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A história do politicamente correto

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Mentiras requentadas

No meio dessa crise toda causada pela má gestão de Dilma, ainda existem os que forçam a cegueira para acreditar no “sonho” e, nessa ilusão auto-induzida, repetem as mentiras propagas pelo PT na última campanha eleitoral, como pude ouvir ontem num debate com um colega. Antes de tudo, cabe ressaltar que mesmo que as acusações da petralhada sobre as administrações passadas fossem verdadeiras, isso jamais implicaria em se ter de aceitar os erros que se cometem agora. Uma coisa não implica necessariamente na outra, especialmente quando se tem uma elevação de grau. Mas, enfim, o que foi que me incomodou tanto no debate que tive: a repetição do mantra “FHC quebrou o país três vezes”. Como já era bem grandinho durante os governos de Fernando Henrique, sei que isso não é verdade. E ninguém tire daqui a impressão de que fui fã do nosso ex-xogum, simplesmente estou sendo fiel aos fatos.

Seguindo a lição de Maílson da Nóbrega (Veja, 29 de outrubro de 2014), sabemos que um país quebra quando se torna incapaz de pagar a dívida externa. Os credores sofrem um calote ou aceitam perder parte dos empréstimos. Foi assim na Grécia em 2012 e em mais de trinta países em 1982, no bojo da suspensão do crédito que ocorreu após a moratória do México.

No tempo de FHC, contudo, o que vivemos foram três crises cambiais, que poderiam ter provocado a insolvência do país não fossem as medidas corajosas do governo e o recurso ao FMI. Essas ações preservaram o Plano Real e a conquista da estabilidade. Precisamente o contrário da mentira do PT e de outras seitas de esquerda.

Como toda reação a ameaças na economia, há um preço a pagar: a redução da atividade econômica e do emprego. Perde-se um pouco para manter o todo, particularmente os programas sociais. Numa doença mais séria, somos obrigados a tomar remédios e a diminuir atividades, mas os esquerdopatas dão a entender que o tratamento de saúde visa a inflingir sofrimento ao paciente, e não à sua cura.

Na campanha disseram e ainda dizem hoje que FHC pôs o Brasil de joelhos perante o FMI. Falso. O FMI, do qual somos fundadores, tem função, entre outras, de prestar assistência financeira a países em dificuldades momentâneas, que precisam do apoio enquanto adotam medidas corretivas. Recorrer ao FMI é um direito de que se valeram até nações ricas, como o Reino Unido. Sem o FMI, Lula poderia  ter herdado um país quebrado em 2002 e não poderia ampliar (sim, eles já existiam) os programas sociais.

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Crise

Pregação Nova, por Rachel de Queiróz

Indicação feita pelo confrade Cláudio:

A gente pensa que o povo é indiferente. Na verdade, o povo pode estar desinteressado, o que representa coisa muito diversa. Mas traga-lhe um recado que ele compreenda, diga-lhe coisas que ele goste de ouvir, e imediatamente se verá o quanto o povo se interessa e pode sair da sua aparente apatia.

Religião, por exemplo. Não quero discutir os motivos, se os padres são poucos e as paróquias enormes, se os clérigos, preocupados com os grandes problemas internacionais, se desinteressam do simples apostolado aos analfabetos – se é um motivo, se é um complexo deles; o que eu sei é que a presença da Igreja Católica cada vez e faz sentir menos nas plagas rurais nordestinas. E o povo cada vez mais se mostra distante, casa indiferentemente no padre ou civil, aliás prefere o civil, que sai mais barato. E com a voga da exigência do registro civil para fins de previdência social, já procuram mais fazer o registro dos filhos do que o batismo: um até me disse, brincando, que “o registro é o batizado do governo“.

E assim, enquanto a Igreja cada vez mais se imobiliza e distancia no seu papel de establishment espiritual, no vácuo por ela deixado, os protestantes se introduzem, tal como os umbandistas, nas áreas urbanas, conquistando assombrosas massas de adeptos.

