Uma explicação mais completa sobre o marxismo cultural pode ser vista aqui.
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
Uma explicação mais completa sobre o marxismo cultural pode ser vista aqui.

Publicamos este texto sobre o Primado universal do Papa, primeiramente, por ocasião da Festa de São Pedro [e São Paulo], dia do Papa e de seu Primado sobre a Igreja; em segundo, em atenção ao 962º aniversário da “excomunhão” [1] do herege e cismático Miguel Cerulário pelo Papa São Leão IX, que ocorrerá no dia 16 de julho.
O Primado Petrino é a doutrina da Igreja Católica a qual ensina que São Pedro é o Apóstolo mais excelso de Cristo e que essa superioridade é passada também aos seus sucessores, os Papas de Roma. Essa supremacia não é apenas de honra, mas jurídica e magisterial.
Como adversários dessa doutrina, temos os cismáticos autointitulados ortodoxos e os protestantes. Esses negam qualquer primazia a São Pedro (para alguns que a reconhecem, negam que tal honra pudesse ser passada aos sucessores, o que é o mesmo que negar a apostolicidade da Igreja); aqueles…
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“Subiu ao Céu; está sentado à mão direita de Deus Pai todo poderoso.”
O corpo de Cristo foi glorificado desde o instante de sua Ressurreição, mas durante os quarenta dias em que vai comer e beber familiarmente com seus discípulos (Atos X, 40-41) e instruí-los sobre a Igreja (Atos I, 3-4), sua glória permanece ainda velada sob traços de uma humanidade comum. O Divino Mestre, então, mostra-se pela última vez aos discípulos: declara que eles haveriam de ser testemunhas do Evangelho até os confins da terra, ergue as mãos, abençoa a todos e sobe ao Céu (Lucas XXIV, 50-51; Atos I, 7-9). A entrada da humanidade de Jesus na glória divina (simbolizada pela nuvem – Êxodo XIII, 21-22; Atos I, 9 – e pelo Céu) indica uma diferença de manifestação entre o ressuscitado e o exaltado à direita do Pai. O acontecimento ao mesmo tempo histórico e transcendente da Ascensão (ato de elevar-se pelas próprias forças) marca a transição de uma para a outra (Salmo XLVI, 2-6).

Texto a seguir faz uma comparação interessante entre o antigo processo de canonização e o processo reformado. Não temos necessariamente a mesma opinião do autor, mas o quadro comparativo é bastante interessante.
Sobre o assunto, há os seguintes textos: Advogado do diabo e Madre Teresa.
O texto originalmente aqui.
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Quem acordou para a vida após a virada do século, ou durante a primeira década desta centena, provavelmente não tem ideia de que o processo de revolução cultural que marcou o governo dos quadrilheiros do PT foi preparado pelo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Obviamente, em termos administrativos, institucionais e macroeconômicos não há muito de negativo a se falar da época dele, mas em termos de mudança de mentalidade, em especial no que se refere à cristalização de um esquerdismo fabiano e emasculado na classe média, o período em que o PSDB comandou foi decisivo para a mudança de mentalidade. Isso agora ficou patente em vários trechos do segundo volume dos Diários da Presidência de FHC, que retratam a rotina do comando do Brasil entre 1997 e 1998, como o seguinte (destaques meus):
Trecho de uma entrevista do diretor de novelas da Globo, Luiz Fernando Carvalho, ao Jornal do Commercio (Recife, 2 de abril de 2016):
A sensação que tenho é que o país, apesar de todos os avanços, necessita ser sempre redescoberto. Seu espírito muitas vezes eclipsado não se revela através de um retrato fácil e monolítico, algo que o passado tenha registrado e nos seja visto como definitivo e pronto. Tudo está em eterno movimento. Isso traz contradições e muita vida. Penso na frase de Guimarães Rosa: “O Brasil é indizível”.
(…)
Continuo interessado nos vetores míticos do país, numa espécie de escavação, em uma perspectiva histórica e ao mesmo tempo lúdica. Sei que na televisão isso é muito difícil e delicado, mas, sinceramente, esta é a tentativa: tocar nas contradições arquetípicas do país, nas coordenadas sociais e humanas que nos trouxeram até aqui. Somos multifacetados. Onde quer que se esteja, qualquer região, perceberemos sempre o espírito barroco dos contrários, das volutas nos elevando e nos soterrando. Somos um país profundo.