Um ótimo resumo sobre o escapulário de Nossa Senhora do Carmo:
Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉

Este texto é, em parte, uma tradução e adaptação de um post de Peter Kwasniweski.
No domingo passado, junto as alegrias da festa de Nossa Senhora do Carmos, tivemos o segundo aniversário da infame Traditiones Custodes (TC), o documento berglogliano que tencionava restringir (e extinguir) a Missa romana tradicional, mas que acabou revelando e produzindo coisas completamente inesperadas.
Quando essa normativa veio a lume, com muita razão, várias pessoas sentiram como se tivesse sido atingidas por uma bomba atômica, pois aqueles que tinham redescoberto os tesouros da Igreja, agora seriam tratados como filhos bastardos. Muitos caíram no desespero, no erro do sedevacantismo sistemático, e falaram e fizeram coisas de que deveriam se arrepender, mas, com a distância temporal, podemos hoje dizer que as consequências foram bem variadas.
O início

18 de julho de 2023. 87º aniversário da Revolta Nacional Espanhola, início da Cruzada de Libertação 1936-1939. Deus, Pátria, Família!
No momento de trevas em que parecemos entrar, como daquele que se põe ante o abismo e é obrigado a continuar a caminhar, seja pela força de outrem, seja por tendências psicológicas distorcidas, o levante espanhol deve nos lembrar que o “império do mal”, mesmo sobre aparência de força, sempre tem os pés de barro.
O Diálogo das Carmelitas
Hoje a Igreja faz memória das carmelitas de Compiègne, martirizadas durante a Revolução Francesa, e, por isso, trago aos leitores uma joia rara: o filme Diálogo das Carmelitas (em espanhol, 1960), baseado na peça de Bernanos.
Andor de Nossa Senhora do Carmo na procissão realizada hoje em Recife:






São Paulo divinizou Jesus?
Muitas vezes vemos ateus comprarem argumentos há muito envelhecidos dos inimigos de Cristo, confirmando a regra de que os erros, assim como o pecado, podem se repetir ciclicamente; daí a necessidade de vigilância.
Um desses erros é de que a “noção de que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus” teria vindo da pena de São Paulo (algo desse erro parece se insinuar entre certos grupos modernistas dentro da Igreja); obviamente isso é um absurdo, típico de quem desconhece o desenvolvimento do cristianismo, e isso até mesmo de um modo básico, já que a reta noção do que é Tradição joga para o espaço esse tipo de coisa.
Para ajudar na resposta a tal equívoco, vou publicar aqui a tradução de uma “pergunta e resposta” feita na This Rock Magazine em 2013, que o professor Carlos Martins Nabeto publicou no Facebook ao longo do corrente ano (fiz só algumas sistematizações nas citações bíblicas):

PERGUNTA: O que vocês respondem quanto à alegação de que o Cristianismo foi inventado por Paulo e que ele divinizou Jesus?
RESPOSTA: Responderíamos que isso é contrário ao próprio testemunho de Paulo, de que a sua mensagem foi meramente transmitida pelo Senhor (cf. I Coríntios XI, 23); e inclusive contra à advertência que ele fez aos seus ouvintes, para que tomassem cuidado com aqueles que procuravam “perverter o Evangelho de Cristo” (Gálatas I,7).
Há dois pontos a serem considerados aqui:
1°) Um ser humano não tem capacidade de “divinizar” ninguém: ou alguém é Deus ou não é.
O ensino central cristão da divindade de Jesus deve ser examinado com base nos méritos dos próprios ensinamentos de Jesus sobre Si mesmo (p.ex.:, João VIII, 53-59) e nos méritos da prova definitiva da sua afirmação: a sua ressurreição. O testemunho de Paulo sobre Cristo é bem-sucedido ou fracassa se Cristo ressuscitou (cf. I Coríntios XV, 14), não se ele “divinizou” Cristo.
2°) Vamos supor – só para fins de argumentação – que Paulo tivesse sido responsável por inventar as doutrinas características do cristianismo. Se esse fosse o caso, deveríamos esperar encontrar os escritores dos Evangelhos citando Paulo direta ou indiretamente. Isso seria especialmente verdadeiro para Lucas, que era amigo e discípulo de Paulo (cf. II Timóteo IV, 11). Porém, em nenhum lugar encontramos os evangelistas citando Paulo, direta ou indiretamente, ao escrever sobre Cristo ou sobre as doutrinas que Cristo ensinou e que se diferenciavam do judaísmo do primeiro século.
