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Apologética Crise Pastoral

Por que os católicos deixam a Igreja?

Segundo o Pe. Robert Barron, após uma pesquisa feita, foi constatado que há três problemas graves e que podem ser solucionados apenas pela boa vontade dos padres e daqueles que estão a frente das nossas pastorais:

  • A má atenção dada pelos que estão à frente das nossas pastorais e secretarias paroquiais (que muitas vezes são o primeiro contato que pessoas que estão fora da Igreja tem com esta);
  • As más e despreparadas pregações dos bispos, padres e diáconos (que, na maioria das vezes, não tem mais o propósito de responder os anseios e as dúvidas das pessoas e são vagas e sem um objetivo);
  • A falta de comunicação e integração da comunidade (principalmente quando alguém abandona a vida comunitária e não é procurada por ninguém).
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Crise Liturgia Pastoral

Como estabelecer a Missa Tridentina na sua paróquia

Tradução, com adaptações, deste artigo.

Com o Motu Proprio Summorum Pontificumo Papa Bento XVI permitiu aos católicos pedir aos seus padres celebrem a tradicional Missa em latim. Diz o documento:

Art. 5-§ 1.  Nas paróquias, onde houver um grupo estável de fiéis aderentes à precedente tradição litúrgica, o pároco acolha de bom grado as suas solicitações de terem a celebração da Santa Missa segundo o rito do Missal Romano editado em 1962. Providencie para que o bem destes fiéis se harmonize com o cuidado pastoral ordinário da paróquia, sob a orientação do Bispo, como previsto no cân. 392, evitando a discórdia e favorecendo a unidade de toda a Igreja.

§ 2.  A celebração segundo o Missal do Beato  João XXIII pode realizar-se nos dias feriais; nos domingos e dias santos, também é possível uma celebração desse género.

§ 3.  Para os fiéis e sacerdotes que o solicitem, o pároco permita as celebrações nesta forma extraordinária também em circunstâncias particulares como matrimónios, funerais ou celebrações ocasionais como, por exemplo, peregrinações.

§ 4.  Os sacerdotes que utilizem o Missal do Beato  João XXIII devem ser idóneos e não estar juridicamente impedidos.

§ 5.  Nas igrejas que não são paroquiais nem conventuais, é competência do Reitor da Igreja conceder a licença acima citada.

Art. 6. Nas missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato  João XXIII, as leituras podem ser proclamadas também em língua vernácula, utilizando as edições reconhecidas pela Sé Apostólica.

Art. 7. Se um grupo de fiéis leigos, incluídos entre os mencionados no art. 5-§ 1, não vir satisfeitas as suas solicitações por parte do pároco, informe o Bispo diocesano. Pede-se vivamente ao Bispo que satisfaça o desejo deles. Se não puder dar provisão para tal celebração, refira-se o caso à Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei».

Como fazer isso? Aqui vão algumas sugestões, mas primeiro tenha em mente estes pontos:

  1. Tire cópia de todas as correspondências.
  2. Seja organizado e, por favor, mantenha-se focado no único objetivo: estabelecer a Missa Tradicional.
  3. Seja polido e educado ao máximo que você puder.
  4. Olhe ao redor, tentando procurar qualquer problema que possa surgir. Sempre que antever algum problema busque logo a solução. Fique sempre um passo a frente do padre responsável, torne o caminho dele fácil.
  5. Não esqueça da importância da oração. Reze para que seu padre conceda seu pedido e as coisas aconteçam sem problema.
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Contrarrevolução Crise Cultura

Entrevista do Patriarca Russo

Nos últimos anos, devido à continuidade dos problemas na Esposa de Cristo, muitos bons católicos foram atraídos pelo canto de sereia das igrejas autoproclamadas ortodoxas. Infelizmente isso pode até ter sido incentivado pela mais alta autoridade, já que desde o pontificado de João Paulo II uma noção equivocada de ecumenismo com os membros de tais grupos se espalhou. Todavia, fazendo essa ressalva, temos de reconhecer o certo e o justo quando ele aparece na nossa frente venha de onde vier, pois de alguma maneira misteriosa ele é sempre um reflexo de Deus; assim sendo, vi com grande interesse a entrevista abaixo com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, filmada em novembro do ano passado e ainda atualíssima.

Na entrevista, o Patriarca fala sobre o domínio do politicamente correto no mundo Ocidental e de como isso é um empecilho para que as pessoas professem a fé cristã, fala sobre as perseguições aos cristãos no Oriente Médio, analisa o fato das sociedade de muitos países, pela primeira vez na história, estarem fazendo leis dissociadas de qualquer justificativa moral objetiva, enfim, ele reflete sobre nossa crise civilizacional. Vale a pena ver:

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Crise Eclesiologia Liturgia

Resposta a Dom Henrique Soares

Com toda a vênia devida a um Sucessor dos Apóstolos e invocando o Cân. 212 do CDC, o qual me dá direito de manifestar as minhas necessidades aos Pastores e dar minha própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja, eu vou comentar um trecho de um texto de Dom Henrique Soares da Costa, na época, Pe. Henrique, sobre a Missa Gregoriana, ou Tridentina.

O texto se encontra aqui.

