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Arte Sociedade

Eu não sabia quem era ele

Semanas atrás quando o cantor sertanejo Cristiano Araújo morreu num trágico acidente de trânsito, eu passei meio ao largo da comoção popular e das polêmicas envolvendo uma frase dita pelo pai dele e uma crítica do apresentador global Zeca Camargo. Simplesmente não conhecia esse rapaz e nem me importo com o estilo das músicas dele. Fui, por isso, questionado um sem número de vezes, tanto por pessoas próximas quando por conhecidos virtuais, como se eu tivesse de ter opinião sobre tudo e como se fosse um ET por não me ligar nesse fato. Por isso, ao ler agora de manhã uma crítica do ótimo colunista de música do Jornal do Commercio, José Teles, sobre o livro Cowboy do Asfalto (Gustavo Alonso, Civilização Brasileira) que trata da história cultural da assim chamada música sertaneja, um trecho chamou minha atenção:

(…) Cristiano Araújo, um dos sertanejos universitários mais bem sucedidos causou surpresa quando morreu em acidente em 24 de junho passado. Aventou-se a ideia de que o fato de ele ser ainda um desconhecido para boa parte dos brasileiros, embora com milhões de fãs, seria a prova do abismo entre dois Brasis. O que não deixa de ser verdade. Porém, não tão simplista.

Cristiano era contratado da Som Livre, tinha trânsito livre pelos principais programas da TV Globo, incluindo as trilhas sonoras de novelas. Existe, porém, dentro da própria classe média uma divisão. A dos “cabeças”, ligada em TV por assinatura, seriados americanos, e que não acompanha a programação popular da TV. É incapaz de distinguir Gustavo Lima do citado Cristiano Araújo. Mas sertanejos são ídolos do interior do Sudeste e Centro Oeste e das grandes capitais há muito tempo. Sertanejos cantam para a classe média das Hilux, dos energéticos e dos festivais em que a música é o que menos importa. Nas favelas é o MC que fala para a juventude sobre novinhas, drogas e tretas. No Brasil está contido muitos Brasis.

Não, eu não sou do que ele chama de “classe média cabeça”, meus referenciais são anteriores aos desse grupo social e minha família tem outra origem, mas concordo com a base dessa análise, que, levando para o que importa neste blog, tem relação direta com o sucesso comunicativo das seitas pentecostais nas nossas grandes cidades e com o fracasso dos conservadores/tradicionalistas católicos em aumentarem seu protagonismo social. Compreender a linguagem e os anseios de uma sociedade materialista e plural é essencial na apresentação da Boa Nova de um modo frutuoso.

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Pastoral

A criança no banco da frente da Missa

A criança no banco da frente da Missa – Um ótimo texto que trata do modo orgânico com que nossas vidas devem se mesclar com a da Igreja e de um suposto problema sobre o qual todos que são responsáveis pela liturgia numa igreja tem de ouvir vez ou outra uma reclamação.

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Ética e moral

O verdadeiro e o falso amor

Rui BarbosaConcordar e animar nada custa.

Contradizer e aconselhar, isto sim.

Amantes nunca dissentem um do outro.

Mas esposos, que não se saibam contrariar e advertir, é que não se sabem amar.

É o que vai do amor lícito ao ilícito, do amor puro ao impuro, do mundano amor ao amor santo.

Um, todo carne, todo culpa, nasce do apetite, nele se ceva, e com ele acaba.

Por isso é só blandícias, lisonja, só e só mentira todo ele.

O outro deriva do coração, e no espírito se acendra; pelo que vive de sinceridade, zelo e devoção, e todo ele é fé e confiança, todo estima e desvelo, todo escrúpulo e verdade.

Esta condição do amor casto, do amor fiel, do amor consagrado: o amor dos pais, o amor dos bem-casados, o amor da pátria, o amor de Deus.

– Rui Barbosa (Permanência março-abril de 1975)

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Família Sociedade

O divórcio e a prole

O primeiro efeito do divórcio é eliminar a prole… É uma conseqüência imanente ao dinamismo psicológico criado pela mentalidade divorcista. A criança, por sua natureza, pede uma casa com futuro garantido. Se à solidez dos lares definitivos se substitui a mobilidade temporária das tendas, tudo o que é estável e duradouro passa a ser um móvel deslocado, um traste inútil, uma travanca a empecer a liberdade dos movimentos. Que marido quer ser pai se amanhã a esposa que lhe devia ser companheira insubstituível na educação dos filhos, pode desertar a casa em busca de novas aventuras do coração? Que esposa, sobretudo, se decidirá a submeter os ombros aos deveres da maternidade, se amanhã pai de seus filhos a pode desamparar, sem apoio e sem recursos, com quatro ou cinco bebezinhos nos braços frágeis, lembranças ingratas de um amor falido, obstáculos penosos a tentativas de uma nova reconstrução de vida? Não: num lar em que o divórcio pode romper não há lugar para a criança.

A prole, que na ordem natural era o fim do matrimônio, no regime divorcista é sempre um risco, amanhã talvez um obstáculo, mais tarde um remorso.

– Pe. Leonel Franca S.J. (Permanência março-abril de 1975)

Palavras mais do que proféticas se vemos hoje as causas de cunho psicológico para o atual declínio demográfico brasileiro, que levará a população a encolher a partir de 2050.

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Filosofia

Deus poderia criar o mundo desde sempre?

Texto do confrade Rui Ribeiro Machado:

tempoRepugnaria a razão dizer que não, dado que seria limitar a potência divina a um determinado tempo. Deus pode criar num tempo, mas não antes, e se, antes, não anteriormente a isso, e, como Deus é eterno, em algum momento não poderia ter criado o que criou. Logo, Deus mudou, o que é absurdo.

Devemos, portanto, confessar que Deus poderia ter criado o mundo desde sempre. Mas, como resolver as dificuldades desse raciocínio, como por exemplo: Uma sequência infinita de eventos na origem dispensaria o Criador? Seria possível que um movimento que começasse no infinito chegasse ao agora?

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Apologética

Evidências para o cristianismo

William L. Craig fez ótimo uso das lições de apologética de Blaise Pascal neste vídeo. Recomendo.

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Política

Você quer ser violentado com baioneta por discordar do PT? Então lute pela liberdade.

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Espiritualidade Família

Crise econômica e vida espiritual

Desemprego, arrocho salarial, inflação, carga tributária sufocante… Se você está sofrendo com a atual crise econômica, saiba, neste vídeo do Pe. Paulo Ricardo, como enfrentar espiritualmente estas dificuldades. Saiba como transformar este momento difícil numa oportunidade maravilhosa de sua família crescer espiritualmente.