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Panorama das ciências teológicas

A teologia cristã é o estudo científico do cristianismo. O cristianismo é vida de união com Deus por meio de Jesus Cristo. Que significa religião, senão união do homem com Deus? E a característica da religião cristã não está toda no fato de realizar-se esta união por meio de Jesus Cristo? Ele é o “mediador”, o vínculo, a ponte entre a humanidade e Deus; e o é por sua íntima constituição, enquanto nele o homem e Deus estão unidos numa só pessoa. Por isso podemos dizer que o cristianismo está reunido e concentrado em Cristo.

Ora, o cristianismo pode ser considerado como história, como doutrina, como praxe. Se a teologia deve-o estudar cientificamente, de modo profundo, deverá caminhar em três direções: deverá estuda-lo primeiro historicamente, depois, doutrinamente, por fim, praticamente. Isto é, deverá desenvolvê-lo na sua ordem genética, na sua ordem constitutiva, na sua ordem prática.

O estudo genético ou histórico do cristianismo, começando de Abraão e chegando até nossos dias, com Cristo no centro, dá origem a duas seções do estudo teológico: a Sagrada Escritura e a História da Igreja; o estudo da doutrina, com que se procura expor e aprofundar os elementos doutrinais do cristianismo, dá origem à Dogmática e à Moral; o estudo prático, ao qual compete ensinar aos homens qual a ordem que devem seguir para viverem em união com Deus, dá origem à Pastoral, ao Direito Canônico, à Missionologia.

Nasce assim a árvore das ciências teológicas. Note-se que uma árvore é um organismo que vive de uma vida única, mesmo tendo partes bem definidas, como as raízes, o tronco, os ramos e os frutos. Na árvore da teologia, as raízes seriam a Sagrada Escritura e a História da Igreja; o tronco, a Dogmática e a Moral; os ramos com os frutos, a Pastoral, o Direito, a Missionologia.

Vamos, porém, a uma breve explicação, tendo sempre fixa nossa atenção na definição do cristianismo; Ele visa a união do homem a Deus por meio de Cristo.

Temos, antes do mais, a teologia histórica. Ela deve expor e explicar o cristianismo no seu aspecto histórico, na sua atuação: como era atuada a união do homem com Deus antes de Jesus Cristo, naquele pacto que hoje chamamos de Antigo [Testamento]; como foi atuada por Jesus Cristo que pregou, ofereceu sua vida e ressuscitou para estabelecer um pacto mais íntimo, mas profundo e definitivo, a que chamamos de Novo [Testamento]; como é atuada depois que Jesus Cristo mandou o Espírito Santo para que a humanidade, renovada, tivesse a possibilidade de viver unida a Deus, como Jesus viveu, na expectativa da união plena que será instaurada quando Ele voltar para concluir o drama da história.

O estudo da Sagrada Escritura, seguido pela História da Igreja, tem como único objetivo as vicissitudes da união do homem com Deus, isto é, da religião cristã. É evidente que o primeiro momento, o preparatório, está todo orientado para Cristo e sua obra de redenção, que formam o segundo momento, o central; é também evidente que o terceiro momento é uma continuação, um desenvolvimento do segundo. Poder-se-ia outrossim, falar de três épocas: a do Pai, a do Filho e a do Espírito Santo.

Jesus Cristo, o “religioso” no sentido definitivo – ponto ao qual tende a religião antes dele, e de onde parte depois dele – torna-se o único grande tema da Escritura e da História da Igreja. Estudar o aspecto histórico do cristianismo significa, portanto, construir uma vasta cristologia histórica. O estudo da Sagrada Escritura terá vários momentos (Introdução crítica, Exegese, Teologia bíblica), será ajudado pela filologia, pela geografia, pela arqueologia, mas seu tema central, que tudo ilumina e vivifica, é a realização da Redenção, é a história da salvação em Cristo e da união da humanidade com Deus por meio de Jesus Cristo. “Quando os padres – escreve De Lubac – inclinavam-se sobre aquelas página inspiradas, onde seguiam, nas sua fases sucessivas, a aliança de Deus com o gênero humano, tinham muito menos impressão de comentar um texto ou decifrar enigmas verbais, do que interpretar uma história. Ora, o que encontravam por toda parte nessa história era… o mistério de Cristo”.

