Dica para corais

Uma dica do confrade Karlos:

Para corais sem experiência as partes próprias da Missa pode ser cantada em tom salmódico. E no caso de menos experiência ainda, só é necessário cantar, do próprio, o Gradual e o Aleluia (ou o Tracto, quando for conveniente) em tom salmódico. Fica sempre obrigado o canto do ordinário.

Para o ordinário, a Congregação dos Ritos, a fim de fomentar a participação do povo permitiu o que os missais dos fieis chamam de “Missa Usual” (são peças mais fáceis).

A Missa Usual consta de: Kyrie, Sanctus, Agnus Dei da Missa XVI (que é a Missa para as férias do Tempo Comum) e Gloria e Ite da Missa XV (que é para o Tempo do Natal).

PS1: Lembrando da possibilidade de usar para o Gloria os ad libitum (sempre permitidos para qualquer Missa, a não ser rubrica em contrário); entre todos, recomendo o Ambrosiano (que é bem fácil, por ser quase todo em tom reto).

PS2: O Ite da Missa XV (o mais fácil de todos) pode ser usado em qualquer Missa em que o ele é cantado sem aleluia.

Domingo da Septuagésima

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Um texto que pode servir de reflexão para aqueles que vão à Missa Tradicional e por algum motivo não conseguem uma explicação naquilo que ele difere do rito novo.

Neste domingo, o Evangelho é a “Parábola dos trabalhadores na vinha”, em que o dono da vinha contrata alguns que trabalham o dia inteiro por uma certa quantia. Depois ele contrato outros, mas já ao fim do dia.

Ao fim do expediente, o dono chama os últimos e lhes paga a mesma quantia que acertara com os primeiros. Estes pensam que receberam mais que o acordado, já que trabalharam mais…

Texto aqui.

Como a Missa Latina Tradicional suscita mais participação ativa que a Forma Ordinária

Destacado

Texto original: New liturgical movement

Por Peter Kwasniewski

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Quantas vezes os apreciadores do Rito Romano clássico já ouviram a objeção: “A Missa nova é melhor que a antiga porque permite maior participação ativa dos fieis”, ou “A Missa antiga tinha de ser eventualmente reformada, porque o sacerdote era o único fazendo alguma coisa, e as pessoas eram todas espectadoras mudas”. Meu objetivo neste artigo é refutar tal alegação e demonstrar que, pelo contrário, o oposto é verdadeiro.

Conversão X Ecumenismo

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Os últimos pronunciamentos romanos e, mais recentemente, o vídeo do Papa Francisco sobre suas intenções para este mês, deixaram alguns perplexos.

Sedevacantistas, ignoram-no completamente.

Tradicionalistas, discursam o “eu já sabia”.

Neoconservadores, calam-se. Não há como defender o indefensável.

Progressistas, louvam e se entusiasmam.

Mas, o fiel médio, como fica nisso tudo? Qual a doutrina da Igreja a esse respeito? Este texto, tradução de um publicação do Rorate caeli, pode ajudar a guiar algumas almas que estão como que sem pastor. Resistamos porque sabemos que quando o Pastor é ferido, as ovelhas tendem a se dispersar (cf. Mt 26,31).

O livre arbítrio e a graça

Texto do confrade Karlos Guedes:

AdametEvedeTitienmuseduPrado_thumbExiste na teologia especulativa um longo e acirrado debate sobre como harmonizar o livre arbítrio do homem com a doutrina da graça. São, basicamente, duas linhas de pensamento: a escola tomista, que exalta a graça como o princípio da conversão do homem; e a molinista, que exalta a escolha humana no processo de justificação.

Antes de mais, o primeiro passo que devemos dar quando queremos entender um assunto é deixar bem definido e compreendido os termos da questão. Neste texto, portanto, faremos a definição de certas expressões para se entender melhor em que consiste a liberdade do homem e a graça de Deus.

Faremos então: definição dos termos, a saber: liberdade (inteligência, vontade e livre arbítrio); graça (com todas as suas divisões); situação básica das duas escolas; e por fim ousaremos propor uma harmonização. Continuar lendo

A reencarnação é racional? [2]

Destacado

Texto de Karlos Guedes

vidas_passadas_2Uma crença religiosa que parece não ter muitos adeptos no mundo cristianizado é o espiritismo. Entretanto, em terras tupiniquins, ela tem uma popularidade impar. Some-se ao desprezo pela moral, a falta de transcendência e de rigor dogmático. Esta heresia goza da incrível capacidade de sincretismo. Talvez nessas considerações seja possível entender a simpatia por ela aqui no Brasil.

O princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação, ou seja, a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna ao mundo material em outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o retorno sob a forma de outras espécies. Continuar lendo

O papel da intenção do ministro na validade sacramental

Estudo do confrade Karlos Guedes:

sacramentos 2Existe uma querela no meio tradicionalista sobre a validade dos Sacramentos realizados segundo o rito novo. Os argumentos são de todos os níveis, abrangendo desde os signos sacramentais até a intenção do ministro.

Este texto visa discorrer um pouco sobre a influência da intenção do ministro para a validade sacramental porque julgamos ser o critério mais difícil de analisar. De fato, os signos sacramentais são por demais objetivos para razoavelmente se ter alguma dúvida sobre eles e, por isso, a certeza da validez por estes critérios é mais evidentemente percebida. Quando se trata da intenção, porém, vários obstáculos aparecem, tornando, sob este aspecto, o problema com uma solução não tão evidente. Continuar lendo