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Apologética Catequese

Provas da Revelação e da verdadeira religião

Um texto do confrade Rui que perfaz um mini compêndio de apologética:

1) A existência de Deus é fato comprovado pela razão:

Não iremos demorar aqui demonstrando as provas da existência de Deus. Todas as coisas que compõem o mundo, consideradas em conjunto ou em separado, não possuem em si mesmas a razão suficiente de sua existência. Logo, a razão confirma a existência de um Criador.

2) Prova da necessidade de uma Revelação:

Uma vez que Deus criou o homem e todas as coisas, o homem deve ser grato a Deus pela sua existência e pela das outras coisas. Como ser inteligente, não lhe bastaria cumprir passivamente suas obrigações de lei natural, sem importar-se com o Criador. Mas como poderia expressar a sua gratidão pelo Criador, se não sabe como poderia ser grato a um Criador, que de nada tem falta? Não lhe bastaria a oração e a gratidão naturais, posto que a relação com o Criador deveria fundar-se na justiça, justiça essa da qual desconhece a medida. É necessário, portanto, que Deus encaminhe o homem, que lhe mostre o que deve fazer para ser grato. Dessa forma, é necessária uma Revelação.

3) Prova da realidade da Revelação:

Uma vez que se prove a necessidade da Revelação, prova-se, por tabela, a sua realidade, pois Deus, extremamente sábio, não é negligente, e dispôs todas as coisas de forma correta.

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Liturgia

Reforma da reforma – "Introdução ao Espírito da Liturgia"

Alguns anos atrás recebi de um capelão militar o seguinte texto, produzido em cima da primeira edição alemã da obra Introdução ao Espírito da Liturgia do então Cardeal Ratzinger (fiz algumas modificações de estilo):

Elementos Estruturais de uma Reforma da Reforma Litúrgica

Breve síntese de “Introdução ao Espírito da Liturgia

(Der Geist der Liturgie. Eine Einführung, Freiburg, 2000)

O novíssimo livro do Cardeal J. Ratzinger aborda pontos essenciais de uma reforma da reforma litúrgica. Somente podemos dar aqui alguns elementos dessa acurada e profunda publicação. Este livro tem sua argumentação toda fundada na Sagrada Escritura, na Grande Tradição Litúrgica e na História da Igreja. Nele, o Purpurado indica aos sacerdotes melhoramentos já agora aplicáveis. Naturalmente, uma reforma da reforma não pode levar a eliminação do Rito Gregoriano, uma perene e necessária fonte de inspiração.

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Apologética Catequese

A Igreja na essência e no tempo presente

Já publiquei aqui no blog vários textos do professor de direito e confrade vicentino José Luiz Delgado que direta ou indiretamente tocam na vida eclesial ou em temas de espiritualidade, e, por isso, tenho o prazer de apresentar aos leitores o áudio de uma palestra que ele deu no último dia 10 na Faculdade de Direito do Recife (UFPE) tratando da Igreja na sua constituição essencial e na maneira como ela se concretiza no tempo presente:

Obviamente, divirjo do professor em vários pontos, pois ele é claramente um neoconservador e eu sou um tradicionalista, mas a fidelidade sincera do palestrante à Fé, que faz jus à herança espiritual de seu pai, não pode deixar de ser admirada por todos os católicos.

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Sociedade

Redução da maioridade penal

É imoral reduzir a maioridade penal? É conveniente? Mas qual é o verdadeiro problema por trás deste debate? O problema da violência e da segurança pública em nosso país revela o “mundo cão” em que vivemos. Veja neste vídeo do Pe. Paulo Ricado como os métodos educacionais da moda têm adestrado os nossos filhos como verdadeiros animais e porque alguns chegaram à conclusão que, diante da emergência, a única solução é a jaula. Reduzir ou não reduzir a maioridade penal, eis a questão! Mas será que não estamos reféns da própria pergunta que nos impusemos?