E acontece então uma coisa surpreendente: aquela gente imóvel, fatalista e indiferente que não faz mais sacrifícios para ir a uma Missa, que nasce, vive e morre sem conhecer a letra do Catecismo; que dos Sacramentos mal e mal recebeu o Batismo, (não se crisma, não se confessa, não comunga, não se casa, não se ordena, e nem sabe sequer que mudaram o nome à Extrema Unção), essa mesma gente cuja apatia religiosa os senhores Bispos atribuem à demora da Reforma Agrária – se atira com um entusiasmo inesperado à pregação religiosa dos “crentes”. São “conversões” em massa, parece coisa do tempo dos primeiros cristãos. Onde surja um pastor pregando seu Evangelho, o povo o cerca, o escuta, o acompanha. Vai debaixo de chuva, depois dos duros dias de trabalho na terra, por lama e maus caminhos, assistir aos cultos. Os pregadores, que em geral sabem apenas o suficiente para ler e mal a Escritura, interpretam a lei a seu modo, produzindo um cristianismo primitivo, simplificado, injetado de reminiscências afro-ameríndias, ou de pequenas inoculações kardecistas.

Mas o fato é que arrastam multidões. Aqui na fazenda, cerca de 60% dos moradores são “crentes”, já se batizaram nas águas do rio, e seguem escrupulosamente as regras da nova fé, com o conhecido ardor dos neófitos. Os homens não bebem, nem jogam, ninguém fuma, não brigam, as moças não vestem roupas escandalosas. Modifica-se o tradicional falar sertanejo, já não se tratam de compadres, mas de “irmãos”; quando batem à porta não dizem mais “ô de casa!” mas “A paz do Senhor!”. Não falam mais em Nosso Senhor, Nossa Senhora, mas só em Jesus. Acabou-se o culto a Maria. Desfazem-se dos registros dos santos – até das imagens do Padre Cícero.

Agora mesmo, são seis da tarde, o pastor Luís fez duas léguas para vir “pregar aula de oração” e de longe escuto o som dos hinos ensaiados, A cozinha, que sempre pulula de mulheres, está de fogos apagados, e fui discretamente avisada que há frango frio, leite gelado, doce, queijo e frutas, e devemos nos contentar com isso para o jantar. e a cozinheira, chefiando o bando de catecúmenos, antes de partir me consola dizendo que “Vão rezar para eu também receber Jesus”. Amém

(O Jornal, 13/05/1973)

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Espiritualidade Santos

A paixão do Padre Pio de Pietrelcina

“Completo, na minha carne, o que falta aos sofrimentos de Cristo” (Cl I, 24). Isso, que São Paulo escrevia há dois mil anos, tornou-se particularmente notável na vida e no sacerdócio de um grande místico do século XX: São Pio de Pietrelcina.

Às vésperas da celebração de sua memória, o Pe. Paulo Ricardo oferece-nos uma meditação mais do que especial sobre a paixão e o sacrifício do “frade dos estigmas”.

Por que o Padre Pio sofreu tanto? O que a sua via crucis tem a ensinar aos homens de hoje? Aprendamos com o Padre Pio a imitar a Paixão de Nosso Senhor e colher frutos abundantes para a vida espiritual!!

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Reposta a uma atéia todynho

Mais um vídeo do meu caro amigo Conde que tem uma paciência de Jó ao responder, novamente, ao blá-blá-blá dos ignorantes que o sistema educacional brasileiro produz (Idade Média, Inquisição e outras lendas negras):

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Apologética

A reencarnação é racional?

Mais um texto do confrade Karlos Guedes: 

Um princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação. Aqui não falo especificamente do kardecismo, mas de todas as doutrinas espíritas.

Antes de tudo, darei a definição de reencarnação. Reencarnação é a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o renascimento ou retorno sob a forma de outras espécies.

Considerando o absurdo ululante da segunda crença, analisaremos somente a primeira. Fá-lo-ei pela razão, não usarei nenhuma citação do Magistério infalível da Igreja ou das fontes da Revelação.

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Revelação: Fontes (2 de 2)

O segundo texto da série sobre pontos do catecismo escritos pelo confrade Karlos:

tripé da féA Revelação, cremos encontrar-se em duas grandes fontes: escrita (Sagrada Escritura) e não escrita (Sagrada Tradição). Ambas as fontes, a Tradição e a Escritura, podem ser chamadas de Palavra de Deus.