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Catequese Nossa Senhora

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Com grande júbilo e gratidão, celebramos hoje a Solenidade da Rainha e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Foi em outubro de 1717 que se deu o aparecimento milagroso e tão ditoso da singela imagem da Imaculada Conceição, nas águas do rio Paraíba. Assista à homilia de hoje, 12 de outubro, e descubra o zelo materno de Nossa Senhora pelos filhos desta Terra de Santa Cruz.

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Eclesiologia

Ramalhete e o “medievalismo bergogliano”

Ontem coloquei nas leituras selecionadas um texto do Prof. Carlos Ramalhete publicado no Medium no qual ele analisa o pontificado de Francisco segundo um marco histórico-sociológico traçando a caminhada administrativa e pastoral da Igreja da Idade Média até Trento e de Trento até os nossos dias. É interessante que várias das conclusões a que ele chega, em especial no que tange às conseqüências da burocratização da vida eclesial com a contra-reforma, é algo que eu mesmo já tinha notado antes, embora que com mais ênfase no período pós-Vaticano I; todavia, o ponto central do argumento final dele é, para mim, um completo non sense.

Em primeiro lugar, não vi nenhuma correlação lógica entre o desenvolvimento do texto e o governo de Bergoglio. Reconhecer a formação de uma rigidez administrativa que se refletiu na vivência da fé é um dado incontestável, mas dizer que Francisco é o primeiro Papa a quebrar com ela me parece puro cronocentrismo. As reformas paulinas foram muito mais impactantes na sua época que qualquer coisa feita pelo Soberano Pontífice atual e, em certo sentido, a segurança jurídica proporcionada pelo legado canônico de São Pio X (Código de Direito Canônico de 1917, regras para a Comunhão, harmonização do calendário, etc.) também proporcionou uma quebra com o tipo de conhecimento esotérico que toda burocracia degenerada adora usar (isto é, regras pouco claras que tolhem a espontaneidade).

Em segundo lugar, Francisco não está desconcentrando poder, mas fazendo precisamente o contrário. Enquanto joga para mídia uma imagem de alternativo aberto ao debate, ele tolhe a autonomia dos mosteiros femininos, das dioceses e, ao estilo de muitos bispos, abre discussões cujas conclusões já estão decididas. E qual foi mesmo o incentivo dado a devoções populares consagradas? Fazer pouco de uma campanha de recitações do terço se enquadra nisso? Certamente que não!

Portanto, Francisco não é medieval, ao contrário, é muito moderno. O centralismo democrático, com pitadas de espetáculo, é o mote de seu governo.

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Humor Política Sociedade

Qual o idiota mais chato?

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Filosofia História Sociedade

Marilena Chaui: de que buraco saiu?

O vídeo comentado é este.

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Arte Vida

Em casa

Semana passada, um amigo que está estudando em Portugal recebeu a notícia do falecimento de seu avô e escreveu o seguinte texto que agora compartilho com os leitores:

Foi com surpresa que recebi a notícia:

– O seu avô está no hospital, em estado grave.

Foi um choque. Como seria possível, assim, de uma hora pra outra? Logo me pus de joelhos, chorando, a rezar a velha oração aprendida da minha avó, nas noites da infância:

Ave Maria, cheia de graça…

E assim que pude, corri ao hospital.

A cena era arrasadora. Vi a angústia nos olhos da minha avó; o cansaço no rosto da minha mãe. E ele, desacordado, cheio de tubos, agulhas, fios, agonizando. Contrariando as regras, cheguei junto ao leito, acarinhei a sua cabeça e lhe disse ao ouvido: “Força, vô, eu estou aqui. Que Deus o proteja”.

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Apologética

A “temporalidade” da Igreja

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Liturgia

Quadro comparativo entre ritos latinos

Apresento aos leitores um interessantíssimo quadro comparativo entre os ritos latinos como estavam na Idade Média:

Synopisis Ritum

Alerto, contudo, que certas simplificações inevitáveis foram feitas, como, por exemplo, no caso dos prefácios, onde só foi apresentado o mais comum, já que certos ritos, como ambrosiano, possuem um prefácio diferente para quase todas as missas.

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Liturgia

Sanctus: um pequeno comparativo

Tanto no rito gregoriano quanto no paulino as últimas palavras do Prefácio levam diretamente ao Sanctus:

Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos exércitos celestes.
Plenos estão o céu e a terra de vossa glória.
Hosana nas alturas.
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas.

O texto, baseado em Isaías VI, 3, já era usado em liturgias orientais desde pelo menos a segunda metade do terceiro século ou o começo do quarto século. Os Padres Latinos do mesmo período que comentaram sobre a citada passagem bíblica, não fazem nenhuma alusão ao seu uso litúrgico.

Os liturgistas parecem divididos sobre o momento em que o Sanctus foi introduzido na liturgia de Roma, e se ele era cantado pelo povo. De qualquer forma, por volta do oitavo século sabemos que ele não era cantado nem pelo celebrante nem pelo povo, mas pelos subdiáconos regionais.

No rito tradicional, o padre recita o Sanctus (com ou sem o povo) e imediatamente começa o Canon (numa Missa Solene o diácono e o subdiácono também o recitam). Numa Missa Cantada, enquanto o celebrante, num tom baixo, recita essa oração e começa a parte central da liturgia, o coro (acompanhado ou não pelo povo) canta o seu texto. As rubricas prescrevem que o sacerdote faça uma inclinação moderada enquanto diz a oração e o sinal da cruz na frase “Bendito o que vem em nome do Senhor”.

No rito paulino o presidente e a assembleia devem cantar ou recitar o Sanctus juntos. Se a congregação cantar, naturalmente, as melodias empregadas devem ser bem simples. Os cantos gregorianos mais complexos (presumindo que a “pastoral litúrgica” queira usá-los) devem ser postos de lado, assim como todo o tesouro da música polifônica composto para corais do século XVI em diante.

Observa-se, portanto, que a insistência de que o Sanctus seja uma música congregacional é mais um pequeno divórcio do rito moderno de tudo que veio antes dele.

Fontes:

Cekada, Anthony. Work of the Human Hands, p. 308. Philotea Press, EUA, 2010.

De Musica Sacra et Sacra Liturgia, n. 31, c.

Instrução Geral do Missal Romano, n. 79, b.