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Ética e moral

O relativismo

Rabino Jonatahn SacksÉ a crença de que não existe ordem moral objetiva, de que a moralidade é o que decidimos fazer dela. A Bíblia tem um modo de defini-la, na última frase de Juízes: “Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. É o abandono de um código compartilhado de valores, que é o que liga uma pessoa à outra. Em uma sociedade moralmente relativista, portanto, os relacionamentos não se sustentam: as pessoas não se casam, ou, se chegam a casar, a união não dura. Elas não têm um relacionamento sólidos com os filhos. Banqueiros e financistas não veem razão para renunciar aos salários mais exorbitantes e trabalhar para o bem comum. A sociedade, aos poucos, começa a se dissolver, e o primeiro sinal disso é a dissolução da família. Na Inglaterra, hoje, 50% das crianças nascem fora do casamento. Muitas estão em situação de desvantagem. As crianças pagam o preço da nossa perda de um sentido de lealdade e responsabilidade.

– Rabino Jonatahn Sacks (Veja, 15 de janeiro de 2014)

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Vida

Ver é tudo de bom

SimplestThingsSexta-feira passada eu estava fazendo compras numa papelaria e encontrei um senhor conhecido meu da Sociedade de São Vicente de Paulo que estava na companhia de uma amiga, também idosa. Eles passaram a conversar enquanto esperávamos na fila do caixa, e aí eu ouvi o seguinte diálogo que me deu uma boa lição a ser sempre rememorada:

– Dona Maria, você foi ao médico?

– Fui sim. Mas não estou com catarata não.

– Que bom.

– Se é. Minha irmã teve de esperar ela cobrir o olho todo para fazer a operação. Ficou cega um tempo.

– Parece que hoje em dia não precisa disso não.

– Não sei… mas ver é tudo de bom. É o melhor que existe.

– É sim.

– E andar também… é uma alegria andar.

Aí ela olhou para mim é disse:

– Ver e andar é tão bom, né? É o que há de melhor.

Só pude balançar a cabeça concordando e pensei em como, às vezes, reclamo da vida sem o menor motivo sério, esquecendo de valorizar as coisas simples de que só sentimos a falta quando não as temos mais.

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Liturgia

Conheça a Missa em quadrinhos

Obra do Pe. Demetrius Manousos, com imprimatur do Cardeal Spellman (1954, em inglês), que apresenta o rito gregoriano e a teologia em que ele se sustenta em formato de quadrinhos. É ótimo para crianças, mas também serve aos adultos.

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Política

Visão de 1964

Na semana do dia 31 de março passado, quando o golpe de 1964 fez 50 anos, eu sabia que ia ter de ouvir aquele mesmo lenga-lenga sem fim das viuvinhas de João Goulart e Che Guevara que ouço desde os meus tempos de escola. Sinceramente, não tem quem aguente mais isso. Esse pessoal não cresce não? Não consegue aceitar que foi derrotado e que estava errado? Insistir no erro é burrice ou loucura!

É bem verdade que alguns direitistas de “feicibuque” inventaram um revival da Marcha com Deus pela Família e a Liberdade, mas como não participo dessa rede social, só ouvi ecos olavéticos dessa bizarrice sem lastro social (não que eu ache a marcha original algo bizarro, mas atual, por ser promovida por quem vive no mundo da Lua, o foi). Felizmente esse foi um fenômeno bem acidental frente a choradeira esquerdista pela “infância pedida que não volta mais”.

Dentro desse quadro, veio bem a calhar o artigo do Professor Jesé Luiz Delgado (Jornal do Commercio, Recife, 8 de abril de 2014) que transcrevo abaixo, pois ele põe os “pingos nos is” em toda essa falsa celeuma, mostrando que o caminho do equilíbrio não pode fugir do da análise objetiva dos fatos (só não concordo quando ele fala que os militares sempre intervieram quando o povo pedia, pois sabemos muito bem que com o golpe da República não foi assim).

quoteO que aconteceu em 1964 continua controvertido, 50 anos depois, inclusive com inconformados querendo reescrever a história, até simbolicamente “devolver mandatos” e outras fantasias. Mas três pontos pelo menos devem ficar muito claros para quem quiser ter uma ideia serena e objetiva daqueles acontecimentos.

Primeiro, o que aconteceu não foi absolutamente um golpe militar. Golpe ou não golpe, com certeza militar, ou apenas militar não foi. Ruptura da ordem constitucional, é óbvio, mas ruptura promovida por militares e civis conjuntamente. Na melhor tradição dos militares brasileiros, que nunca intervieram na vida geral do país senão atendendo a veementes clamores da sociedade civil. Atribuir somente aos militares a ruptura de 1964 é mentira histórica.. Os militares foram sensíveis a um clamor de parte expressiva da sociedade civil (provavelmente majoritária), temerosa dos rumos do governo Jango. Ruptura portanto promovida por civil e militares.

Segundo, revolução ou golpe, como queiram chamar, de fato 1964 foi um contragolpe ou contrarrevolução: golpe para evitar outro golpe, revolução para evitar outra revolução. Ruptura da ordem constitucional, sim, mas para evitar a ruptura que se anunciava. Golpe preventivo, tal como o de Lott em novembro de 1955. Nas conturbações de 63/64 temia-se um golpe para evitar a eleição de 1965, assim como Getúlio (a grande inspiração de Jango) fizera em 37, para evitar a eleição de 38. É o que consta no Ato Institucional que manteve expressamente a Constituição de 1946 (art. 1º) e a eleição presidencial (direta) de outubro de 1965 (artigo 9º). Fossem procedentes ou não esses temores, era isso, no entanto, em que acreditavam os que promoveram a ruptura de 1964.

Terceiro, terá sempre uma visão falsa quem olhar os 21 anos seguintes como um bloco monolítico. Pois, uma coisa foi 1964, e outra, o que veio depois. Uma coisa é Castelo Branco e outra é Costa e Silva. O propósito original de 1964 era garantir as eleições de 1965, a democracia, portanto. O que os militares fizeram depois desvirtuou totalmente aquele propósito: a supremacia da “linha dura”, a pretensão de virarem tutores da nação, a radicalização do AI-5 de 1968. “Regime militar” propriamente dito só é aquele que começou em 1968 e vai ser desmontado pela autoridade de Geisel e as trapalhadas de Figueiredo.

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Liturgia

Reformas na segunda metade do século XX

Sempre quis saber qual tinha sido o caminho das reformas do rito gregoriano ao longo da segunda metade do século XX (o saltério de Pio XII é anterior, é de 1945) e, finalmente, achei uma lista (no livro Work of Human Hands – A Theological Critique of the Mass of Paul VI) que transcrevo abaixo:

  • Vigília Pascal Experimental de 1951;
  • Simplificação de rubricas de 1955;
  • Nova Semana Santa (1955);
  • Intrução sobre a Música Sacra (1958);
  • Novo Código de Rubricas (1960);
  • Constituição sobre a liturgia do Vaticano II (1963);
  • Mudanças no Ordinário (1964);
  • Permissão para a Missa versus populo (1965);
  • Novas mudanças nas rubricas (1967);
  • Novas Orações Eucarísticas (1968).
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Religião comparada

O que é religião

Primeira aula de um curso que o Professor Luiz Gonzaga de Carvalho deu sobre as religiões do mundo e na qual ele trata do conceito de religião no âmbito de uma pesquisa sobre religião comparada:

 

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Humor Política

Pais e filhos de esquerda