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Cultura Educação Pastoral

Educação do imaginário

Anos atrás me deparei com alguns textos e vídeos, geralmente vindos de grupos “tradicionalistas”, criticando a educação do imaginário no modelo pleiteado por Olavo de Carvalho e pensadores semelhantes que, incrivelmente, resvalavam em críticas sobre Tolkien e sua obra. Nunca tive paciência para lê-los totalmente ou para ver tais vídeos, pois a postura ao mesmo tempo tosca e pedante de quem os publicava era-me nauseante. O erro deles é óbvio, mas eu nunca tinha parado para racionalizar uma crítica; então, ao me deparar com um post no FB do confrade Sérgio Meneses, li um texto que caiu como uma luva sobre o que penso e, assim, resolvi publicá-lo aqui:

Esse desprezo de alguns no meio católico tradicional pela simples menção da ideia de uma “educação do imaginário” é bem ridículo, além de ser uma fábrica de analfabetos pretensiosos. É irônico e engraçado que às vezes citem Santa Tereza dizendo que “a imaginação é a louca da casa”, sem perceber que é justamente por isso que ela precisa ser educada… Sem um imaginário cultivado pela grande literatura, dificilmente se chega a compreender com mais profundidade os grandes temas da Sagrada Escritura, como aliás mostra São Jerônimo em seus comentários ao Antigo Testamento, repletos de analogias com os mitos pagãos. A “educação do imaginário” por meio da literatura latina permeou toda a educação medieval (cf. E. R. Curtius) e todos os escolásticos passaram anos estudando Virgílio, Ovídio e Lucano antes de começarem a estudar filosofia. Essa postura de “incultura militante” de católicos apuritanados é o exato oposto da atitude que os primeiros dezesseis séculos de cristianismo tiveram frente à literatura e ao cultivo do imaginário.

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Eventos Liturgia

Tríduo 2024

Programação do Tríduo Pascal no rito romano tradicional em Recife:

Lembro que na quarta-feira, a partir das 15h, haverá um mutirão de confissões.

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Apologética Crise Eclesiologia

Crescimento da Igreja na Coreia do Sul

O crescimento da Igreja na Coreia do Sul, relatado no vídeo abaixo, para mim, demonstra que as raízes dos problemas eclesiais no Ocidente não podem ser explicados apenas como uma consequência do Vaticano II ou da “reforma litúrgica”:

Notem que as mulheres mantiveram o costume de usar o véu.

OBS:

1) Essa reportagem me lembrou uma religiosa, beneditina missionária, de origem coreana que conheci no começo do século. Foi a religiosa mais comprometida com sua vocação e com a evangelização com quem já topei; recordo dela tentando diferenciar o vos do vós nos textos em português da Liturgia das Horas e de sua presteza em ensinar música para seminaristas vindo dos sofrível sistema de ensino de nosso país. Se muitos coreanos forem como ela (e parece que é assim), temos um claro sinal de que a saga da Igreja nesta terra de exílio ainda tem muitos “episódios antes do fim”.

2) Recentemente li alguns textos sobre o ambiente religioso da Coreia no período anterior à II Guerra, em especial no que é hoje a Coreia do Norte. É interessante que do lado protestante se fala em algo semelhante ao que ocorreu nos EUA durante o nascimento do neopentecostalismo e do lado católico havia a face mais organizada a vibrante da Igreja. Ficaram dúvidas em minha alma: será que a implementação do comunismo nessa região não é uma obra feita de propósito para barrar a propagação do Evangelho? Será que o próprio governo da Coreia do Norte, ao perseguir os cristãos e ao incentivar o culto pagão a seus ditadores, não faz isso porque sabe que na alma do povo há uma tendência à conversão ao Evangelho que só precisa ser alimentada?

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Liturgia Nossa Senhora

Comemoração de São José

Comemoração de São José para o Ofício Parvo. Lembro que ela é opcional e que, além do dia designado, os devotos do glorioso Patriarca podem rezá-la quando acharem conveniente.

19 de março
São José, esposo de Nossa Senhora, Confessor

Nas Laudes.

Ant. Ipse Jesus erat incípiens quasi annórum tríginta, ut putabátur, filuis Joseph.

V. Os justi meditábitur sapiéntiam.

R. Et língua ejus loquétur judicium.

Orémus.

Sactíssime Genetrícis tuae spónsi, quáesumus, Dómine, méritis adjuvémur; ut quod possibílitas nostra non óbtinet, ejus nobis intercessióne donétur. Qui vivis et regnas cum Deo Patre, in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sáecula saeculorum. 

R. Amen.

Nas Vésperas.

Ant. Ecce fidélis servus et prudens, quem constítuit Dóminus super famíliam suam. 

V. Glória et divítiae in domo ejus. 

R. Et justítia ejus manet in sáeculum sáeculi.

A oração como nas Laudes.

Ant. Principiava o mesmo Jesus a entrar na idade de quase trinta anos, e era reputado por filho de José.

V. Meditava na sabedoria a boca do justo.

R. Na sua língua proferia o juízo.

Oremos.

Senhor, nós vos rogamos que sejamos ajudados com os merecimentos do esposo de vossa Mãe Santíssima, para que por sua intercessão nos haja de ser concedido o que a nossa possibilidade não alcança. Vós que viveis e renais com Deus Pai, em unidade de Deus Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 

R. Amém.

Ant. Eis o fiel e prudente servo, ao qual constitui o Senhor sobre a sua família.

