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Apologética Bíblia

A Sagrada Escritura na Idade Média: desfazendo mitos

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Espiritualidade Teologia

O Inferno está vazio?

Segundo o famoso teólogo e cardeal eleito Hans Urs von Balthasar, todo bom cristão deveria esperar que o Inferno estivesse vazio. Esta sugestão, porém, levou alguns teólogos afoitos a dizerem, categoricamente, que ele realmente está vazio.

Nesta semana em que celebramos o centenário da visão do Inferno, mostrado aos três pastorinhos por Nossa Senhora em Fátima, Padre Paulo Ricardo nos convida a uma meditação sobre a eternidade. Afinal, o Inferno está vazio?

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Sociedade

Tirania do bom mocismo

De todas as tiranias, aquela exercida sinceramente em prol do bem de suas vítimas talvez seja a mais opressiva. É melhor viver sob exploradores ladrões do que sob a onipotência moral dos intrometidos. A crueldade dos exploradores às vezes adormece, sua cobiça pode ser saciada em algum momento; mas aqueles que nos atormentam em nome do nosso próprio bem nos atormentarão para sempre, porque eles o fazem com a aprovação de sua próprias consciências.

– C.S. Lewis

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Espiritualidade Nossa Senhora Teologia

Maria depois de Pentecostes

Desde a sua Imaculada Concepção, os dons do Espírito Santo foram derramados abundantemente em Nossa Senhora. Mesmo assim, aquela que já era “cheia de graça” torna-se Mãe de Deus pelo “poder do Espírito Santo”. Somos então tentados a dizer que a Virgem Santíssima já teria esgotado todas as possibilidades de uma criatura receber o Espírito Santo. Mas a generosidade de Deus não tem medidas!

Nesta aula, Padre Paulo Ricardo aproveita o Ano Mariano que estamos vivendo para meditar sobre a Virgem Santíssima no mistério de Pentecostes.

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Brasil profundo

Nascemos do sangue dos mártires

Depois de muito se prepararem para vir ao Brasil, o Beato Inácio de Azevedo e seus amigos acabaram morrendo no meio do caminho, sem que jamais chegassem a aportar em nossa terra. O que parecia ser um fracasso a olhos humanos, no entanto, reverteu em nosso próprio proveito espiritual: Deus viu, afinal, que para a conversão do Brasil eram mais importante os méritos dos mártires do que a ação dos apóstolos. Inácio queria dar alguma coisa a Deus, mas Deus… queria Inácio.

Neste dia em que celebramos a memória destes bravos missionários, Padre Paulo Ricardo faz uma reflexão sobre o martírio que eles mereceram e sobre a vocação com que fomos agraciados — “Terra de Santa Cruz” —, desde o início de nossa fundação.

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Hesicasmo

Em dezembro de 2011 a consócia Maria de Lysle, da antiga comunidade Apologética Católica do Orkut, traduziu o verbete da Enciclopédia Católica sobre o hesicasmo, um assunto que vez ou outra causa tensão em certos círculos católicos, em especial após os contatos com os cismáticos orientais terem se tornado mais constantes. Eu guardei esse texto e agora o publico (é bom ressaltar, contudo, que alguns “ortodoxos” contestam o que ele diz sobre os exercícios respiratórios):

A história do sistema místico defendido pelos monges de Athos, no século XIV, representa um dos mais curiosos capítulos da história da Igreja Bizantina. Em si mesmo uma especulação obscura, resultou na mais áspera extravagância mística, tornou-se o lema de um partido político, e, incidentalmente, implicou novamente na eterna controvérsia com Roma. Ele é o único grande movimento místico da Igreja Ortodoxa. Ehrhard o descreve corretamente como uma “reação nacional da teologia grega contra a invasão da escolástica ocidental” (Krumbacher, Byzat Litt, p. 43). A melhor forma de descrever o movimento é primeiro explicar o ponto em questão e depois a sua história.

O sistema hesicasta

Hesicastas (hesychastes – quietistas) designam pessoas, quase todas monges, que defendiam a teoria de que é possível, através de um sistema ascético, desprender-se das preocupações do mundo, sob a direção de um mestre adequado, oração, e especialmente do completo relaxamento do corpo e da vontade, contemplar a luz mística, que não é outra coisa senão a luz incriada de Deus. A contemplação desta luz é o mais alto objetivo do homem na terra; e desse modo um homem torna-se  unido a Deus da forma mais íntima possível. A luz vista pelos hesicastas é a mesma que se manifestou na Transfiguração de Cristo. Não é um mero fenômeno criado mas a eterna luz de Deus mesmo. Não é a divina essência; nenhum homem pode ver Deus face a face neste mundo (João 1,18) mas sim a divina ação ou operação. Pois em Deus a ação (energeia, actus, operatio) é realmente distinta da essência (ousia). Havia um processo adequado para ver a luz incriada, o corpo deveria permanecer imóvel por um longo tempo, o queixo pressionado contra o peito, a respiração presa, os olhos voltados para dentro, e assim por diante. Então, no tempo próprio, o monge começava a ver a luz maravilhosa. A semelhança deste processo de auto sugestão com o dos faquires, sanyasis e outros povos do Oriente é óbvia.

