Categoria: Nossa Senhora
Texto de Theo Keller publicado na edição do Ofício Parvo da Baronius Press (com adaptações e acréscimos):
O Ofício Parvo da Bem-Aventurada Virgem Maria é um dos brevia parva, um pequeno breviário. Em termos mais claros: é um ofício divino reduzido retirado do Comum de Nossa Senhora do Breviário Romano. Ele contém as Matinas, as Laudes, a Prima, a Terça, a Sexta, a Noa, as Vésperas e as Completas, e foi organizado de modo a atender às necessidades devocionais e litúrgicas de muitos leigos e de um grande número de comunidades religiosas engajadas no apostolado ativo.
Alguns desses pequenos breviários são relativamente recentes, sendo produtos do movimento litúrgico do começo e da metade do século XX. Já o Ofício Parvo da Bem-Aventura Virgem Maria, embora não seja o mais antigo, tem a honra de ser o mais popular entre eles.
Esse ofício foi a oração de centenas, talvez milhares, de comunidades religiosas, a maioria delas, como já foi dito, envolvidas no apostolado ativo, mas também de algumas contemplativas, como a das Irmãs da Visitação, que tinham no Ofício Parvo sua principal forma de oração litúrgica. E, geração após geração, existiram milhares de leigos sozinhos, ligados a comunidades religiosas como terciários ou oblatos, ou ainda membros de ordens de cavalaria, que também rezavam as Horas de Maria.
A mensagem de Aparecida
Dos arquivos do British Pathé, de 1 de novembro de 1950 (ano do jubileu), vemos cenas da definição do Dogma da Assunção pelo Venerável Papa Pio XII:
E aqui uma bela foto tirada durante a Missa desse dia na Basílica de São Pedro:

Desde a sua Imaculada Concepção, os dons do Espírito Santo foram derramados abundantemente em Nossa Senhora. Mesmo assim, aquela que já era “cheia de graça” torna-se Mãe de Deus pelo “poder do Espírito Santo”. Somos então tentados a dizer que a Virgem Santíssima já teria esgotado todas as possibilidades de uma criatura receber o Espírito Santo. Mas a generosidade de Deus não tem medidas!
Nesta aula, Padre Paulo Ricardo aproveita o Ano Mariano que estamos vivendo para meditar sobre a Virgem Santíssima no mistério de Pentecostes.
Celebrar a Paixão do Senhor neste Ano Mariano é, mais do que nunca, celebrar a Compaixão da Virgem Santíssima.
Tomando como ponto de partida o hino Stabat Mater, pérola preciosa da poesia cristã, Padre Paulo Ricardo propõe, nesta aula, uma reflexão para nos ajudar a viver este tempo de graça, neste ano mais do que especial.
Continuando a séride postagens sobre o Rosário e os Mistérios Luminosos, apresento agora uma tradução de um texto do famoso articulista católico Christopher A. Ferrara publicado no site do jornal The Remnant no dia 23 de junho de 2010:
O “Novo” Rosário: já é tempo de dizer adeus

“Os fiéis vão concluir que o Papa mudou o Rosário, e o efeito psicológico será um desastre. Qualquer mudança nele não fará outra coisa que diminuir a confiança dos simples e dos pobres.” (Paulo VI)
Na edição de 15 de maio do The Remnant notei uma propaganda dos Cônegos Regulares de São João Câncio promovendo o “Rosário Tradicional” e recomendando que rezemos o “Saltério de Nossa Senhora – 150 Ave Marias”. A referência ao Saltério chama a atenção, pois o Rosário é modelado no antigo Saltério de Davi: são 150 canções para Maria (50 Ave Marias para cada um dos três mistérios – Gozosos, Dolorosos e Gloriosos -, uma oração trina à Mãe de Deus).
A referência ao Saltério chama a atenção por outra razão: indiretamente perfaz um comentário negativo sobre o “novo” Rosário de João Paulo II, que adicionou cinco “Mistérios Luminosos”, ou seja, mais 50 Ave Marias, à forma tradicional dessa devoção. Isso faz um total de 200 Ave Marias, o que destrói completamente a correspondência com os 150 Salmos; o Rosário não é mais o “Saltério de Maria”. Então, obviamente, ele também não é mais trino, já que se dividiria em quatro partes (Mistérios Gozosos, Luminosos, Dolorosos e Gloriosos).