Escreve o atual Bispo de Palmares:

Há um endeusamento da Missa de São Pio V que é errado, fora de contexto e trai a grande tradição litúrgica da Igreja. A Igreja tem, teve e terá sempre o direito e o dever de modificar seus ritos, de acordo com as circunstâncias e o discernimento da legítima autoridade apostólica, desde que não fira a essência mesma da estrutura sacramental.

No livro A Reforma Litúrgica Romana, prefaciado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, o Monsenhor Klaus Gamber, ao analisar as reformas anteriores a de Paulo VI, chegou às seguintes conclusões:

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Crise Eclesiologia

Como responder a um escândalo na Igreja

Ontem foi o dia de São João Fisher que, juntamente com São Thomas Morus, é um dos mais famosos mártires do tempo da pseudo-reforma na Inglaterra. E a história dele e de seu companheiro no Céu nos ensinam muito sobre como lidar com os escândalos (ou decepções) que envolvem as lideranças da Igreja de tempos em tempos.

São João Fisher nasceu em 1469 e São Thomas Morus em 1478, ambos morreram em 1535. Viveram, portanto, numa época de dissolução interna que parece inimaginável para muitas almas piedosas de nossos dias.

Vejamos, em 1492, quando São João Fisher estava no início dos anos vinte e Thomas Morus na adolescência, Alexandre VI foi eleito papa e reinou por pouco mais de 11 anos. Seu papado ficou marcado por sua vida escandalosa, pelo seu nepotismo e por sua venalidade. Após as poucas semanas do breve reinado de Pio III, o papa Júlio II foi eleito. Como cardeal, ele havia gerado três filhas, e por causa de sua violência era conhecido como Il Terribile. Foi sucedido em 1513 pelo Papa Leão X, um conhecido nepotista, cujo luxo o distraiu de lidar eficazmente com Lutero e os primórdios das heresias protestantes. Após o breve papado de Adriano VI, Clemente VII foi eleito. Ele estava, pelo menos, livre de censura na vida privada, mas foi um líder irresoluto e ineficaz. O Papa Paulo III foi o último papa na vida dos dois santos. Como cardeal Farnese, ele tinha sido conhecido como “Cardeal da Anágua” (obs: anágua, para quem não sabe, é uma antiga peça íntima feminina, como uma saia que se vestia embaixo do vestido) porque sua irmã Júlia foi amante de Alexandre VI. O próprio cardeal Farnese tinha uma amante com a qual teve três filhas e um filho. Quando se tornou Papa, reformou sua vida e é conhecido pela história por convocar o Concílio de Trento.

Tudo isso seria suficiente para que alguém deixar a Igreja? Não se se trata dos dois santos citados. A vida devocional honesta de São João Fisher e São Thomas Morus significou que eles fizeram das palavras e dos exemplos uma campanha pela reforma da Igreja, significou que eram uma “pedra de tropeço” para os fariseus da época, mas a posição deles fica realmente clara no martírio. Eles morreram pela autoridade do Papa no caso do casamento do rei. Conseguiram ver a distinção entre o homem e seu ofício com tanta clareza que foram executados em defesa da autoridade da Santa Sé. Assim devemos fazer.

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Crise Liturgia

Por que vocês estão tão chocados? Eles já mudaram a Missa!

Tradução e adaptação deste texto:

Começamos o ano, como sempre, cheios de expectativas. Junto a elas, também temos medos ao considerar as águas furiosas, cheias de confusão, nas quais estamos submergindo. São tantas confusões que fica difícil pensar em algo que ficou estável no mundo e, pior ainda, na Igreja.

Em tempos idos, a confusão do mundo se chocava contra estabilidade da Igreja de Deus. O homem precisa de um porto seguro sobre o qual construir e, dentro da Igreja, ele encontrava os elementos atemporais que lhes davam a confiança necessária para enfrentar os desafios de cada época. Os acontecimentos podem ser incertos e confusos, as almas podem ter momentos de incerteza interior na luta entre a graça e o pecado, mas a Igreja não! A Esposa de Cristo, que nos fala sobre Deus e nos dá Deus, deve ser uma Mãe que permanece firme no meio dos tumultos e desafios da vida.

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Crise Eclesiologia

Entrevista com D. Athanasius Schneider

https://youtu.be/W-mGy92fN2g

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Contrarrevolução Crise Cultura

Efemérides de 2017

efemerides

Algumas efemérides deste ano:

  • 500 anos da revolta protestante (31 de outubro de 1517);
  • 300 da fundação da maçonaria moderna, arqui-inimiga da Igreja (24 de junho de 1717);
  • 300 anos da “pesca” da imagem de Nossa Senhora Aparecida (16 de outubro de 1717);
  • 100 anos da revolução comunista na Rússia (8 de março e 8 de novembro de 1917);
  • 100 anos de ordenação episcopal de Eugenio Pacelli, o futuro Papa Pio XII, o último antes da revolução conciliar (13 de maio de 1917);
  • 100 anos de Fátima (de 13 de maio a 13 de outubro de 1917);
  • 100 anos da publicação do primeiro código de direito canônico ocidental (27 de maio de 1917);
  • 100 anos da Declaração de Baulfour, que reforçou o sionismo (2 de novembro de 1917).