Tradução de um texto do Dr. Peter Kwasniewski, publicado no One Peter Five:
Talvez esta não seja a sua pergunta, mas é uma pergunta que tenho recebido de muitos católicos quando eles discernem quais formas de oração vocal priorizar em suas vidas. Temos um tempo limitado para nós individualmente e e para nosso círculo familiar, então a questão não é meramente teórica. Espero que minha resposta traga iluminação para a mente, bem como paz interior para a alma em busca de seu bem supremo.
Nos tempos antigos e medievais, os leigos frequentemente participavam do Ofício Divino. Um dos objetivos do movimento litúrgico em sua melhor fase era incentivar o canto das Vésperas nas paróquias e promover a recitação do Ofício entre os fiéis leigos, geralmente em traduções ou adaptações. Nesse projeto, eles foram muito bem-sucedidos. Em muitas paróquias, o canto das Vésperas dominicais era simplesmente considerado normal; visto que os Salmos eram sempre os mesmos, a sequência era logo memorizada. Então, a bomba de nêutrons da “reforma litúrgica” atingiu e, apesar do endosso explícito do Vaticano II ao canto paroquial do Ofício, aquele costume e progresso louváveis foram quase todos eliminados. Lentamente, vamos vendo alguns sinais promissores de que o Ofício pode estar voltando mais uma vez à vida paroquial, mas isso está acontecendo quase que exclusivamente na forma tradicional ou usus antiquior.


À época em que os documentos do Concílio Vaticano II foram redigidos e aprovados, a “lex orandi” da Igreja Latina era a Missa Romana “de sempre” ou “tridentina” (sic) – de fato, os documentos “dialógicos” aprovados em 1965 (NA, DH e GS) já foram escritos durante o início da reforma litúrgica. Era esta Missa, celebrada no início de cada jornada de trabalho, a “lei espiritual” que supostamente animava a mente e o coração dos Padres conciliares.