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O conceito de beleza e sua importância para a arquitetura eclesiástica

Em mais esse vídeo da série sobre arquitetura eclesiástica (veja o primeiro aqui), Denis McNamara reflete sobre a natureza da beleza.

Segundo ele, a beleza não está nos “olhos de quem vê”, mas é uma propriedade do objeto examinado, ou seja, é algo objetivo, é algo que não depende do gosto pessoal. Para McNamara, a beleza é definida como a propriedade de algo que revela sua essência. Uma outra maneira de se tentar explicar isso foi dada pelo Dra. Caroline Farey, da Escola da Anunciação em Devon (Reino Unido), segundo a qual a beleza é o esplendor do ser. Não se pode, portanto, responder se algo é bonito sem antes conhecer o que o objeto é. Assim sendo, no contexto desses dois conceitos, uma arquitetura eclesiástica bela é aquela que faz uma igreja parecer uma igreja apelando ao nosso senso sobre o que é um templo.

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Existe certo ou errado na arquitetura eclesiástica?

Em geral, quando falamos sobre a arquitetura das igrejas, encontramos mil e uma opiniões. Alguns preferem a arquitetura moderna, outros a gótica; uns gostam de muito rebuscamento, outros preferem um estilo mais clean, enfim, sempre caímos no campo do gosto subjetivo, que não é um caminho para o consenso. O cerne da questão estar em saber se esse tipo de arquitetura é um sacramento (no sentido lato, é óbvio), isto é, se é um sinal material que pode levar à transcendência e, em sendo, o que a Revelação tem a dizer sobre ele.

Sobre tal tema, apresento este vídeo (de uma série de dez) feito pelo famoso professor Denis McNamara do Instituto Litúrgico de Mundelein, e divulgado pelo New Liturgical Movement (com comentários que vou adaptar e traduzir), em que se discute a possibilidade de uma “teologia da arquitetura”:

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Congresso sobre arte

Meio em cima da hora, mas aí vai a divulgação:

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Eu não sabia quem era ele

Semanas atrás quando o cantor sertanejo Cristiano Araújo morreu num trágico acidente de trânsito, eu passei meio ao largo da comoção popular e das polêmicas envolvendo uma frase dita pelo pai dele e uma crítica do apresentador global Zeca Camargo. Simplesmente não conhecia esse rapaz e nem me importo com o estilo das músicas dele. Fui, por isso, questionado um sem número de vezes, tanto por pessoas próximas quando por conhecidos virtuais, como se eu tivesse de ter opinião sobre tudo e como se fosse um ET por não me ligar nesse fato. Por isso, ao ler agora de manhã uma crítica do ótimo colunista de música do Jornal do Commercio, José Teles, sobre o livro Cowboy do Asfalto (Gustavo Alonso, Civilização Brasileira) que trata da história cultural da assim chamada música sertaneja, um trecho chamou minha atenção:

(…) Cristiano Araújo, um dos sertanejos universitários mais bem sucedidos causou surpresa quando morreu em acidente em 24 de junho passado. Aventou-se a ideia de que o fato de ele ser ainda um desconhecido para boa parte dos brasileiros, embora com milhões de fãs, seria a prova do abismo entre dois Brasis. O que não deixa de ser verdade. Porém, não tão simplista.

Cristiano era contratado da Som Livre, tinha trânsito livre pelos principais programas da TV Globo, incluindo as trilhas sonoras de novelas. Existe, porém, dentro da própria classe média uma divisão. A dos “cabeças”, ligada em TV por assinatura, seriados americanos, e que não acompanha a programação popular da TV. É incapaz de distinguir Gustavo Lima do citado Cristiano Araújo. Mas sertanejos são ídolos do interior do Sudeste e Centro Oeste e das grandes capitais há muito tempo. Sertanejos cantam para a classe média das Hilux, dos energéticos e dos festivais em que a música é o que menos importa. Nas favelas é o MC que fala para a juventude sobre novinhas, drogas e tretas. No Brasil está contido muitos Brasis.

Não, eu não sou do que ele chama de “classe média cabeça”, meus referenciais são anteriores aos desse grupo social e minha família tem outra origem, mas concordo com a base dessa análise, que, levando para o que importa neste blog, tem relação direta com o sucesso comunicativo das seitas pentecostais nas nossas grandes cidades e com o fracasso dos conservadores/tradicionalistas católicos em aumentarem seu protagonismo social. Compreender a linguagem e os anseios de uma sociedade materialista e plural é essencial na apresentação da Boa Nova de um modo frutuoso.

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Jesu Decus Angelicum

Eric Ramos, um organista que vale por um coral, canta essa tradicional música católica.

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Música e moralidade

Artigo do filósofo inglês Roger Scruton, publicado originalmente na revista American Spectator, e traduzido para o português por Hugo Medeiros (fiz pequenas modificações estilísticas):

músicaPlatão continua sendo o nosso melhor crítico de rock.

“Os modos de compor poesia e música não são alterados em qualquer lugar sem que haja uma mudança nas leis mais importantes da cidade.” Assim escreveu Platão na República (4.42c). A música, para Platão, não era um divertimento neutro. Poderia expressar e estimular a virtude – nobreza, dignidade, temperança, castidade. Mas também poderia expressar e estimular o vício – sensualidade, agressividade, indisciplina.

A preocupação de Platão não era muito diferente da de um homem moderno receoso com o caráter e o efeito moral do Death Metal, digamos, ou do kitsch musical do gênero de Andrew Lloyd Webber. “Os nossos filhos deviam estar ouvindo essas coisas?” é a pergunta que surge na mente dos adultos modernos, assim como “a cidade deveria permitir isso?” era a questão na mente de Platão.  Claro, há muito desistimos da ideia de proibir certos tipos de música por meio de leis. No entanto, é ainda comum acreditar que a música tem – ou pode ter – um caráter moral, e que o caráter de uma obra ou de um tipo de música pode “se impregnar” de alguma maneira em seus devotos.

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Música Litúrgica

O que a Igreja ensina a respeito do canto na liturgia? O que pode e o que não pode tocar e cantar na Santa Missa? Neste vídeo do Pe. Paulo Ricardo, descubra a natureza da verdadeira música sacra e as orientações objetivas da Igreja a respeito do canto litúrgico. Como ensinava o Papa Paulo VI, nem tudo o que está fora do templo é apto para atravessar as suas portas.

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Hino de Nossa Senhora da Soledade

Nossa Senhora da Soledade

Hino da Paróquia de Nossa Senhora da Soledade (Recife – Arquidiocese de Olinda e Recife):

I

Senhora da Soledade

Solidão não existia

Porque seu Filho deixou

A Santa Eucaristia

bis: Porque seu Filho deixou / A Santa Eucaristia

II

De olhar angustiado

Foi virgem sofredora

A vós nos recorremos

Por nossa intercessora

bis: A vós nós recorremos / Por nossa intercessora

III

Derrama as vossas bençãos

Sobre nós, povo sofrido,

Protegei a vossa Igreja

Das ciladas do inimigo

bis: Protegei a vossa Igreja / Das ciladas do inimigo

Repete I

IV

Das Dores, das Graças ou Lourdes

De Fátima ou Piedade

Do Carmo ou Aparecida

És Senhora da Soledade

bis: Do Carmo ou Aparecida / És Senhora da Soledade

V

Senhora da Soledade

Sem pecado concebida

Recebe dos nossos lábios

Os louvores oh! Mãe querida

bis: Recebe dos nossos lábios / Os louvores oh! Mãe querida

Repete I