Vocação dominicana
Trechos de um vídeo vocacional dominicano de 1964. Quanta diferença do que temos hoje!
Prof. Sidney Silveira, grande conhecedor e principal divulgador da obra de Santo Tomás de Aquino no Brasil, além de coordenador de duas coleções de publicações de títulos medievais no Brasil, ministrará um minicurso em Sorocaba: «A Metafísica da Lei: uma visão tomista », promovido pelo IFE-Sorocaba. O minicurso acontecerá nos dias 22 e 23 de janeiro de 2016, na Faculdade de Direito de Sorocaba (FADI).
Abaixo, a ementa:
• PRIMEIRO DIA
Vínculos metafísicos entre o direito e a moral
1- A essência da lei
2- O fim da lei
3- Os efeitos da lei
4- O bem comum
• SEGUNDO DIA
Liberdade e lei
1- Os atos propriamente humanos
2- O ato moral
3- A vontade e a lei (interseções metafísicas)
4- A lei natural como ápice da liberdade humana.
Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: paulosvfonseca@gmail.com
Um pouco da vida de trabalho e oração das Irmãs Franciscanas da Maternidade Divina pouco antes da tempestade pós-conciliar.
Bate-papo sobre Chesterton
Hereges – G. K. Chesterton
Uma resenha da consócia Janete Campos:
Nesta excelente obra Chesterton “abre fogo” contra aqueles a quem ele chama de “hereges”. Explica o autor que herege é “um homem cuja visão das coisas tem a audácia de diferir da minha”. Autores renomados, como Bernard Shaw, Lowes Dickinson, H. G. Wells, entre outros, são os alvos da metralhadora de chestertoniana. É um misto de crítica literária e reflexões filosóficas acerca de vários assuntos de interesse humano, publicado pela primeira vez em 1905.
Mas claro que não basta apontar e atirar contra os hereges; é necessário, antes disso, investigar e levantar os pontos contraditórios do discurso falacioso. E é basicamente isso o que Chesterton faz. Cada capítulo é um texto independente, onde o autor explora os pontos “heréticos” do autor analisado e expõe suas considerações sobre o assunto.
Um dos capítulos que merece destaque é “Os celtas e os celtófilos”, onde Chesterton mira no falso espírito nacionalista inglês que, na luta contra os irlandeses, invocam sua formação racial. Um texto que cabe em qualquer época, inclusive em nossos dias, apontando a loucura deste discurso que beira a eugenia, e que assume uma forma de um deus, pelo qual apenas lunáticos se sacrificam.
“Quanto ainda resta do sangue dos anglos e saxões (quem quer que sejam) na mesclada linhagem dos ingleses, romanos, alemães, dinamarqueses, normandos e picardos é uma questão que interessa aos mais desvairados antiquários. E quanto desse sangue diluído possa ainda restar no vibrante redemoinho norte-americano, em que uma torrente de suecos, judeus, alemães, irlandeses e italianos está em perpétuo jorro, é um assunto que só interessa a lunáticos. A classe governante inglesa teria sido mais sensata caso recorresse a algum outro deus. (…)”
O tema da família também é abordado por Chesterton no capítulo “Alguns escritores modernos e a instituição da família”. Sem utilizar o discurso tradicional e, por vezes, piegas, em defesa da família, Chesterton aponta para a função social deste núcleo de pessoas. Critica os que atacam erroneamente a família e os que a tentam defender e proteger de forma também errônea. Infelizmente, certos tipos de discurso, por mais verdadeiros que sejam, não são convincentes para uma sociedade moderna. É preciso manter o ideal e remodelar o discurso para atingir resultados com mais eficiência.
Muitos pontos merecem destaque, porém tirariam o prazer da leitura leve e fluida proporcionada pelo escritor. Chesterton parecia escrever rindo, pois é possível notar, de modo claro, seu bom humor e ironia, marcas características de sua personalidade e fato sobre o qual recebeu críticas do Sr. McCabe, a quem dedica o capítulo “O Sr. McCabe e a divina futilidade”.
O que esperar de 2016?
