Texto traduzido por Cláudio Loureiro e revisado por Thiago Santos de Moraes
[1] No Motu Proprio Ecclesia Dei, o Papa João Paulo II manifestou sua vontade de que o Missal de 1962 deveria ser acessível a todos os católicos ligados à liturgia tradicional. A Comissão Ecclesia Dei, em Roma, desde o seu primeiro presidente, Cardeal Mayer, sucedido pelo Cardeal Innocenti, mostrou pouca simpatia e tem dado pouca ajuda para estes católicos alcançarem suas legítimas aspirações. A Comissão agora está autorizando modificações naquele missal que certamente minarão qualquer credibilidade que ela ainda tenha depois de sua autoritária intervenção, favorável ao grupo minoritário, dentro da Fraternidade de São Pedro em 1999/2000. A seguir, apresentamos um artigo de Michael Davies em que ele explica a razão pela qual o Missal de 1962 deve ser considerado estável como uma rocha dentro do movimento de desintegração da Igreja no Ocidente e o motivo pelo qual deve ser defendido com toda a força contra a sua substituição pelo missal de 1965, da destruição de seu ethos sagrado pela introdução do Lecionário de 1970 e da a prática da Comunhão na mão. Ele coloca o que se faz hoje em perspectiva histórica, em particular com a maneira pela qual Thomas Cranmer condicionou o povo da Inglaterra a aceitar sua ordem de culto em 1552.

Comentando, em 1898, sobre a maneira pela qual Thomas Cranmer, o arcebispo apóstata da Cantuária, mutilou a Santa Missa removendo especificamente as orações com aspecto propiciatório, ao revisá-la para adequar o Sarum [2] à sua Ordem de Culto, os Bispos Católicos da Província de Wetsminster disseram:
Que antigamente as igrejas locais permitiam adicionar novas orações e cerimônias é algo conhecido… Agora, que essas, além disso, permitiam subtrair orações e cerimônias em uso prévio, e até mesmo remodelar os ritos existentes de maneira drástica, é uma afirmação que sabemos não ter fundamento histórico e nos parece totalmente falsa. Consequentemente, Cranmer, fazendo algo assim, sem os menores precedentes, em nossa opinião, o fez com precipitação inconcebível.(1)
Todas as coisas criadas são intermediários, sinais, aparências. Mas algumas, dentre elas, são intermediários em segundo grau, sinas de sinais, aparências de aparências. Assim sucede com o dinheiro, as honrarias, os títulos, os prazeres artificiais, etc. E são precisamente estes fantasmas o objeto preferido da idolatria moderna, são estes bens ultra-relativos os que mais captam o nosso desejo de absoluto. Já se não adora o sol, as plantas ou os animais (que pelo menos têm o mérito de serem intermediários necessários entre o homem e o seu fim supremo), mas sim uma etiqueta política, uma condecoração, uma nota de papel.
Com toda a vênia devida a um Sucessor dos Apóstolos e invocando o Cân. 212 do CDC, o qual me dá direito de manifestar as minhas necessidades aos Pastores e dar minha própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja, eu vou comentar um trecho de um texto de Dom Henrique Soares da Costa, na época, Pe. Henrique, sobre a Missa Gregoriana, ou Tridentina.