O mesmo se deve dizer da história eclesiástica: poderá ser dividida em várias partes, como a história dos dogmas e da teologia, história dos padres (Patrologia), história dos Santos (hagiografia), história da antiguidade cristã (arqueologia), história dos concílios, história da espiritualidade, etc., mas a idéia diretiva e unificadora e sempre a mesma: é a história da humanidade remida que vive a nova vida em Cristo.

Temos depois a Teologia Doutrinal que prescinde a história como tal, e estuda a ordem constitutiva, isto é, a constituição íntima do cristianismo. Se o cristianismo é a união do home com Deus por meio de Cristo, indagamos: Quem é Deus? Qual sua vida íntima? Para que a Criação? Se ele vem ao nosso encontro, por meio de Jesus Cristo, perguntamos: “Cur Deus Homo?”. Se Cristo nos chama a nos unirmos a Ele, para ele nos tornamos filhos de Deus, interrogamos: Qual a realidade misteriosa que nos muda de criatura e filhos de Deus, dando-nos possibilidade de vivermos enquanto tal? Não somente eu, mas todos os homens são chamados a se unirem com Cristo em Deus: os que atendem o chamado, formam um grupo, uma Igreja, que não só vive em torno dele, mas vive nele, e que O espera na completa transfiguração do universo, a fim de que tudo e todos sejamos unidos a Deus e Deus esteja sempre unido ao homem por meio de Cristo.

Deus vivo em três pessoas, a criação, a Encarnação redentora, a graça e a vida cristã de fé, de esperança e de caridade, a Igreja, a vida eterna, eis os pontos básicos que a teologia doutrinal propõe-se expor, aprofundar e sistematizar. Por simples necessidade pedagógica, agrupa-os em duas séries: verdades dogmáticas, chamadas “dogmata diei”, e verdades morais, chamadas “dogmata morum”. A primeira parte da teologia doutrinal estuda os dogmas cristãos; a segunda, os costumes cristãos, isto é, o modo segundo qual os cristãos devem comportar-se, quer com Deus, quer com o próximo, em todas as circunstâncias da vida terrena: familiar, social, econômica etc. A teologia espiritual, ascética e mística, é apenas um particular da Moral, pois estuda o comportamento do cristão que se esforça por viver sempre mais intimamente unido a Deus.

Sem descer a outros pormenores é importante observarmos que a teologia doutrinal estuda somente as várias verdades, as quais condicionam os diversos momentos que constituem a nossa união com Deus. É, pois, estudo religioso no sentido mais estrito da palavra. E sendo que Jesus Cristo é causa e exemplar da união do homem com Deus, é também o ponto de conjunção – se não a raiz – de todo o sistema das verdades cristãs. Portanto, também a teologia doutrinal pode ser considerada como uma vasta cristologia.

Por fim, a teologia prática. A ela incumbe o estudo da ordem prática do cristianismo, ou seja, da “rectaratio”, do reto uso dos meios para unirmos o homem a Deus, por meio de Jesus Cristo. Quiséssemos seguir a lógica, deveríamos dizer que esses meios são três: pregar; o magisterium, celebrar a ação sagrada; o ministerium; guiar os homens remidos, o regimem. Teríamos assim o estudo da catequese em todos os seus aspectos, o da Liturgia no sentido mais amplo da palavra, os das leis segundo as quais dirigir a comunidade cristã, o Direito canônico com suas derivações.

Se seguirmos, porém, a ordem menos lógica, mas histórico-prática, segundo a qual este terceiro aspecto da teologia foi cientificamente organizado e cultivado, teremos o Direito canônico, cujo estudo científico começou na Idade Média; a Pastoral, que remonta ao século XVIII, a Missiologia, que pertence ao nosso século. Para maiores esclarecimentos e para as várias ramificações da teologia prática, pode-se recorrer a livros de introdução às ciências teológicas, como os de Krieg e Rabeau. Por enquanto, basta notarmos que a teologia prática não se propõe senão a edificar o Corpo Místico de Cristo, fazer Cristo viver no mundo e o mundo em Cristo. Aqui também estamos de algum modo na cristologia.

