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Nossa Senhora Oração

Outubro, mês do Rosário

Resumo do Editorial da Revista Arautos do Evangelho n° 94, via Mensageiros de Fátima n° 11:

rosárioNenhum símbolo mariano possui a força e a expressividade do Rosário. A mais valiosa das imagens, o mais artístico dos afrescos ou o mais afamado dos santuários não chega a atingir a universalidade que possui este singelo objeto de piedade. Onde houver um devoto de Nossa Senhora, junto dele certamente encontraremos o terço, fiel representação de sua união com Maria.

A explicação de tal êxito não poderá ser dada, porém, por nenhuma razão meramente humana, mas pela graça divina que se tem mostrado indissociável desta devoção, desde o dia em que a Santíssima Virgem desceu do Céu para revelá-la a São Domingos de Gusmão, até o presente momento.

O Rosário, ao levar-nos a considerar os mistérios da vida do Salvador na perspectiva de Maria Santíssima, nos obtém méritos muito superiores aos que alcançaríamos a partir da contemplação dos mesmos mistérios desvinculados dessa oração.

Ora, todas essas maravilhas se explicam porque é o Rosário dedicado a uma excelsa criatura que participa de modo admirável da vida divina, e foi por Deus cumulada de dons celestiais. A Mãe de Deus e da Igreja possui a plenitude da graça e o auge da caridade, utilizando-se de suas altíssimas prerrogativas para santificar o gênero humano e interceder em seu favor, a fim de que cada um progrida em direção à perfeição.

Embora o mundo convide, por sua agitação e constantes dissipações, a nos afastarmos desta oração, nada poderá superar os minutos de refrigério e paz que experimentamos ao rezar o terço. Pois, quando o recitamos, “Maria oferece-nos o Seu coração e o Seu olhar para contemplarmos a vida do Seu Filho, Jesus Cristo” (Bento XVI, Homilia em Lourdes, 19/09/2008). Haverá atrativo terreno comparável a esta recompensa?

Em outubro, mês dedicado ao Rosário, a nós cabe uma resposta de fidelidade ao pedido de Maria em Fátima: “Fazei penitência e rezai o Rosário”. Aprofundemos nossa devoção, considerando aquela que, já desde o início, recebeu a plenitude da graça e progrediu de plenitude em plenitude ao longo de sua vida, maravilhando o próprio Céu.

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Arte Nossa Senhora

Hino de Nossa Senhora da Soledade

Nossa Senhora da SoledadeHino da Paróquia de Nossa Senhora da Soledade (Recife – Arquidiocese de Olinda e Recife):

I

Senhora da Soledade

Solidão não existia

Porque seu Filho deixou

A Santa Eucaristia

bis: Porque seu Filho deixou / A Santa Eucaristia

 

II

De olhar angustiado

Foi virgem sofredora

A vós nos recorremos

Por nossa intercessora

bis: A vós nós recorremos / Por nossa intercessora

III

Derrama as vossas bençãos

Sobre nós, povo sofrido,

Protegei a vossa Igreja

Das ciladas do inimigo

bis: Protegei a vossa Igreja / Das ciladas do inimigo

Repete I

IV

Das Dores, das Graças ou Lourdes

De Fátima ou Piedade

Do Carmo ou Aparecida

És Senhora da Soledade

bis: Do Carmo ou Aparecida / És Senhora da Soledade

V

Senhora da Soledade

Sem pecado concebida

Recebe dos nossos lábios

Os louvores oh! Mãe querida

bis: Recebe dos nossos lábios / Os louvores oh! Mãe querida

Repete I

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Liturgia

Minha primeira vez na "Missa Tridentina"

O católico brasileiro desacostumado com o rito gregoriano, que é o rito próprio de nosso país, desde as malfadadas reformas do final da década de 1960, muitas vezes estranha as características da liturgia tradicional da Igreja e não sabe como se portar em algo que pretende, acima de tudo, agradar a Deus. Sendo assim, apresento aqui um folheto explicativo para aqueles que se aproximam pela primeira vez da Missa no rito gregoriano. No texto original, retirado da internet, os membros da comunidade Apologética Católica fizeram pequenas adaptações. Peguem o panfleto aqui:

Depois de impresso o primeiro, sugiro que tirem fotocópias o bastante para se ter pelo menos uns 10 em cada celebração.

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Liturgia

Porque nem todas as Missas válidas são iguais

Finalmente uma explicação teológica razoável sobre o motivo de dois ritos da Missa não terem o mesmo valor.

Avatar de G. M. FerrettiFratres In Unum

Por Robert J. Siscoe – The Remnant | Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com – Alguma vez você já se questionou sobre como responder àqueles que igualam a eficácia da Missa Tradicional e a do Novus Ordo, direcionando a discussão para o âmbito da validade de ambas? Tais pessoas afirmam que qualquer Missa válida é uma renovação do Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, cujo valor é infinito, e, então, concluem que, sendo a Missa válida, ela também é de valor infinito, e, portanto, sempre eficaz para aqueles que freqüentam. Eles podem até admitir que uma Missa celebrada escandalosamente terá um efeito negativo sobre a disposição subjetiva dos presentes, o que poderia, talvez, diminuir a quantidade de graça que recebem; mas insistirão (ou pelo menos implicarão) que nem os abusos litúrgicos, nem um indigno sacerdote, nem orações aguadas ou música profana, por si só, diminuirão a eficácia da…

