de transe, utilizando muitas anfibologias (= frases com duplo sentido) e em hexâmetros gregos que se transmitiam por escrito.

Na mitologia, Sibila teria profetizado o fim do mundo. Essa profecia dizia coisas que se assemelhavam com a escatologia bíblica relativa ao fim dos tempos e ao Juízo Final.

Assim, evocando sempre sua remota e fantasiosa origem, a referência a Sibila ilustra aos fiéis que os espantosos acontecimentos que acompanharão o Fim do Mundo e o Juízo Final não são uma mera construção cristã, mas também são uma realidade incrustada em muitos povos pagãos, pois até ministros do diabo os anunciavam por meio de suas obscuras profecias.