Categorias
Bíblia Contrarrevolução

Notas sobre o Apocalipse e o ateísmo

Notas em áudio de Mário Ferreira dos Santos sobre a interpretação do Apocalipse e sobre o ateísmo militante:

Mário Ferreira dos Santos

Categorias
Contrarrevolução Crise Cultura

Entrevista do Patriarca Russo

Nos últimos anos, devido à continuidade dos problemas na Esposa de Cristo, muitos bons católicos foram atraídos pelo canto de sereia das igrejas autoproclamadas ortodoxas. Infelizmente isso pode até ter sido incentivado pela mais alta autoridade, já que desde o pontificado de João Paulo II uma noção equivocada de ecumenismo com os membros de tais grupos se espalhou. Todavia, fazendo essa ressalva, temos de reconhecer o certo e o justo quando ele aparece na nossa frente venha de onde vier, pois de alguma maneira misteriosa ele é sempre um reflexo de Deus; assim sendo, vi com grande interesse a entrevista abaixo com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, filmada em novembro do ano passado e ainda atualíssima.

Na entrevista, o Patriarca fala sobre o domínio do politicamente correto no mundo Ocidental e de como isso é um empecilho para que as pessoas professem a fé cristã, fala sobre as perseguições aos cristãos no Oriente Médio, analisa o fato das sociedade de muitos países, pela primeira vez na história, estarem fazendo leis dissociadas de qualquer justificativa moral objetiva, enfim, ele reflete sobre nossa crise civilizacional. Vale a pena ver:

Categorias
Apologética Brasil profundo Contrarrevolução Política

Marco Antonio Villa e a defesa da “laicidade”

Categorias
Crise Eclesiologia Liturgia

Resposta a Dom Henrique Soares

Com toda a vênia devida a um Sucessor dos Apóstolos e invocando o Cân. 212 do CDC, o qual me dá direito de manifestar as minhas necessidades aos Pastores e dar minha própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja, eu vou comentar um trecho de um texto de Dom Henrique Soares da Costa, na época, Pe. Henrique, sobre a Missa Gregoriana, ou Tridentina.

O texto se encontra aqui.

Escreve o atual Bispo de Palmares:

Há um endeusamento da Missa de São Pio V que é errado, fora de contexto e trai a grande tradição litúrgica da Igreja. A Igreja tem, teve e terá sempre o direito e o dever de modificar seus ritos, de acordo com as circunstâncias e o discernimento da legítima autoridade apostólica, desde que não fira a essência mesma da estrutura sacramental.

No livro A Reforma Litúrgica Romana, prefaciado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, o Monsenhor Klaus Gamber, ao analisar as reformas anteriores a de Paulo VI, chegou às seguintes conclusões:

Categorias
Eventos

Primeira Missa Solene do Pe. Marcos Mattke, IBP

Categorias
Cultura

A boa companhia dos mortos

Um ótimo texto do tradutor José Francisco Botelho (Veja, 17 de maio de 2017):

Alguns meses atrás, um interlocutor bastante perspicaz me perguntou por que dedico tanto tempo e energia à tarefa de traduzir clássicos da literatura. A questão, na verdade, foi elaborada com menos palavras e mais pungência: “Por que você faz isso consigo mesmo?”, Meu amigo pressupunha, de forma bastante razoável, que os espinhos do ofício sejam bastante afiados e que não raro nos machuquem os dedos. Não pretendo ostentar cilícios nem posar de flagelante, mas a pergunta está longe de ser ociosa: se vamos nos dedicar à escrita, por que nos prender às sombras do passado? Não seria mais simples dizer de uma vez o que queremos sobre o nosso tempo e a nossa vida? Felizmente, não tenho de responder sozinho a essas questões perturbadoras: no que se refere à tradução dos clássicos, nossa língua vive um momento de ebulição. Intrépidos desbravadores buscam novas edições para textos canônicos, redescobrindo frescor e surpresa em território que pensávamos conhecer muito bem; ou nos revelam grandezas que só podíamos entrever ou imaginar, em obras nunca antes vertidas para o português. Em todos esses casos, a provocação persiste, oh amigos e amigas cravejados de espinhos: por que insistimos em dar voz aos mortos – e, ainda mais, numa hora destas?

Categorias
Crise Eclesiologia

Como responder a um escândalo na Igreja

Ontem foi o dia de São João Fisher que, juntamente com São Thomas Morus, é um dos mais famosos mártires do tempo da pseudo-reforma na Inglaterra. E a história dele e de seu companheiro no Céu nos ensinam muito sobre como lidar com os escândalos (ou decepções) que envolvem as lideranças da Igreja de tempos em tempos.

São João Fisher nasceu em 1469 e São Thomas Morus em 1478, ambos morreram em 1535. Viveram, portanto, numa época de dissolução interna que parece inimaginável para muitas almas piedosas de nossos dias.

Vejamos, em 1492, quando São João Fisher estava no início dos anos vinte e Thomas Morus na adolescência, Alexandre VI foi eleito papa e reinou por pouco mais de 11 anos. Seu papado ficou marcado por sua vida escandalosa, pelo seu nepotismo e por sua venalidade. Após as poucas semanas do breve reinado de Pio III, o papa Júlio II foi eleito. Como cardeal, ele havia gerado três filhas, e por causa de sua violência era conhecido como Il Terribile. Foi sucedido em 1513 pelo Papa Leão X, um conhecido nepotista, cujo luxo o distraiu de lidar eficazmente com Lutero e os primórdios das heresias protestantes. Após o breve papado de Adriano VI, Clemente VII foi eleito. Ele estava, pelo menos, livre de censura na vida privada, mas foi um líder irresoluto e ineficaz. O Papa Paulo III foi o último papa na vida dos dois santos. Como cardeal Farnese, ele tinha sido conhecido como “Cardeal da Anágua” (obs: anágua, para quem não sabe, é uma antiga peça íntima feminina, como uma saia que se vestia embaixo do vestido) porque sua irmã Júlia foi amante de Alexandre VI. O próprio cardeal Farnese tinha uma amante com a qual teve três filhas e um filho. Quando se tornou Papa, reformou sua vida e é conhecido pela história por convocar o Concílio de Trento.

Tudo isso seria suficiente para que alguém deixar a Igreja? Não se se trata dos dois santos citados. A vida devocional honesta de São João Fisher e São Thomas Morus significou que eles fizeram das palavras e dos exemplos uma campanha pela reforma da Igreja, significou que eram uma “pedra de tropeço” para os fariseus da época, mas a posição deles fica realmente clara no martírio. Eles morreram pela autoridade do Papa no caso do casamento do rei. Conseguiram ver a distinção entre o homem e seu ofício com tanta clareza que foram executados em defesa da autoridade da Santa Sé. Assim devemos fazer.

Categorias
Espiritualidade

Os “três corações” do homem

Não há palavra tão gasta como a palavra “amor”, e não há conceito tão mal entendido como o conceito “amar”. Quando falamos dessas duas coisas, o que temos em mente, na maioria das vezes, são os “sentimentos”, movimentos orgânicos presentes até mesmo nos animais. Um exame mais detido, porém, revela-nos que há em nós, não um, mas “três corações” e, portanto, três formas diferentes — uma mais perfeita do que a outra — de amar.