Já trabalhei em outros dois textos (aqui e aqui) a comparação entre o lecionário do rito paulino e do rito romano tradicional, vamos agora a um exemplo concreto de um dos pontos que destaquei (de autoria de Peter Kwasniewski).

Uma das várias críticas que se fazem ao Lecionário do Novus Ordo é que ele não contém passagens que fizeram parte das leituras na missas durante séculos e séculos (e que ainda podem ser ouvidas onde se celebra no rito gregoriano) ou que editou pesadamente outras. Como percebe qualquer um que já olhou com atenção as leituras do rito paulino, pular versículos nessa forma litúrgica parece que era um passatempo dos seus “designers”, em especial quando a perícope tem muita “negatividade”.
Alguém pode então dizer:
– Vai se ter de pular algo se a intenção é incluir a maior quantidade possível da Bíblia, não é?
Todas as coisas criadas são intermediários, sinais, aparências. Mas algumas, dentre elas, são intermediários em segundo grau, sinas de sinais, aparências de aparências. Assim sucede com o dinheiro, as honrarias, os títulos, os prazeres artificiais, etc. E são precisamente estes fantasmas o objeto preferido da idolatria moderna, são estes bens ultra-relativos os que mais captam o nosso desejo de absoluto. Já se não adora o sol, as plantas ou os animais (que pelo menos têm o mérito de serem intermediários necessários entre o homem e o seu fim supremo), mas sim uma etiqueta política, uma condecoração, uma nota de papel.
