Ano: 2016
A impersonalidade do filósofo
Um trecho sensacional escrito por Sertillanges, em “As grandes teses da filosofia tomista” sobre a impersonalidade de Santo Tomás:

Aquela originalidade pretensiosa que procura pôr em relevo o pensador, essa é tão alheia a Santo Tomás, que nunca dele nos lembramos embora guiados pelo seu pensamento. É que ele pensa com tanta intensidade e pureza, concentra-se de tal modo no objeto que nenhuma atenção lhe fica para o sujeito que pensa. Absorve-se inteiramente na sua obra; não consente em sacrificar à ostentação a menor parcela do seu tempo tão precioso; não quer enfraquecer o espírito que julga já tão impotente perante as dificuldades da ciência. Tudo nele se coordena para o mesmo fim, sem aparecer a força coordenadora. Procura sintonizar o pensamento e o ser, tarefa eminentemente impessoal, empreendimento universal. Orientadas todas as suas energias para o fim a atingir, como havia ele de deter-se em exibições espetaculosas!
O apelo da beleza
O Cardeal Raymond Leo Burke, então Prefeito da Signatura Apostólica, fala sobre o apelo da beleza e precisão do rito gregoriano.
Um texto do confrade Álvaro Antônio da Costa:
“Dê-me Senhor, agudeza para entender, capacidade de reter, método e a faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.”
São Tomás de Aquino
Capítulo 1. O ofício do sábio
São Tomás de Aquino inicia sua Summa Contra os Gentios evocando Aristóteles, que em suas palavras é chamado de “O Filósofo”. São Tomás explica – a partir de Aristóteles – que “é próprio do sábio colocar as coisas em ordem”. A ordem traz luz à memória e à inteligência. Citando São Paulo, São Tomás também afirma que o sábio deve colocar as coisas como um bom arquiteto (1 Cor 3, 12). Citando novamente Aristóteles, São Tomás diz que o ofício do sábio é “estudar as coisas mais altas”.
Por princípio, São Tomás tece um breve diálogo com a Metafísica de Aristóteles; utilizando, também, passagens do Evangelho. São Tomás de Aquino encerra essa parte comentando a imagem do motor imóvel aristotélico e afirmando que o ofício do sábio é meditar sobre esse princípio para que seus lábios testemunhem a verdade [1].
Eu não sou sedevacantista e nem considero o Varticano II algo necessariamente negativo e causador, em si mesmo, da crise que vivemos, mas, desde os tempos do finado Orkut, sempre procurei compreender o sedevacantismo de uma forma neutra, tomando-o como um fenômeno sociológico-eclesial com que se tem de lidar de maneira adulta e não com uma rejeição preconceituosa. Por isso, escrevi o conhecido Catecismo sobre o sedevacantismo e vez ou outra publico algo relacionado a essa tendência.
"Dia de Reis"? Que Reis?
Pouco se fala, em nossos dias, da Festa em que se comemora o Dia de Reis, ou o dia dos Reis Magos. Quem foram esses personagens, uma lenda? Uma ficção? Nelson Ribeiro Fragelli deslinda esse mistério.
