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Bíblia Catequese

Organização dos versículos

Quando eu leio a Bíblia, não vejo muito sentido na forma como os versículos são divididos. Alguns vêm no final de frases e parágrafos, outros não. Por que a Bíblia foi escrita dessa maneira?

A Bíblia não foi escrita dessa maneira. A numeração dos versículos foi introduzida bem tardiamente, logo após a invenção da imprensa.

As primeiras cópias manuscritas da Bíblia eram escritas em grego em rolos de papiro, sem o uso de sinais de pontuação ou espaçamento. Com o passar do tempo, foi desenvolvido o “códice” ou “livro”, formado por páginas [sobrepostas] e uma lombada, tal como o conhecemos hoje; só mais tarde ainda é que veio a impressão.

Conforme os impressores trabalhavam na produção de edições da Bíblia, acharam conveniente encontrar e marcar as seções do texto colocando números ao lado das seções. Isso provou ser bastante conveniente não só para os impressores, como também para outros leitores da Bíblia.

A numeração não foi colocada com outra finalidade senão ajudar a localizar as seções do texto. Podemos dizer que era como ter as linhas de latitude e de longitude em um mapa.

Aprofundando essa organização, Stephen Langton, cardeal e arcebispo da Cantuária, por volta de 1226, dividiu os livros da Bíblia em capítulos. Os capítulos foram divididos em versículos nos anos 1500, sendo a forma usual realizada em 1551, por um impressor chamado Robert Etienne, também conhecido como Stephanus.

Fonte: Catholic Answers, This Rock Magazine, 2001; tradução livre: Carlos Martins Nabeto. 

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Espiritualidade

O tempo é agora

diabo e monges

Um demônio apareceu a três monges e disse-lhes: se eu desse a vocês poder para mudar algo do passado, o que vocês mudariam?

O primeiro deles, com grande fervor apostólico, respondeu: “Eu evitaria que você fizesse cair Adão e Eva no pecado para que a humanidade não se afastasse de Deus”.

O segundo, um homem cheio de misericórdia, disse-lhe: “Eu anteciparia sua condenação eterna”.

O terceiro deles foi o mais simples e, em vez de responder ao tentador, ajoelhou-se, fez o sinal da cruz e rezou dizendo: “Senhor, livra-me da tentação do que poderia ser e não foi”.

O demônio, dando um grito estridente e estremecendo de dor, desapareceu.

Os outros dois, surpresos, disseram-lhe: “Irmão, por que você respondeu assim?”

Ele respondeu: “Primeiro: nunca devemos dialogar com o Diabo. Segundo: ninguém no mundo tem o poder de mudar o passado. Terceiro: o interesse de Satanás não era provar a nossa virtude, mas prender-nos no passado, para que pudéssemos negligenciar o presente, o único momento em que Deus nos dá a sua graça e podemos cooperar com Ele para cumprir a sua vontade”.

De todos os demônios, aquele que mais pega os homens e os impede de serem felizes é o “O que poderia ter sido e não foi”.

O passado é deixado à Misericórdia de Deus e o futuro à sua Providência. Somente o presente está em nossas mãos. Viva o momento.

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Informação

Leituras selecionadas (02/2023)

Five Things I Learned at the Carmelite Monastery

O que a autora aprendeu depois de um ano num carmelo e levou para a vida.

A mais genial estratégia dos últimos tempos

Como as restrições aos deslocamentos de longas distâncias são só mais uma etapa de um perigoso processo de concentração de poder que estamos vivendo.

There´s Gonna be a War in Montana 

Uma análise das tenções crescentes no estado americano de Montana que contrapõem uma elite esquerdista vinda de outros lugares e moradores locais empobrecidos. Um prenúncio do que ocorrerá em muitos outros lugares?

Cristina Campo and the Monsters of Traditionalism

A história de uma das fundadores da Una Voce da Itália, que estava por trás da formulação da crítica apresentada pelos cardeais Ottaviani e Bacci sobre o Novus Ordo.

‘Live Not By Live’ Movie Project Livestream

Em tempos de totalitarismo soft, não podemos esquecer as experiências de quem viveu sobre o comunismo para identificar as sementes que podem levar a uma opressão semelhante.

Reviewing ‘The Boniface Option’

Uma resenha sobre o livro Boniface Option pelo autor da Opção Beneditina.

A multiplicação dos bebês de casais da ala conservadora da Igreja Católica

Os casais que, ao levarem a sério a doutrina da Igreja, se tornaram um sinal de contradição para o mundo e para os inimigos internos.

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Contrarrevolução

O comunismo é assim

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Brasil profundo História

O que não te ensinaram sobre a história do Brasil

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Ética e moral Política

Brasil da corrupção e do crime organizado

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Política

Previsão

Ano passado, isso aqui foi tomado como um absurdo pela mídia, pelos influenciadores e pelos próprios comunistas por razões óbvias: ninguém quer perder voto. Oito meses do primeiro ano de desgoverno e cada ponto do lado vermelho do cartaz se provou verdadeiro.

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Apologética

Orações repetidas e o Rosário

Questão feita à This Rock Magazine em 2004 e traduzida por Carlos Martins Nabeto, com nova sistematização dos trechos bíblicos segundo a tradução da Vulgata de Matos Soares feita por mim:

PERGUNTA: Um amigo meu afirma que em Mateus VI, 7 Jesus condena as orações repetitivas, provando assim que é errado rezar o Rosário. Como devo responder?

RESPOSTA: O seu amigo leu a passagem um pouco rápido demais. Jesus não está condenando as repetições na oração; o que Ele está condenando é a oração vã.

Quando Jesus disse: “Não queiras usar muitas palavras, como os pagãos, pois julgam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos” (Mateus VI, 7), Ele estava se referindo a uma crença pagã, de que um deus não ouviria a oração, exceto se fosse empregado o título correto, sendo que esse título mudava todos os dias. Dessa forma, os pagãos iniciavam suas orações empregando todos os títulos que podiam imaginar, para ter certeza de que suas orações seriam ouvidas (p.ex.: “Ó Grande Zeus, Ó Mestre de Olímpia, Ó Grande Pai Zeus”…).

Jesus nos diz que isso é vão porque deuses pagãos não existem e quando oramos ao [verdadeiro] Deus, Ele escuta todas as nossas orações. Não precisamos assim nos preocupar em obter o título correto.

Na verdade, as Escrituras nos dão muitos exemplos de orações repetitivas. Por exemplo, em Mateus XXVI, 36-46, Jesus faz a mesma oração três vezes. Em Apocalipse IV, 8, quatro seres viventes estão ao redor do trono, e dia e noite não cessam de dizer: “Santo, Santo, Santo, o Senhor Deus Onipotente”. E há ainda o cobrador de impostos, em Lucas XVIII, 9-14, que bate repetidamente no peito e ora: “Meu Deus, tem piedade de mim pecador!”

E não devemos esquecer Lucas XI, 1-4, onde Jesus nos ensina como orar: a Oração do Senhor. Visto que a maioria dos cristãos reza o Pai Nosso de vez em quando, então todos eles são “culpados” por orações repetitivas. Porém, não é uma oração vã, afinal estamos apenas fazendo o que Jesus nos ensinou.

Na verdade, qualquer oração pode ser feita em vão. O que torna uma oração eficaz é a atitude do coração (cf. Catecismo da igreja Católica, parágrafo 2559). E, lamentavelmente, “se o nosso coração está longe de Deus, as palavras da oração serão em vão” (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2562; cf. Mateus XV, 8-9).