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Política

Lula condenado, Temer “absolvido”

Complementando essa reflexão do Conde sobre a sentença de Lula, e resumindo o comportamento do Apedeuta durante o processo, o seguinte texto de J. R. Guzzo (Veja, 19 de julho de 2017) me parece certeiro:

Melhor assim

Eis aí, enfim, o ex-presidente Lula condenado a nove anos e tanto de cadeia por corrupção pela Justiça Penal do Brasil. Está colhendo o que plantou. Depois de arruinar a própria biografia, desmanchar com a sua conduta os mitos que criou em torno de si e aparecer na frente do país inteiro como a pessoa que realmente é, igual ao rei nu do conto para crianças, Lula tem agora uma selva escura pela frente. Constata, chocado, que realmente não está acima da lei, como no fundo sempre acreditou que estivesse. Ele sabia, naturalmente, que as coisas tinham ficado feias desde o início das investigações da Operação Lava-Jato. É claro que também sabe exatamente o que fez, e sabe disso melhor que ninguém. Ainda assim, confiante na força do Brasil Velho que abraçou de corpo e alma, esse Brasil onde quem manda não paga, achou que jamais poderia ser enfrentado por um “juizinho” do interior do Paraná, formado na Faculdade de Direito de Maringá e desconhecido pelas bancas milionárias de advogados do circuito Brasília – São Paulo – Rio de Janeiro. Sérgio quem? Sérgio Moro? Quem é esse cara para mexer com o maior presidente que o Brasil e o mundo já viram? Quando o oceano de corrupção em seus dois governos começou a vazar, Lula tinha certeza de que era capaz de andar sobre a água, como Jesus Cristo – só que conseguia andar melhor que ele. Com o tempo, foi vendo que não era bem assim. Acabou virando, em 12 de julho de 2017, o primeiro presidente da história do Brasil a ser condenado por violar o Código Penal.

Em nenhum momento, desde o primeiro dia de seus problemas com a Justiça Criminal, Lula preocupou-se em apresentar uma defesa baseada em argumentação jurídica, como faz qualquer réu acusado de um crime. Declarou, logo de cara, que era um “perseguido político”. Achou que podia resolver o seu problema fazendo acusações contra o juiz, os promotores e o sistema judiciário em geral, como se os réus fossem eles. Não respondeu a nenhuma das acusações que recebeu – não com algum fato concreto ou verificável. Imaginou que “tribunais internacionais”, por algum milagre legal, iriam substituir Sérgio Moro e absolvê-lo dos crimes pelos quais acabou condenado – e muita gente boa levou essa palhaçada perfeitamente a sério. Seus advogados desrespeitaram abertamente o juízo e tentaram o tempo todo tumultuar o andamento do processo com chicanas, provocações e muitas das piores práticas da profissão legal. Acostumado a meter medo em tucanos, que vivem em pânico de contrariá-lo, Lula levou um susto quando ficou cara a cara com Moro e descobriu que não havia a possibilidade de assustar o moço de 44 anos que o interrogava; chegou ao fim da audiência em estado de desmanche. Pensou, também, que exércitos do MST, da CUT, dos sem-teto, etc, iriam encher as ruas com multidões em sua defesa; não aconteceu nada. Cansou de repetir que só estava sendo processado porque “eles não querem que eu ganhe as eleições de 2018”. Eles quem? Não colou. Finalmente, deu o assunto por resolvido de uma vez declarando que tinha “provado” a sua “inocência”. Convenceu o PT e os militantes, mas não convenceu quem realmente precisava ser convencido – o juiz.

O Brasil fica melhor com a condenação de Lula. Sempre é problemático dizer que alguma coisa melhorou quando se vê o espetáculo deprimente oferecido todos os dias por uma porção tão grande da máquina judicial brasileira – ou com a impunidade que continua a beneficiar tantos criminosos com poder e dinheiro. O que dizer de um país em que o procurador-geral da República, com apoio do Supremo Tribunal Federal e de maneira até agora inexplicável, presenteia com o perdão perpétuo um criminoso bilionário que confessa mais de 200 crimes – uma aberração que não tem paralelo em nenhuma sociedade civilizada? Algo está errado quando o ex-presidente toma mais de nove anos de prisão no lombo e os Joesley desse país recebem medalhas de honra ao mérito. Mas é fato que o Brasil, desde a sentença, ficou mais longe da Venezuela. Na véspera, o país sonhado por Lula e pelo PT apareceu com sua verdadeira cara, mais uma vez, quando um amontoado de senadoras rasgou as leis em vigor e quis proibir, com um ato de selvageria, que o Senado votasse a reforma trabalhista. Perderam, porque a sua disposição revolucionária durou apenas seis horas, o tempo de validade de uma quentinha. Elas e outros tantos continuarão, é claro, tentando virar a mesa depois da condenação do chefe – mas seu projeto, agora, vai dar mais trabalho do que gostariam.

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Bíblia Contrarrevolução

Notas sobre o Apocalipse e o ateísmo

Notas em áudio de Mário Ferreira dos Santos sobre a interpretação do Apocalipse e sobre o ateísmo militante:

Mário Ferreira dos Santos