Ontem fui ver Alien, o Resgate na seção de clássicos da X Janela Internacional de Cinema do Recife e presenciei uma cena que mostra bem toda a paranoia dos esquerdopatas: o competente, mas sempre pernóstico e perigoso Kleber Mendonça, ao ser cumprimentado por Josias Teófilo, diretor do documentário sobre as ideias de Olavo de Carvalho, esnobou seu colega, recusando-se a apertar as mãos dele com um gesto ridiculamente infantil. Logo se vê que a tolerância e defesa da pluralidade que Kleber diz ter é só para quem recita sua cartilha; ao invés de aparar arestas, sinal de maturidade, ele prefere suscitar rusgas de fundo político, incendiando ainda mais o cenário para as eleições do ano que vem. Isso para não falar de uma alfinetada nas legendas do filme, onde epíteto de “coxinha” foi usado para qualificar um dos personagens.
Autor: Thiago
Brasileiro nos costumes, trabalhista na economia, lusotropicalista na religião 😉
Rostos juntos aos ícones
Entre as várias efemérides comemoradas este ano (como os 500 anos da revolta protestante e os 300 do achamento da imagem de Nossa Senhora Aparecida) temos os 100 anos da Revolução Russa, evento histórico que foi a culminância de um processo multissecular de afastamento dos homens de Deus e de seu Corpo Místico (a Igreja), e que jogou o século XX num mar de sangue nunca visto antes.
Não é, portanto, sem admiração que constato a volta da Rússia ao cristianismo; é bem verdade que não ao cristianismo em sua forma plena, isto é, ao catolicismo, mas, de qualquer forma, após ela ter “espalhado seus erros pelo mundo”, a elevação espiritual sincera, que sempre levará à Barca de Pedro, só podia se dar por etapas. Isso pode ser notado de um modo certeiro no seguinte vídeo (só faço um alerta para o erro que o Arcebispo de Moscou comete no começo, ao dizer que a conversão da Rússia não significa conversão ao catolicismo):

Em 2010 publiquei um texto que analisava o fato da esquerda instrumentalizar a palavra fascista (assim como certa direita, diga-se de passagem, faz com termo comunista) para mil e um propósitos, todos distantes do rigor acadêmico; hoje a tarde, na UFPE, recebi um fruto concreto disso: um panfleto contrário a exibição do documentário O Jardim das Aflições, por ele supostamente ser uma peça publicitária da “direita fascista”. Julguem por si mesmos:


Curso sobre a ideologia de gênero
Começa hoje, às 19:30h, um curso sobre a ideologia de gênero a ser ministrado na igreja de Nossa Senhora da Soledade, em Recife, pelo Prof. Aluísio Dantas. Os encontros vão se estender por três segundas-feiras, sempre no mesmo horário (19:30h às 21:30h). Vejam a programação:
23/10 – Percepção da Realidade e Restauração do Senso Comum – O Problema da Verdade
30/10 – Fundamentos Teóricos e Perspectiva Histórica da Ideologia de Gênero
06/11 – A Agenda de Gênero – Dessensibilização e Implantação
A inscrição é gratuita e feita na hora.
A mensagem de Aparecida
Jardim na UFPE

O Jardim das Aflições, o filme que não deveria existir, mostra parte da vida e do pensamento do filósofo Olavo de Carvalho, autor de livros como O Imbecil Coletivo, Aristóteles em nova perspectiva, o best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota e O Jardim das Aflições, livro que serviu de base ao documentário.
A exibição acontecerá na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dia 27/10, sexta feira, às 16h, no Auditório Barbosa Lima Sobrinho, CFCH. Contará com a presença do escritor Ronaldo Castro de Lima Júnior e de Josias Teófilo, diretor do filme.