Resumindo, a teologia é o estudo aprofundado do cristianismo, união do homem com Deus, em Jesus Cristo, no seu tríplice aspecto de História, Doutrina e Praxe. Temos, assim:

  • A teologia histórica, que estuda o desenvolvimento ou os acontecimentos do cristianismo com a Sagrada Escritura e a História da Igreja;
  • A teologia doutrinal, que estuda a doutrina do cristianismo: as verdades, na Dogmática, e o procedimento cristão nas várias situações da vida, na Moral;
  • A teologia prática, que estuda a praxe do cristianismo: a técnica para inserí-lo nas almas, mediante a pastoral; as leis que regem a vida da comunidade cristã, mediante o Direito Canônico; a arte de dilatar a Igreja nas terras dos infiéis, com a Missionologia.

No coração de toda a teologia cristã está Jesus Cristo, único, eterno e insubstituível vínculo da união do homem com Deus.

Por Bernardo Bartmann

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Crise Eclesiologia Liturgia

Resposta a Dom Henrique Soares

Com toda a vênia devida a um Sucessor dos Apóstolos e invocando o Cân. 212 do CDC, o qual me dá direito de manifestar as minhas necessidades aos Pastores e dar minha própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja, eu vou comentar um trecho de um texto de Dom Henrique Soares da Costa, na época, Pe. Henrique, sobre a Missa Gregoriana, ou Tridentina.

O texto se encontra aqui.

Escreve o atual Bispo de Palmares:

Há um endeusamento da Missa de São Pio V que é errado, fora de contexto e trai a grande tradição litúrgica da Igreja. A Igreja tem, teve e terá sempre o direito e o dever de modificar seus ritos, de acordo com as circunstâncias e o discernimento da legítima autoridade apostólica, desde que não fira a essência mesma da estrutura sacramental.

No livro A Reforma Litúrgica Romana, prefaciado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, o Monsenhor Klaus Gamber, ao analisar as reformas anteriores a de Paulo VI, chegou às seguintes conclusões:

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Direito

Jejum e Abstinência no Direito Canônico de 1917

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Para os fiéis sensíveis à lei antiga de vivenciar a Fé, apresentamos a forma da obrigação do jejum e da abstinência no Código de Direito Canônico de 1917:

1º Dias de jejum com abstinência de carne para o Brasil: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feiras da Quaresma.

2º Dias de jejum sem abstinência de carne para o Brasil: Quartas-feiras da Quaresma; Quinta-feira Santa e Sexta-feira das Têmporas do Advento.

3º Dias de abstinência de carne sem jejum para o Brasil: As vigílias de Natal, de Pentecostes, da Assunção de Nossa Senhora e de Todos os Santos.

Lembramos que essa é uma opção para o fiel, ou seja, ele não está canonicamente obrigado a tal.

PS: Essa é a Lei com as devidas dispensas da Sé Apostólica para o Brasil.

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E das Trevas surge a Luz

Como um padre evitou a extinção de uma das mais belas paróquias de Chicago e com isso revitalizou o centro da cidade.

Em muitas das grandes cidades há o total abandono do seu centro, o que tem como consequência a criação de pontos de venda de drogas e prostituição.

Até aí nada além do esperado para a sociedade que trocou a busca de Deus pela busca do “divino” e “espiritual” (não existe nada menos concreto que essa ideia) com o intuito de justificar sua inércia espiritual.

Mas, no centro de Chicago, uma das cidades mais populosas dos Estados Unidos, surge uma comunidade que mudou o rumo local.

Trata-se da Paróquia de Saint Jonh Cantius, de origem polonesa, desenhada em 1898 por Adolphus Druiding e terminada 5 anos depois. A Igreja é um dos melhores exemplos de beleza arquitetônica na cidade de Chicago. Seu belo interior barroco permaneceu intacto por mais de um século e é conhecido pela sua opulência e grandeza, herança da suntuosa arte e arquitetura polonesa do século XVIII. A imponente torre de quase 40 metros de altura é facilmente vista nas proximidades.

