Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
Não assino embaixo de todas as conclusões do Pe. Paulo Ricardo nesse vídeo, mas o fato dele expor o tema remetendo a princípios e não a uma ridícula lista de pode e não pode já um progresso no tipo de abordagem que geralmente vemos católicos conservadores ou tradicionalistas fazerem.
Adeus à questão social
Texto do filósofo Ângelo Monteiro (publicado no Jornal do Commercio, de Recife):
Nunca deixou de me surpreender, após mais de dois milênios do advento de Cristo, uma certa imagem de cristão que costuma reduzir toda a existência neste mundo a uma singular preparação para a beatitude celestial. Como se o próprio ato de nascer não trouxesse já implícito um processo de realização em cada um do seu destino terrestre, ou como se a terra não passasse de um insípido espaço de espera até a chegada ao paraíso. Ora, esse desprezo aparente pelas coisas da terra não esconde senão subterfúgios visando mascarar a questão social que necessariamente envolve as relações humanas. Entretanto, sabemos muito bem que nem os santos se preparam apenas para o céu – como nos mostra a história das diferentes ordens religiosas -, pois não seria um autêntico santo aquele que não pretendesse, primeiro que tudo, aperfeiçoar as relações não só pessoais como sociais entre os homens.
Por isso mesmo, entregar a questão social, de mão beijada, à esquerda marxista e prometer o céu em vez de tentar acertar os caminho da terra é mais do que incúria e insensatez: constitui uma ausência completa de sensibilidade para com o próximo, de uma vez que com essa gente somente preocupada com o céu, deixou de haver tempo e lugar para cuidar das coisas da terra e, dessa forma, a hipocrisia afinal dispõe de um campo inteiramente aberto para o seu reinado, tanto em nome da fé quanto das necessidades sociais. Rezar passou, então, a servir de sinônimo de indiferentismo em face dos problemas mais urgentes que os homens costumam enfrentar e, entre eles, principalmente os que dizem respeito à sobrevivência material. Quando rezar, ao contrário, deveria representar antes o combate à morte, em suas múltiplas acepções, que morrer antecipadamente para as lutas inevitáveis deste mundo.
Até parece que a mensagem de solidariedade ensinada por Jesus de Nazaré deva fugir a qualquer contato com a justiça social: como se dependesse de Marx a solução dos problemas sociais e coubesse a Jesus unicamente levar as nossas almas para o céu… E, assim, a pregação dos profetas bíblicos, tão ressaltada por Jesus, se inverteu na falsa herança do socialismo – em sua enganação puramente ideológica – e o amor deixa de ser um sentimento de vida para se converter numa paixão que só se realiza após a morte… Nada a temer, portanto, dos que se acham para sempre à direita do Deus Pai.
Por que Jesus escolheu Judas?
Como compreender que Cristo chame ao ministério sagrado homens cuja infidelidade Ele prevê desde a eternidade?
Uma explicação mais completa sobre o marxismo cultural pode ser vista aqui.
O Primado do Supremo Pontífice

Publicamos este texto sobre o Primado universal do Papa, primeiramente, por ocasião da Festa de São Pedro [e São Paulo], dia do Papa e de seu Primado sobre a Igreja; em segundo, em atenção ao 962º aniversário da “excomunhão” [1] do herege e cismático Miguel Cerulário pelo Papa São Leão IX, que ocorrerá no dia 16 de julho.
O Primado Petrino é a doutrina da Igreja Católica a qual ensina que São Pedro é o Apóstolo mais excelso de Cristo e que essa superioridade é passada também aos seus sucessores, os Papas de Roma. Essa supremacia não é apenas de honra, mas jurídica e magisterial.
Como adversários dessa doutrina, temos os cismáticos autointitulados ortodoxos e os protestantes. Esses negam qualquer primazia a São Pedro (para alguns que a reconhecem, negam que tal honra pudesse ser passada aos sucessores, o que é o mesmo que negar a apostolicidade da Igreja); aqueles…
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VI artigo do Credo
“Subiu ao Céu; está sentado à mão direita de Deus Pai todo poderoso.”
O corpo de Cristo foi glorificado desde o instante de sua Ressurreição, mas durante os quarenta dias em que vai comer e beber familiarmente com seus discípulos (Atos X, 40-41) e instruí-los sobre a Igreja (Atos I, 3-4), sua glória permanece ainda velada sob traços de uma humanidade comum. O Divino Mestre, então, mostra-se pela última vez aos discípulos: declara que eles haveriam de ser testemunhas do Evangelho até os confins da terra, ergue as mãos, abençoa a todos e sobe ao Céu (Lucas XXIV, 50-51; Atos I, 7-9). A entrada da humanidade de Jesus na glória divina (simbolizada pela nuvem – Êxodo XIII, 21-22; Atos I, 9 – e pelo Céu) indica uma diferença de manifestação entre o ressuscitado e o exaltado à direita do Pai. O acontecimento ao mesmo tempo histórico e transcendente da Ascensão (ato de elevar-se pelas próprias forças) marca a transição de uma para a outra (Salmo XLVI, 2-6).
Sobre as canonizações

Texto a seguir faz uma comparação interessante entre o antigo processo de canonização e o processo reformado. Não temos necessariamente a mesma opinião do autor, mas o quadro comparativo é bastante interessante.
Sobre o assunto, há os seguintes textos: Advogado do diabo e Madre Teresa.
O texto originalmente aqui.
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Canonização: comparação do Velho vs. Novo
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