Os últimos acontecimentos na Turquia, que infelizmente não resultaram na derrubada do populista islâmico Erdogan, mostram, de modo claro, como a tese de golpe, isto é, de um movimento sem lastro popular, defendida pelos aloprados da esquerda no que se refere ao impechment de Dilma, é uma lorota. Lá, goste eu ou não, Erdogan contou com a massa que foi à rua para defendê-lo, e defendê-lo a ponto de perder a vida; aqui ninguém se mexeu, num claro sinal da legitimidade de todo o processo de retirada da Apedeuta do poder.
Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
O sal pode perder o sabor?
Recebi o seguinte questionamento de Cristina:
Em Mateus V, 13 lemos:
Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
Como isso é possível? O sal pode perder o sabor? Esse ensino se baseia numa possibilidade fictícia? Recebi essa pergunta de um ateu.
Não, Ele não se enganou!
Mas, em primeiro lugar, vale lembrar que o valor espiritual do que está dito é que importa, seja usando um exemplo real, seja um fictício. O sal é um conservante, assim, a ilustração de Nosso Senhor significa que seus discípulos deviam proteger outros da degradação espiritual e moral.
Agora, falando sobre a possibilidade do sal perder seu gosto peculiar, a The International Standard Bible Encyclopedia diz: “O sal da região do Mar Morto geralmente estava misturado com outros minerais e podia acabar se dissolvendo, sobrando apenas uma substância sem gosto”. Portanto, podemos entender por que o Divino Mestre descreveu essa substância como algo que “para mais nada serve senão para ser lançado fora”. A enciclopédia acrescenta: “Embora o sal do Mar Morto fosse inferior à maioria dos outros sais marinhos por causa de sua impureza, ele era a principal fonte de sal da Palestina em vista de seu fácil acesso (podia ser simplesmente recolhido à beira mar).” Para mim isso ainda acrescenta outra lição espiritual: todos os que são “impuros”, caso venham a ser “recolhidos pela graça”, podem se tornar “conservantes espirituais”!
Bebendo catolicamente

A vida de São Luís Gonzaga
Não assino embaixo de todas as conclusões do Pe. Paulo Ricardo nesse vídeo, mas o fato dele expor o tema remetendo a princípios e não a uma ridícula lista de pode e não pode já um progresso no tipo de abordagem que geralmente vemos católicos conservadores ou tradicionalistas fazerem.
Adeus à questão social
Texto do filósofo Ângelo Monteiro (publicado no Jornal do Commercio, de Recife):
Nunca deixou de me surpreender, após mais de dois milênios do advento de Cristo, uma certa imagem de cristão que costuma reduzir toda a existência neste mundo a uma singular preparação para a beatitude celestial. Como se o próprio ato de nascer não trouxesse já implícito um processo de realização em cada um do seu destino terrestre, ou como se a terra não passasse de um insípido espaço de espera até a chegada ao paraíso. Ora, esse desprezo aparente pelas coisas da terra não esconde senão subterfúgios visando mascarar a questão social que necessariamente envolve as relações humanas. Entretanto, sabemos muito bem que nem os santos se preparam apenas para o céu – como nos mostra a história das diferentes ordens religiosas -, pois não seria um autêntico santo aquele que não pretendesse, primeiro que tudo, aperfeiçoar as relações não só pessoais como sociais entre os homens.
Por isso mesmo, entregar a questão social, de mão beijada, à esquerda marxista e prometer o céu em vez de tentar acertar os caminho da terra é mais do que incúria e insensatez: constitui uma ausência completa de sensibilidade para com o próximo, de uma vez que com essa gente somente preocupada com o céu, deixou de haver tempo e lugar para cuidar das coisas da terra e, dessa forma, a hipocrisia afinal dispõe de um campo inteiramente aberto para o seu reinado, tanto em nome da fé quanto das necessidades sociais. Rezar passou, então, a servir de sinônimo de indiferentismo em face dos problemas mais urgentes que os homens costumam enfrentar e, entre eles, principalmente os que dizem respeito à sobrevivência material. Quando rezar, ao contrário, deveria representar antes o combate à morte, em suas múltiplas acepções, que morrer antecipadamente para as lutas inevitáveis deste mundo.
Até parece que a mensagem de solidariedade ensinada por Jesus de Nazaré deva fugir a qualquer contato com a justiça social: como se dependesse de Marx a solução dos problemas sociais e coubesse a Jesus unicamente levar as nossas almas para o céu… E, assim, a pregação dos profetas bíblicos, tão ressaltada por Jesus, se inverteu na falsa herança do socialismo – em sua enganação puramente ideológica – e o amor deixa de ser um sentimento de vida para se converter numa paixão que só se realiza após a morte… Nada a temer, portanto, dos que se acham para sempre à direita do Deus Pai.
Por que Jesus escolheu Judas?
Como compreender que Cristo chame ao ministério sagrado homens cuja infidelidade Ele prevê desde a eternidade?