Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
A impersonalidade do filósofo
Um trecho sensacional escrito por Sertillanges, em “As grandes teses da filosofia tomista” sobre a impersonalidade de Santo Tomás:

Aquela originalidade pretensiosa que procura pôr em relevo o pensador, essa é tão alheia a Santo Tomás, que nunca dele nos lembramos embora guiados pelo seu pensamento. É que ele pensa com tanta intensidade e pureza, concentra-se de tal modo no objeto que nenhuma atenção lhe fica para o sujeito que pensa. Absorve-se inteiramente na sua obra; não consente em sacrificar à ostentação a menor parcela do seu tempo tão precioso; não quer enfraquecer o espírito que julga já tão impotente perante as dificuldades da ciência. Tudo nele se coordena para o mesmo fim, sem aparecer a força coordenadora. Procura sintonizar o pensamento e o ser, tarefa eminentemente impessoal, empreendimento universal. Orientadas todas as suas energias para o fim a atingir, como havia ele de deter-se em exibições espetaculosas!
O apelo da beleza
O Cardeal Raymond Leo Burke, então Prefeito da Signatura Apostólica, fala sobre o apelo da beleza e precisão do rito gregoriano.
Um texto do confrade Álvaro Antônio da Costa:
“Dê-me Senhor, agudeza para entender, capacidade de reter, método e a faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.”
São Tomás de Aquino
Capítulo 1. O ofício do sábio
São Tomás de Aquino inicia sua Summa Contra os Gentios evocando Aristóteles, que em suas palavras é chamado de “O Filósofo”. São Tomás explica – a partir de Aristóteles – que “é próprio do sábio colocar as coisas em ordem”. A ordem traz luz à memória e à inteligência. Citando São Paulo, São Tomás também afirma que o sábio deve colocar as coisas como um bom arquiteto (1 Cor 3, 12). Citando novamente Aristóteles, São Tomás diz que o ofício do sábio é “estudar as coisas mais altas”.
Por princípio, São Tomás tece um breve diálogo com a Metafísica de Aristóteles; utilizando, também, passagens do Evangelho. São Tomás de Aquino encerra essa parte comentando a imagem do motor imóvel aristotélico e afirmando que o ofício do sábio é meditar sobre esse princípio para que seus lábios testemunhem a verdade [1].
Eu não sou sedevacantista e nem considero o Varticano II algo necessariamente negativo e causador, em si mesmo, da crise que vivemos, mas, desde os tempos do finado Orkut, sempre procurei compreender o sedevacantismo de uma forma neutra, tomando-o como um fenômeno sociológico-eclesial com que se tem de lidar de maneira adulta e não com uma rejeição preconceituosa. Por isso, escrevi o conhecido Catecismo sobre o sedevacantismo e vez ou outra publico algo relacionado a essa tendência.
"Dia de Reis"? Que Reis?
Pouco se fala, em nossos dias, da Festa em que se comemora o Dia de Reis, ou o dia dos Reis Magos. Quem foram esses personagens, uma lenda? Uma ficção? Nelson Ribeiro Fragelli deslinda esse mistério.
Texto de Karlos Guedes
Uma crença religiosa que parece não ter muitos adeptos no mundo cristianizado é o espiritismo. Entretanto, em terras tupiniquins, ela tem uma popularidade impar. Some-se ao desprezo pela moral, a falta de transcendência e de rigor dogmático. Esta heresia goza da incrível capacidade de sincretismo. Talvez nessas considerações seja possível entender a simpatia por ela aqui no Brasil.
O princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação, ou seja, a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna ao mundo material em outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o retorno sob a forma de outras espécies.
