
Adoração dos Reis Magos a Nosso Senhor Jesus Cristo, num painel de azulejos do século XVII, na igreja de Nossa Senhora da Corrente (Penedo – AL).
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉

Adoração dos Reis Magos a Nosso Senhor Jesus Cristo, num painel de azulejos do século XVII, na igreja de Nossa Senhora da Corrente (Penedo – AL).
Só discordo quando o repórter fala de crise vocacional no Brasil. Isso não é verdade, no sentido de ser algo natural; a “crise” é fabricada. Onde existem dioceses ou institutos religiosos que não se desviaram da ortodoxia, as vocações nunca faltam.

“Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens.” Tito III, 4
Mensagem de Natal do Pe. Francisco Faus:

Nesta live, um dos analistas de geopolítica que mais gosto, o Leonardo Russo, compara a Rússia, a Turquia, Israel e o Irã, países que estão se digladiando no Oriente Médio e Cáucaso, e foca em algo que em geral é esquecido nesse tipo de reflexão: o propósito espiritual que move nações. Embora não seja o tema do vídeo, ele me fez pensar no nosso país, melhor dizendo, na falta de objetivos metafísicos que nos caracteriza na atualidade. Crescimento do pentecostalismo judaizante, baixa taxa de natalidade, Igreja apagada na vida social, política voltada para ganhos do dia a dia, esquecimento da necessidade de planejar o futuro, instituições educacionais tomadas por ideólogos woke, indústria bélica sem ter a atenção devida, rentismo, falta de crescimento e investimentos em infraestrutura, todos esses problemas são um nada quando comparados à falta de um propósito metafísico, pois derivam dele. E para encontrarmos nosso objetivo nessa área, temos de retomar aquilo que nos criou (um extravasamento do espírito cruzado da reconquista ibérica) e, em especial, temos de contribuir para tudo que ajude numa renovação do espírito católico no nosso solo.
Texto de Peter Kwasniewski:

Hoje em dia, seria justo dizer que a opinião comum entre os católicos é que São José é o maior santo depois da Santíssima Virgem Maria. Quando se torna aparente, após estudo, que, na história da Igreja, tanto oriental quanto ocidental, a devoção a São João Batista excedeu vastamente, quase infinitamente, a devoção a São José até os tempos modernos, e que liturgicamente ele ainda tem um papel muito maior — é mencionado nove vezes em cada celebração do rito romano clássico1 comparado a zero ou uma menção a São José2, e ele tem, pelo menos no calendário tradicional, mais dias festivos, assim como os Arcanjos — desenvolve-se um desejo ardente de entender por que tanta ênfase foi colocada em São João Batista e relativamente pouca em São José?
E, primeiro lugar, pode-se notar que a inserção de São José na primeira lista de santos do Cânon Romano por João XXIII em 1962 é problemática por várias razões3. De um ponto de vista textual, isso perturba a harmonia do Cânon, pois ambas as listas de santos já tinham um “líder”, a saber, Nossa Senhora na primeira lista e o Batista na segunda lista, seguidos por dois grupos iguais — uma simetria desfeita pela adição de São José; e ele é o único na primeira lista a quem o martírio não é atribuído. É bem verdade que há dois nessa lista que não são mártires “vermelhos”, a saber, Nossa Senhora e São João Evangelista. No entanto, Nossa Senhora é considerada como tendo sofrido uma morte espiritual durante a Paixão que foi maior do que qualquer martírio físico4; e São João foi fervido em um caldeirão no Portão Latino, mas escapou ileso, então ele também é considerado como tendo dado um testemunho de mártir5.
