Categorias
Crise

A pergunta que não quer calar

(via Frates in Unum)

Categorias
Crise Cultura

Ariano explica o Papado

É interessante como a verdadeira arte, por tocar em questões perenes, é sempre nova e, desse modo, ilumina questões diferentes que se sucedem ao longo da história. Pensei nisso após ler um trecho da Farsa da Boa Preguiça, do mestre Ariano Suassuna, que ao tentar explicar papado, também mostra como a visão continuísta num extremo e a  sedevacantista (no caso, aquela que diz que estamos sem Papa a mais de 50 anos) não possuem a menor razoabilidade:

“SIMÃO PEDRO: O que aconteceu, é o que eu dizia: Simão é poeta e homem religioso! É artista e poeta até o osso! Tem as suas fraquezas, reconheço! Mas, quem não tem fraquezas neste mundo? Ele não está só!

MIGUEL ARCANJO: Co-coró-cocó

SIMÃO PEDRO: Que brincadeira mais besta! Essa história do galo já está enchendo! Neguei o Cristo mesmo, e daí? A situação estava apertada, eu caí fora! Mas depois, quando chegou a minha vez, eu não venci o medo e não estava lá, na hora?

MANUEL CARPINTEIRO: É verdade, Miguel: ele ficou e uma morte terrível suportou!

SIMÃO PEDRO: E depois, se eu não tivesse feito essas besteiras, junca mais ninguém admitiria uma fraqueza no Comando da Igreja! Se o Papa escolhido não tivesse sido um sujeito cheio de defeitos, como eu, nunca mais ninguém iria entender que a Igreja é a Igreja, seja quem for que estiver à frente dela.”

Categorias
Ética e moral Crise

O cerne da crise moral

citação2Os católicos imaginam que o que diferencia o mundo atual de épocas passadas é o teor dos pecados.

Não! As pessoas já faziam as mesmas coisas. Nunca deixou de haver no mundo cristão, exceto entre os santos e os virtuosos, traições, luxúria desenfreada, assassinatos, mundanismo, tirania, intelectualidade acadêmica burra (acontece que os filósofos modernos eram burros com estilo, com sofismas sutilíssimos e difíceis de ver, embora já preparassem o niilismo atual em modo germinal).

O que distingue basicamente a era contemporânea da era cristã é, em primeiro lugar, a permissividade. Antes havia, nem que por convenção social, o respeito dos hipócritas pela lei natural.

Em segundo lugar, a falta de vigência social da autoridade eclesiástica. Quando o poder religioso era importante para o povo, os poderosos deste mundo, que já enfrentavam e diminuíam o poder temporal da Igreja no antigo regime, se preocupavam por não atacar a autoridade religiosa enquanto tal, para não confrontar diretamente a religiosidade do povo.

Em terceiro lugar, a profusão dos meios técnicos de difusão de ideias e comportamentos. Tanto o bem como o mal podem usá-los, porém o bem espiritual só pode realmente implantar-se no coração pelo testemunho e exemplo pessoal ou a distância do mal (no caso dos simples e frágeis), enquanto o mal se difunde com facilidade por mero contato sensível, imaginariamente, não requer o concurso de uma inteligência reflexiva, pois apela às concupiscências e cresce por elas (a reflexão que ratifica o mal *só vem depois de que já se está instalado culpavelmente nele*).

Em quarto lugar, a própria defecção de boa parte da hierarquia eclesiástica, seu mundanismo, os ensinos e celebrações precárias, e os erros gritantes do sujeito magisterial supremo, fatos que, pela sua significação sobrenatural, e somados aos anteriores, permitem que as potências infernais avancem muito mais do que em outros tempos.

– Joathas Bello

Categorias
Crise Eclesiologia

Por que achamos que “tudo ia bem na Igreja” até 1962?

citação2Porque a coisa que mais desejamos como seres humanos católicos – como católicos “normais” ou “básicos” – é um lugar seguro para cultuar a Deus e uma sociedade em que a impiedade moral não é autorizada.

Que a liturgia não fosse compreensível, que a sociedade fosse hipócrita, que a teologia oficial já fosse fraca… isto de fato não importa tanto assim, no sentido de que isto não corrói a Fé e a Esperança dos católicos praticantes, que são os que podem modificar a situação para melhor.

Porque sempre está disponível o culto ideal para ser bem realizado, e sempre estão proibidas grandes malignidades que escandalizam as almas, dificultando a conversão dos mundanos e desanimando o apostolado dos medíocres.

Porque o fundamental é entender que o erro é erro, e vislumbrar um pouco da glória do Reino.

O resto vem por acréscimo (sobre)naturalmente.

É muito mais triste que os fundamentos estejam abalados – certamente serão reconstruídos -, que os limites não sejam claros – certamente serão restabelecidos -, mas é então que, paradoxalmente, e para surpresa do Diabo – que no final das contas é astuto mas é burro -, surgirão grandes santos como nos tempos dos apóstolos e mártires, porque apenas estes podem vencer o mundo quando este parasita o Templo, e a vitória já está assegurada.

– Joathas Bello

Categorias
Apologética Crise

O dever cristão de lutar

O Prof. Antonio Caponnetto é professor da Universidad Nacional de Buenos Aires e autor de inúmeros livros publicados em espanhol. Quando jovem, presenciou ao vivo o martírio de Bruno Genta no dia de Cristo Rei por uma guerrilha marxista. Nesta aula magna (em espanhol), o Prof. Caponnetto disserta sobre o tema de um dos seus mais importantes livros “El deber cristiano de la lucha”.

Adquira a trilogia do Bruno Genta. 

Categorias
Crise Eclesiologia

Legalismo e desorientação

citação2Os irmãos católicos estão desorientados pelo legalismo em todos os lados.

O radtrad diz que o fiel não pode ir ao rito novo.

O continuísta diz que o fiel não pode ir à missa antiga, ou que se é obrigado a assistir uma celebração sacrílega se necessário para cumprir o preceito.

Jesus sabia que o Templo construído por mãos humanas estava se corrompendo, mas seguia o frequentando, nunca quis deixar de estar presente neste lugar; mas não tinha parte com os vendilhões do átrio.

E, fora dos muros, a realidade da Cruz pôde ser contemplada em toda sua dramaticidade, convidando aos que não tivessem medo dos judeus que tinham como rei a César.

– Joathas Bello

Categorias
Crise Eclesiologia Liturgia Teologia

Quantos ritos romanos?

Frente as polêmicas recentes levantadas por bons liturgistas que defendem que o rito paulino é superior ao tradicional, Dr. Peter Kwasniewski foi entrevistado para esclarecer uma série de questões sobre o desenvolvimento e a relação entre os dois ritos:

Uma transcrição pode ser lida aqui

Categorias
Crise

A revolução pós-conciliar nos seminários

Seria interessantíssimo se um vídeo como esse fosse feito com o testemunho de alguém que viveu essa revolução com as particularidades próprias de nosso país (TL/D. Hélder, relação da Igreja com o regime militar, falta de circulação de informações, o paradigma “Campos-TFP-D. Sigaud”, etc.).