V. A glória e as riquezas estão na tua casa.

R. E permanece a sua justiça pelos séculos dos séculos.

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Liturgia Nossa Senhora

Comemorações no Ofício Parvo

O Ofício Parvo possui uma Comemoração Geral dos Santos nas Laudes e nas Vésperas, que consolida uma história longa de comemorações específicas, e que é obrigatória. Junto a ela, ao longo dos séculos, muitas almas devotas acharam por bem reconhecer e pedir a intercessão dos que concretizaram o Evangelho nas circunstâncias de suas vidas; desse modo, surgiram Comemorações Comuns, Comemorações Particulares e aquilo que chamo de Comemorações Especiais. Todas essas últimas são opcionais, a não ser no caso de alguém estar submetido a uma regra específica que exija certa devoção.

Para apresentar esse tesouro aos leitores, vou publicar uma série de postagens: uma sobre a história da Comemoração Geral dos Santos e outras com o texto de algumas comemorações (isso é utilíssimo frente ao fato de que a maior parte das edições das Horas de Nossa Senhora, nacionais ou estrangeiras, não trazem comemorações). Esses posts não seguirão uma ordem preestabelecida, mas serão ordenados na página sobre o Ofício Parvo.

Os textos das comemorações serão retirados do Devocionário Horas Marianas (edições de 1885 e 2023), que é uma publicação lusitana do Ofício Parvo, e contam com a aprovação eclesiástica do Bispo-Conde de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina, ou da clássica edição da Vozes do Ofício de Nossa Senhora.

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Bíblia

Promoção imperdível!

Foi lançada a campanha da 2ª edição, pela Editora Realeza, da clássica tradução da Vulgata feita pelo Pe. Matos Soares, a única com a garantia eclesial de não ter erros contra a fé e a moral. Mas essa nova edição não é uma mera reimpressão da anterior, que, por si, já foi um trabalho extraordinário na recuperação desse tesouro perdido; ela prima pelo conforto na leitura!

Nesse intuito, certas modificações, mais do que bem vindas, foram acrescentadas, das quais destaco:

Diagramação aprimorada: Os textos foram diagramados em duas colunas, exceto os textos poéticos, que foram mantidos em uma única coluna. Isso facilita a leitura e a compreensão dos diferentes estilos literários presentes na Bíblia.

Papel creme de alta qualidade: O papel utilizado nesta edição é ainda mais amarelado, proporcionando maior conforto visual durante a leitura e ressaltando o contraste das letras.

Letras ampliadas: As letras foram aumentadas em tamanho para melhorar a legibilidade, especialmente para aqueles com dificuldades visuais.

Índice digital: Esta edição virá com um índice digital que facilita a busca e a localização dos livros da Bíblia, tornando mais simples encontrar passagens específicas rapidamente.

Lombada mais fina: Devido ao número inferior de páginas, a lombada desta edição é mais fina, o que a torna mais compacta e fácil de manusear.

Revisões e correções: Foram realizadas várias revisões no texto da primeira edição, corrigindo alguns erros de digitação e garantindo, desse modo,  a precisão e a fidelidade aos originais do Pe. Matos Soares.

Além disso, a campanha inclui entre as suas opções de compra um combo indispensável para o estudo bíblico, pois inclui obras de comentários aos Salmos e ao Novo Testamento, bem como uma com foco apologético por meio da Sagrada Escritura. Algo que custaria facilmente R$ 1.000 está sendo vendido (nessa etapa da campanha, portanto corram!) por apenas R$ 499, 90.

O site onde os leitores podem adquirir todas essas obras essenciais pode ser acessado aqui.

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Bíblia

Os ensinamentos no Templo

Um sermão interessantíssimo do Pe. Cardoso, no qual ele dá algumas explicações sobre os ensinamentos de Nosso Senhor com 12 anos no Templo:

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Política

Você sionista

Você, que é metido a ser sionista sem ser judeu; você, que brinca de ser “cristão” apoiando um Estado que despreza a minoria cristã palestina; você, evangélico idólatra do Estado de Israel, abobalhado em torno de um país radicalmente secularizado, politicamente correto, onde aborto e agenda gay e feminista correm soltos; você, quinta coluna do Brasil segurando a bandeira de uma potência estrangeira que caga mole para o nosso país: se você apoia a política sangrenta de Israel contra Gaza, a demolição de um país inteiro, a expulsão de um milhão de pessoas para as fronteiras do Egito e a matança indiscriminada de civis, você ou é um patife inescrupuloso bem informado ou um idiota muito mal formado.

(…)

Uma certa militância judaica abusa de conceitos como “antissemitismo” e mesmo a memória do Holocausto contra qualquer crítica às políticas ou à retórica do Estado de Israel. Aqui há um processo de pura banalização mesclada com chantagem emocional. Evidente que há pessoas que odeiam os judeus, como há imputações injustas ao Estado de Israel. Mas também há críticas justas e legítimas. Porém, no discurso de uma certa facção sionista fanática, estes critérios não importam. O que importa é a adesão incondicional às políticas de Israel, não importa se são criminosas, imorais ou desumanas. Os judeus fanáticos podem rejubilar-se de pulverizar Gaza, reduzi-lo a escombros, matar o maior número possível de palestinos e como prêmio, até tomar seus territórios. Mas o “nazista”, o “antissemita”, o odiento de judeus é você. Você é a SS em pessoa, por não colaborar com os crimes dos judeus. Um tipo de fanatismo deste naipe, além de irracional, beira o infantilismo das crianças birrentas. Certos judeus criam um profundo abismo com o mundo e culpam a humanidade não-judia pelo fato de ela não servi-los?

– Conde