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Liturgia

III Domingo do Advento

TerceiroDomingodoAdvento“Eu sou, diz João Batista, a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.” (Evangelho)

São João Batista é, como Isaías e a Santíssima Virgem, uma das três grandes figuras que enchem o Advento. Ao mesmo tempo Profeta do Messias (o último dos Profetas) e testemunha de Cristo (foi o primeiro a pregar às multidões a sua vinda).

São João Batista suscitado por Deus para preparar os caminhos do Senhor continua como outrora a cumprir sua missão junto de nós. A Santa Igreja compraz-se em repetir-nos o testemunho de Precursor, as suas exortações à penitência, e aponta-no-lo como exemplo de profunda humildade. Como os homens o tomassem por Cristo, humilhou-se até o ponto de se declarar indigno de desatar os cordões de seus sapatos. As suas exortações conservam ainda hoje toda a importância. O Salvador, que para nós já veio, está para vir ainda a muitas almas que continuam a ignorá-lo. Nós mesmos devemos recebê-lo cada vez mais em nossas almas. Na festa do Natal realiza-se a nossa filiação divina. Além disso, devemos preparar-nos para a última vinda do Senhor, em que Ele virá julgar-nos sobre a maneira como O recebemos neste mundo. A Igreja prepara-nos assim para a festa do Natal e também para essa última vinda de Jesus. A grande alegria dos cristãos a qual nos convida a Igreja, é a de sentirmos que o dia do Senhor se aproxima, dia em que virá cheio de glória para nos introduzir conSigo na cidade celeste. Façamos votos para que o Natal nos prepare para esse grande dia que o Apóstolo diz estar próximo e para que ele se realize depressa. Todas essas aspirações do Advento, estes “Vinde”, são como que o eco dos Profetas e daquele “Veni” com que São João termina o Apocalipse: “Vinde Senhor Jesus!” é a última palavra do Novo Testamento. Como sinal de alegria, tocam-se os órgãos à Missa solene e o sacerdote pode usar paramentos rosa, os quais simbolizam a alegria da Jerusalém celeste. Alegra-te, Jerusalém, com grande alegria, porque a ti virá o Salvador, aleluia (2ª ant. De Vésperas). “Per adventum tuum libera nos, Domine”, cantamos nós nas ladainhas dos Santos.

III Domingo do Advento

III Domingo do Advento – livreto

Jornal – III Domingo do Advento

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Bíblia Ciência

Bíblia e mudança nos seres

Um leitor pergunta:

Será que o relato bíblico dá espaço à possibilidade de os seres vivos sofrerem mudanças como prega o evolucionismo?

Eu entendo que sim.

A Sagrada Escritura diz que Deus criou os seres vivos “segundo a sua espécie” (Gênesis I, 11-12, 21, 24-25). Desse fato surgem duas perguntas com respostas diferentes:

1) Será que pode haver certa medida de variação dentro de cada espécie, ou seja, de cada categoria de planta e animal? Sim.

2) Será que as adaptações observadas dentro de uma categoria provam que novas categorias podem surgir pela evolução? Não.

Considere um exemplo. Nos anos 70, pesquisadores estudaram tentilhões das ilhas Galápagos. Eles notaram que mudanças climáticas fizeram com que os pássaros com bico um pouco maior tivessem mais chance de sobreviver do que os com bico menor. Segundo alguns, isso era uma prova da evolução. Mas era mesmo ou tinha acontecido apenas uma adaptação? Anos mais tarde, os pássaros com bico menor voltaram a ser maioria na população de tentilhões. Isso levou alguns estudiosos a concluir que embora a adaptação possa ajudar uma espécie a sobreviver, ela não cria nada novo.

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Liturgia

O dom eterno

O Venerável Fulton Sheen comenta (em inglês) o rito gregoriano numa filmagem de uma Missa solene do Domingo de Páscoa em 1941.