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Em 1988, o Pe. Frank Fillips foi enviado por seus superiores para uma tarefa que nenhum pároco em sã consciência deseja: fechar as portas da sua freguesia.

Os descendentes poloneses haviam sumido, os prédios locais estavam degradados, não havia moradores na região e as empresas tinham desaparecido.

O Pe. Frank Fillips pensou consigo que poderia voltar a atrair pessoas se encorajasse os paroquianos a aprender o Ofício Divino e participar dos cânticos latinos da Igreja, fazendo da Matriz um lugar onde os fiéis podem participar de uma liturgia reverente e acompanhada de uma bela música.

Com a volta da reverência litúrgica a comunidade cresceu ao ponto que pôde financiar o Pe. Frank para a restauração da Igreja Matriz em 2012. E de um aspecto sujo, a Igreja voltou à sua bela condição original.

Três coros litúrgicos foram criados: um especializado em canto gregoriano, o outro em Polifonia Vieniense e um terceiro em Polifonia Renascentista (algo impensável até então). Também foram criadas turmas regulares de latim e grego para introduzir os fiéis às línguas universais da Igreja, catequese e passou a se realizar no local eventos culturais católicos.

A empreitada recebeu forte apoio da Arquidiocese local. O Bispo Auxiliar D. Joseph Perry (um exímio defensor do latim na liturgia) deu apoio integral ao Pe. Frank.

Com total crescimento, o Pe. Frank recebeu autorização do Cardeal George, em 1998, para criar a Sociedade dos Cônegos Regulares de Saint John Cantius, uma associação de sacerdotes que trabalham para a restauração da beleza na liturgia católica. Eles celebram o Rito Romano na forma Ordinária (tanto em latim como em inglês) e na forma Extraordinária.

Assim feito, o bairro em torno da Paróquia de Saint Jonh Cantius agora é um lugar moderno de se viver. Tornou-se um lugar que pôde vivenciar a renascença urbana. A Igreja até mesmo abriu um café para atender seus vizinhos.

Esse é um exemplo que a partir da organização da comunidade, com a perseverança e liderança do pároco é possível reconquistar os fiéis e até mesmo conquistar os infiéis.

Da mesma forma que a Igreja recolheu os cacos da Antiguidade e sobre isso criou a mais bela e esplendorosa Civilização, também agora nós recolheremos os cacos da Modernidade e criaremos outra ainda maior.

Aqui temos um belo vídeo que mostra mais detalhes e imagens da história que acabei de contar:

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Crise

Pregação Nova, por Rachel de Queiróz

Indicação feita pelo confrade Cláudio:

A gente pensa que o povo é indiferente. Na verdade, o povo pode estar desinteressado, o que representa coisa muito diversa. Mas traga-lhe um recado que ele compreenda, diga-lhe coisas que ele goste de ouvir, e imediatamente se verá o quanto o povo se interessa e pode sair da sua aparente apatia.

Religião, por exemplo. Não quero discutir os motivos, se os padres são poucos e as paróquias enormes, se os clérigos, preocupados com os grandes problemas internacionais, se desinteressam do simples apostolado aos analfabetos – se é um motivo, se é um complexo deles; o que eu sei é que a presença da Igreja Católica cada vez e faz sentir menos nas plagas rurais nordestinas. E o povo cada vez mais se mostra distante, casa indiferentemente no padre ou civil, aliás prefere o civil, que sai mais barato. E com a voga da exigência do registro civil para fins de previdência social, já procuram mais fazer o registro dos filhos do que o batismo: um até me disse, brincando, que “o registro é o batizado do governo“.

E assim, enquanto a Igreja cada vez mais se imobiliza e distancia no seu papel de establishment espiritual, no vácuo por ela deixado, os protestantes se introduzem, tal como os umbandistas, nas áreas urbanas, conquistando assombrosas massas de adeptos.

