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Catequese

Processões externas de Deus: o mundo angélico

E ouvi a voz de muitos anjos em volta do trono… e era o número deles milhares de milhares. (Apocalipse V, 11)

A existência dos anjos

Além do mundo visível e material, criou Deus também o mundo invisível e espiritual, o chamado mundo angélico.

Isso foi negado na antiguidade, entre os judeus, pela seita dos saduceus (Atos XXIII, 8). Mais tarde, por certas seitas protestantes, como os anabatistas. Em nossos dias tal verdade tem por adversários os ateus, materialistas e positivistas, que não crêem senão naquilo que seus olhos vêem e seus sentidos apalpam. Os racionalistas, para encontrar uma excusa aparentemente racional à sua incredulidade, alegam que os anjos foram inventados pelos judeus no tempo do cativeiro da Babilônia, por imitação das entidades ali cultuadas; ou, então, consideravam os anjos como simples modo poético e simbólico de referir-se às virtudes divinas e aos vícios humanos. Dentro da Igreja, infelizmente, os modernistas têm pego, ao sabor das preferências individuais, um ou outro desses argumentos, revelando, mais uma vez, como disse São Pio X, que no seu espírito há um amálgama de todos os erros do passado.

A existência dos anjos, contudo, foi definida solenemente pelo IV Concílio de Latrão (1215):

Deus… desde o princípio do tempo criou do nada duas espécies de seres – os espirituais e os corporais, isto é, os anjos e o mundo.

De forma igual se expressou o Concílio Vaticano I.

Isso facilmente se depreende da Revelação. Na Sagrada Escritura, por exemplo, a existência dos anjos é afirmada em muitas passagens do Antigo e do Novo Testamento. Lembremos algumas:

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Catequese Espiritualidade

Por que o Filho de Deus quis ter um pai humano?

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Catequese Espiritualidade

Contar piadas é pecado?

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Catequese Pastoral

Guia para a Confissão

confissao

O exame de consciência pode ser visto aqui.

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Catequese Nossa Senhora

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Com grande júbilo e gratidão, celebramos hoje a Solenidade da Rainha e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Foi em outubro de 1717 que se deu o aparecimento milagroso e tão ditoso da singela imagem da Imaculada Conceição, nas águas do rio Paraíba. Assista à homilia de hoje, 12 de outubro, e descubra o zelo materno de Nossa Senhora pelos filhos desta Terra de Santa Cruz.

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Catequese

É permitido estudar nos domingos?

Tradução e adaptação de um texto do Pe. Peter R. Scott (da FSSPX):

Uma distinção importante no que se refere à guarda do domingo é entre trabalhos servis, opera servilia, e trabalhos liberais, opera liberalia. Observe-se que o interdito da Igreja não depende do propósito ou razão pela qual esses trabalhos são feitos, mas da sua natureza. Trabalhos servis fora do marco da caridade são proibidos nos domingos, como fazer uma mudança de residência ou pintar uma garagem, e os liberais são permitidos, mesmo se efetuados para se ganhar dinheiro, como pintar quadros para venda.

Então, cabe entender a diferença entre eles e aprofundar o motivo pelo qual os trabalhos servis fogem da norma do III Mandamento. Santo Tomás explica na Suma Teológica (II-II, Q. 122, Art. 4, ad 3):

…obra servil – vem de servidão, da qual há três espécies. Uma pela qual o homem serve o pecado, conforme aquilo do Evangelho: Todo o que comete pecado é escravo do pecado. E neste sentido, toda obra pecaminosa se chama servil, – Uma segunda servidão é a pela qual um homem serve a outro. Ora, um é escravo de outro não pela alma, mas pelo corpo, como se estabeleceu, Por onde, neste sentido chamam–se obras servis as obras corpóreas, pelas quais um homem serve a outro. – A terceira é a servidão pela qual servimos a Deus. E, neste sentido, poderíamos chamar servil ao culto de latria, que concerne ao serviço de Deus.

Claramente o domingo é reservado ao culto de Deus, e os trabalhos servis nesse terceiro sentido são não só permitidos como obrigatórios. Também, os trabalhos servis no primeiro sentido são sempre proibidos, especialmente no domingo, dia para darmos glória ao Senhor. Se o trabalho servil no segundo sentido, de atividades físicas outrora feitas por servos, é expressamente proibido no domingo, isto o é pelo fato dele perfazer uma parte da punição dada ao gênero humano depois da Queda (Gênesis III, 19: “Comerás o teu pão com o suor de teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pós te hás de tornar”) e esconder da alma a elevação que a contemplação do culto a Deus traz e a preocupação com a salvação eterna. Não é assim com as artes liberais, que expressam a elevação da alma e a consideração da beleza, verdade e bondade de várias formas. O domingo, portanto, pode ser usado para alma expressar sua liberdade de querer saber, amar e servir ao Senhor não apenas na Santa Missa e outros ofícios eclesiais, mas também pelo exercício ou apreciação das artes liberais. Heribert Jone resume deste modo esta problemática (Moral Theology):

Artes liberais e trabalhos artísticos também são permitidos: estudar, ensinar, desenhar, fazer um design arquitetônico, tocar música, escrever, pintar, esculpir, bordar, tirar fotografias. Essas atividades são permitidas mesmo se feitas para remuneração.

Todavia, pode acontecer de mesmo as artes liberais tirarem da alma a atenção devida a Deus, como quando são imorais ou uma ocasião de pecado, ou quando se tornam uma preocupação tão grande que fazem a pessoa negligenciar seus deveres religiosos. Nesse caso, estudar também se torna um ato pecaminoso nos domingos.

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Ética e moral Catequese

É pecado usar roupas curtas ou colantes?

Não assino embaixo de todas as conclusões do Pe. Paulo Ricardo nesse vídeo, mas o fato dele expor o tema remetendo a princípios e não a uma ridícula lista de pode e não pode já um progresso no tipo de abordagem que geralmente vemos católicos conservadores ou tradicionalistas fazerem.

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Catequese

VI artigo do Credo

“Subiu ao Céu; está sentado à mão direita de Deus Pai todo poderoso.”

ascensãoO corpo de Cristo foi glorificado desde o instante de sua Ressurreição, mas durante os quarenta dias em que vai comer e beber familiarmente com seus discípulos (Atos X, 40-41) e instruí-los sobre a Igreja (Atos I, 3-4), sua glória permanece ainda velada sob traços de uma humanidade comum. O Divino Mestre, então, mostra-se pela última vez aos discípulos: declara que eles haveriam de ser testemunhas do Evangelho até os confins da terra, ergue as mãos, abençoa a todos e sobe ao Céu (Lucas XXIV, 50-51; Atos I, 7-9). A entrada da humanidade de Jesus na glória divina (simbolizada pela nuvem – Êxodo XIII, 21-22; Atos I, 9 – e pelo Céu) indica uma diferença de manifestação entre o ressuscitado e o exaltado à direita do Pai. O acontecimento ao mesmo tempo histórico e transcendente da Ascensão (ato de elevar-se pelas próprias forças) marca a transição de uma para a outra (Salmo XLVI, 2-6).