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Política

Perguntar não ofende…

Onde estariam os democratas do PT se o presidente fosse o tucano Aécio Neves, com um partido que tivesse boa parte de sua cúpula presa ou envolvida em denúncias de corrupção, pedaladas fiscais, defendendo cortes dos direitos trabalhistas, com inflação em alta e popularidade em baixa, na casa de um dígito? Estariam defendendo o mandato do tucano? Estariam acusando de golpista quem estivesse pensando diferente? Aliás, onde estavam os petistas, por exemplo, durante os momentos finais do agora aliado Fernando Collor? Defendendo o mandato collorido? Acusando de golpista quem defendia a saída do então presidente? Ou bradando pelo impeachment, condenando o presidente antes mesmo do julgamento? Quem tiver dúvida, ou não lembra, consulte os relatos históricos. Só não pode é tentar apagá-los porque, para sempre – e para o bem da democracia – oposição é oposição. Ontem e hoje. E a de hoje, comparada com o estrago que o PT era capaz de fazer… Eles, os petistas, aliás, sabem disso como ninguém. Ou será que esqueceram?

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Apologética Direito Sociedade

O Estado laico de Fábio Porchat

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Arte

Jesu Decus Angelicum

Eric Ramos, um organista que vale por um coral, canta essa tradicional música católica.

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Brasil profundo História

Do nativismo brasileiro

Certas coisas parece que nunca mudam:

nativismo

Padecem essas nacionalidades [latino-americanas], principalmente no seu ódio romântico à Península, – sua grande madre, as consequências duma longa e persistente infiltração estrangeira. Se nas nações de origem espanhola, mercê duma activa campanha intelectual, o regresso aos caminhos da verdade começou já a acentuar-se, o “nativismo” no Brasil, desprezando, entre outros avisos, o do insuspeito Sílvio Romero, não hesita em quebrar todas as amarras que prendem a pátria brasileira ao passado, – e glorioso passado! –, de Portugal. Chega-se até à extremidade de aclamar como um puro tipo de brasileirismo nascente a Calabar, – um traidor, que não trepidou em abandonar seus irmãos de armas, passando-se para o holandês – para o inimigo!

Nunca o Brasil deve esquecer os aplausos que a colonização portuguesa arrancou a Eduardo Prado, – colonização católica, criadora de povos, tal como a espanhola –, e não simples ocupadora de territórios, onde a caça ao indígena se tornava processo sumário de domínio, – tal como a Inglaterra. Cremos bem que a tendência mental no Brasil se modificará sensivelmente, com mais justiça e mais meditação sobre as lições da História. O esforço de Elísio de Carvalho, com as páginas fortes e sinceras dos seus Bastiões da Nacionalidade, representa já uma sensível modificação do ambiente. Mas a Elísio de Carvalho e aos seus colaboradores da América Brasileira, – que o querido e ilustre camarada nos perdoe a franqueza, talvez um tanto desabrida! –, falta-lhes uma doutrina, uma filosofia. Como nacionalistas, a sua doutrina, a sua filosofia, teria de ser iniludivelmente anti-democrática, ou melhor dizendo, contra-revolucionária. É, de resto, a filosofia que o Brasil já possui nas belas campanhas de Jackson de Figueiredo, meu irmão na mesma dupla fé religiosa e tradicionalista. Mas, ai de nós!, Jackson de Figueiredo participa um tanto da lusofobia dos nativistas, como, com mágoa, concluo da leitura do seu opúsculo Do Nacionalismo na Hora Presente. Aponta justamente aí Jackson de Figueiredo a diferença que há para um americano na revolução, ou seja, “na violenta separação que estabelecemos entre nós e as metrópoles”, – diz o autor eminente de Pascal e a Inquietação Moderna –, e a Revolução quando, facto moral e ideológico, importa a negação dos dogmas nacionais, “paralela quase sempre à negação religiosa”. O desacordo começa, porém, quando, assinalando ao “português” a sua qualidade de “estrangeiro” no Brasil, o considera no mesmo pé de igualdade que “o francês, o alemão ou o japonês”. Eis onde nos distanciamos profundamente, entendendo que o nacionalismo de Elísio de Carvalho, neste aspecto do problema, se coloca mais dentro dos princípios tradicionalistas que o patriotismo alarmado de Jackson de Figueiredo.

– Antônio Sardinha (A Aliança Peninsular, via Acção Integral)