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Arte Brasil profundo Personalidade

A fé de Ariano

Auto-da-compadecidaO professor de direito e confrade vicentino José Luiz Delgado vem, desde a morte de Ariano Suassuna, escrevendo uma série de textos sobre a sua convivência com o mestre do Armorial. O último desses escritos (Jornal do Commercio, Recife 26 de agosto de 2014) apresentou algumas informações sobre a fé católica de Ariano, de sua admiração por Alceu Amoroso Lima e sua relação com Gustavo Corção, e, por isso, transcrevo-o abaixo:

Mais lembranças

Impressionou-me a quantidade de gente, de “populares”, que saiu às ruas simplesmente para ver passar o cortejo fúnebre de Ariano. O “Brasil real”, que tanto ele amava e tanto defendeu, sabia reconhecê-lo, mesmo que não tivesse muito clara ideia do seu valor. Junto-me a esses para também chorá-lo.

No Conselho Municipal de Cultura, a que surpreendentemente me levou – até porque ele convocara ou discípulos e companheiros muito próximos das ideias dele (Raimundo Carrero, romance; Antônio Madureira, música; Gilvan Samico, xilogravura. Marcus Accioly, poesia) ou grandes personalidades, a quem profundamente admiriava (Dr. Murilo Guimarães e José Césio Regueira Costa) – penso que tivemos atuações complementares. Ariano se interessou  muito pelos vivos, promovendo, com editoras sulistas, a publicação de coedições para lançar nacionalmente poderosos talentos locais. E eu cuidei dos mortos… Inventei uma “Coleção Recife” justamente para publicar textos inéditos de autores pernambucanos já falecidos.

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Liturgia

O "Dominus Vobiscum" e a Coleta

Tradução e adaptação de um texto republicado no informativo norte-americano da Fraternidade de São Pedro (agosto de 2014) de autoria do Pe. Paul Carr (The Collect: Dóminus Vobíscum):

dominus 2Assim que o canto do Gloria in excelsis Deo termina, o celebrante, em pé ao centro, beija a pedra do altar em reverência a Cristo, a quem o altar representa, e vira-se para a nave e saúda a congregação com as palavras Dominus vobiscum (O Senhor esteja convosco). O povo responde Et cum spiritu tuo (E com o teu espírito ou E contigo também). Isso será repetido algumas vezes ao longo da Missa. Por que o celebrante se dirige à assistência dessa maneira?

Claramente, a intenção da saudação e sua resposta é desejar a presença de Deus sobre o outro: O Senhor esteja convosco é igualmente um desejo e uma invocação para Deus estar presente nas suas vidas e ações, e particularmente nas suas almas, como a resposta torna claro. Assim, o celebrante e a congregação estão mutuamente desejando a que a graça de Deus esteja presente nas almas uns dos outros.

Nós encontramos precedentes dessas expressões devotas na Sagrada Escritura: as palavras do celebrante são encontradas tanto no Antigo (onde vemos Booz agradecendo aos segadores por meio de uma benção com as mesmas palavras da Missa – Rute II, 4) quanto no Novo Testamento (onde o Arcanjo Gabriel saúda a Santíssima Virgem na Anunciação com palavras equivalentes em Lucas I, 28, embora nesse caso se trate da declaração de um fato não de um desejo).

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Contrarrevolução

Ante Deus nunca serás um anônimo

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Nossa Senhora Teologia

O Dogma da Assunção (1 de 3)

Foi em 1950 que o Papa Pio XII proclamou, para assombro de um mundo dividido pela cortina de ferro  e regozijo de uma Igreja ainda com uma musculatura invejável, o dogma da Assunção de Nossa Senhora. O tempo, contudo, parece que não contribuiu para um melhor entendimento dele; talvez isso tenha se dado por causa de toda a crise posterior ao Vaticano II, que teve entre seus pontos mais agudos um arrefecimento da mariologia (mas não da devoção mariana entre os fiéis católicos). Sendo assim, com muito custo de tempo, vou tentar dar uma contribuição ao estudo desse tema, transcrevendo (em 3 partes) um erudito artigo do então Frei Boaventura Kloppenburg, publicado na Revista Eclesiástica Brasileira de setembro de 1951.

assunção 2O Novo Dogma da Assunção

É justo que esta revista, que tomou parte ativa nos debates preparatórios do novo Dogma da Assunção – com todo um número especial e mais outros cinco artigos dispersos – ofereça algumas considerações em torno da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus “pela qual foi definido o Dogma da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu”. Não é minha intenção apresentar um comentário completo; quero apenas salientar alguns pontos que me parecem ser os mais fecundos e importantes.

1. O solene documento pontifício

Mas lançaremos primeiramente um olhar sobre o próprio documento que é, sem dúvida, o documento pontifício mais solene deste século. Suas palavras iniciais, munificentissimus Deus, lembram aquelas outras, de Pio IX, ineffabilis Deus. E creio que não andaremos mui apartados da mente de Pio XII, se teimarmos em ouvir nestas suas palavras iniciais um primeiro eco harmonioso do dogma da Imaculada Conceição. Pois exordia o Papa a sua exposição sobre o novo dogma da Assunção, recordando a “perfeitíssima harmonia” entre os privilégios mariais, salientando desde a primeira página a íntima conexão da corporal assunção com a imaculada conceição da Virgem Maria.