E acontece então uma coisa surpreendente: aquela gente imóvel, fatalista e indiferente que não faz mais sacrifícios para ir a uma Missa, que nasce, vive e morre sem conhecer a letra do Catecismo; que dos Sacramentos mal e mal recebeu o Batismo, (não se crisma, não se confessa, não comunga, não se casa, não se ordena, e nem sabe sequer que mudaram o nome à Extrema Unção), essa mesma gente cuja apatia religiosa os senhores Bispos atribuem à demora da Reforma Agrária – se atira com um entusiasmo inesperado à pregação religiosa dos “crentes”. São “conversões” em massa, parece coisa do tempo dos primeiros cristãos. Onde surja um pastor pregando seu Evangelho, o povo o cerca, o escuta, o acompanha. Vai debaixo de chuva, depois dos duros dias de trabalho na terra, por lama e maus caminhos, assistir aos cultos. Os pregadores, que em geral sabem apenas o suficiente para ler e mal a Escritura, interpretam a lei a seu modo, produzindo um cristianismo primitivo, simplificado, injetado de reminiscências afro-ameríndias, ou de pequenas inoculações kardecistas.

Mas o fato é que arrastam multidões. Aqui na fazenda, cerca de 60% dos moradores são “crentes”, já se batizaram nas águas do rio, e seguem escrupulosamente as regras da nova fé, com o conhecido ardor dos neófitos. Os homens não bebem, nem jogam, ninguém fuma, não brigam, as moças não vestem roupas escandalosas. Modifica-se o tradicional falar sertanejo, já não se tratam de compadres, mas de “irmãos”; quando batem à porta não dizem mais “ô de casa!” mas “A paz do Senhor!”. Não falam mais em Nosso Senhor, Nossa Senhora, mas só em Jesus. Acabou-se o culto a Maria. Desfazem-se dos registros dos santos – até das imagens do Padre Cícero.

Agora mesmo, são seis da tarde, o pastor Luís fez duas léguas para vir “pregar aula de oração” e de longe escuto o som dos hinos ensaiados, A cozinha, que sempre pulula de mulheres, está de fogos apagados, e fui discretamente avisada que há frango frio, leite gelado, doce, queijo e frutas, e devemos nos contentar com isso para o jantar. e a cozinheira, chefiando o bando de catecúmenos, antes de partir me consola dizendo que “Vão rezar para eu também receber Jesus”. Amém

(O Jornal, 13/05/1973)

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Um leitor pergunta como aprender a acompanhar a Missa Tridentina

Pergunta respondida pelo confrade Cláudio:

Olá, Cláudio Loureiro! No dia 20/10 fui à Missa Tridentina e pretendo voltar em breve, pois não costumo passar os finais de semana em Recife. Gostaria de saber como posso acompanhá-la melhor em latim, percebi que há um caderno distribuído em menor quantidade e queria saber se podes me passar o arquivo para que eu mesmo imprima para tê-lo comigo na próxima vez. 🙂

Bem, a melhor forma de aprender a acompanhar a Missa Tridentina é, sem dúvidas, com a prática da assistência. Existem circulando na internet alguns áudios das orações ordinárias da Missa, mas eu não indico porque americano falando latim é horrível. Para aprender a pronúncia das orações a melhor forma é a assistência mesmo. Não é difícil acompanhar, pois a “coluna” da Missa Tridentina é de sequência quase igual à Missa Nova (entrada, ato penitencial, glória, coleta, etc.). O que existe é a dificuldade atrelada à vergonha, principalmente no início, da pessoa que está principiando a rezar o latim. Vá, reze e não tenha vergonha de errar. Todos que hoje sabem de cor as orações (inclusive eu) erraram quando estavam aprendendo. Para você ter uma ideia, na primeira Missa que eu servi como acólito eu ainda não sabia as orações aos pés do altar totalmente de cor. Outra técnica também (e desta eu usei para decorar as orações aos pés do altar) era copiar várias vezes as orações a próprio punho com o propósito de decorá-las. A segunda é mais rápida.

Quanto ao ordinário da Missa que você pede que eu forneça segue aqui. Nesse link tem a opção de download.