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Espiritualidade

A tragédia das almas retardatárias

Há uma doença mortífera ameaçando a Igreja, sem que ninguém se dê conta: são as almas retardatárias. Vários autores espirituais apontam este fenômeno como causa da grande decadência de seminários, congregações religiosas, paróquias e movimentos eclesiais. Em que consiste este câncer que vai, silenciosa e sorrateiramente, tirando a vida da Igreja?

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Ética e moral Filosofia

Diálogos Impertinentes – Moral

Debate entre o filósofo Olavo de Carvalho e o doutor em teologia e frei dominicano Carlos Josaphat sobre o tema “A Moral”, no programa Diálogos Impertinentes (transmitido pela TV PUC-SP em 20 de setembro de 1998).

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Liturgia

Domingo dentro da Oitava do Natal

ApresentaçãoEis que Este é posto para a ruína e a ressurreição de muitos em Israel (Evangelho)

“Quando tudo repousava em profundo silêncio”, na santa noite do Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma criancinha (Intróito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração), pois antes de sua vinda, enviado pelo Pai, para que também recebêssemos a adoção de filhos de Deus, o homem era como um herdeiro na sua menoridade que em nada se distinguia de um escravo. Pelo contrário, agora que a lei nova nos emancipou da tutela antiga, “nenhum de vós é servo, mas filho” (Epístola). Desta maneira o culto dos filhos de Deus resume-se nesta palavra proferida com Jesus: “Pai” (Epístola).

O Evangelho descobre-nos qual será o grandioso papel, no futuro, deste Menino cuja manifestação começa hoje no Templo. É o Rei cujo reino penetrará até o interior dos corações. Será para todos a pedra de toque, pedra de escândalo para os que O rejeitarem, e pedra angular de suporte para os que O receberem.  A criancinha será o Homem das Dores, a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós o presépio e a cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos “tomar o Menino” com sua Mãe e com eles caminhar para a vida eterna.

Domingo dentro da Oitava do Natal

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Domingo dentro da Oitava do Natal – jornal

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Catequese Espiritualidade

Como combater as distrações durante a oração?

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Liturgia

Sagrada Família

Sagrada-Familia-arte-cusquenha“Jesus veio para Nazaré e vivia sujeito a eles” (Evangelho)

Com a Igreja fazemos hoje uma visita à casa de Nazaré. A Sagrada Família é um exemplo para a família cristã.

“Não era acaso conveniente, diz São Leão, celebrar o nascimento real do Filho do Pai eterno, a Casa de David, e os nomes gloriosos dessa antiga linhagem? Mas é mais doce ainda para nós recordar a pequena casa de Nazaré e a humilde existência que aí se passa; é mais doce celebrar a vida obscura de Jesus. É aí que o Divino Infante se exercita no humilde ofício de José, aí, na sombra, cresce em idade, mostrando-se feliz por partilhar dos trabalhos de S. José.

Que o suor, diz ele, banhe os membros antes de os inundar a efusão do sangue redentor, que a mortificação do trabalho, sirva também de expiação para o gênero humano. Junto do Menino se encontra sua terna Mãe, junto do Esposo a Esposa dedicada. Como ela se julga feliz em poder aliviar, com afetuosos cuidados, as sua penas e fadigas.” “Ó vós que não fostes isentos nem de preocupações nem de trabalhos, e que conhecestes o infortúnio, olhai para os desgraçados que lutam contra as dificuldades da vida e se veem na indigência” (Hino de Matinas).

Na humilde casa de Nazaré, Jesus, Maria e José santificaram a vida familiar pelo exercício das virtudes domésticas (Oração). Praticaram a humildade, a paciência, a moderação, a ajuda mútua, a caridade, o respeito e a obediência, de que nos falam a Epístola e o Evangelho da Missa. Vivendo sempre no recolhimento e na oração, encontraram a alegria e a paz. Oxalá a grande família que é a Igreja e cada lar cristão pratique na terra as virtudes que praticou a Sagrada Família a fim de que possa viver um dia em sua santa companhia no Céu (Oração).

Sagrada Família

Sagrada Família – livreto

Sagrada Família – jornal

Sagrada Família – jornal – livreto