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Via Sacra do Adoremus

Do começo do século XX até 1970 o Adoremus foi o principal devocionário usado no Nordeste do Brasil. Conheci ao longo da vida inúmeras pessoas, entre elas uma de minhas avós, que, em meio a toda devastação que a Igreja sofreu no pós-concílio, mantiveram a Fé tradicional por causa desse livreto. Assim, folgo em saber que a Editora Domus Aurea prepara uma edição crítica dessa obra (reunindo tudo que se publicou nas edições de 1906, 1929, 1937, 1942 e 1963, e sem a ridícula inovação – Mistérios Luminosos – que a Ecclesiae fez).

Como “tira gosto” do que vem por aí, aproveitando o início da Quaresma, a Domus disponibilizou a Via Sacra do Adoremus, que agora compartilhos com os leitores:

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Catequese Filosofia Teologia

Há conflito entre fé e razão?

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Catequese

Batismo: fundamentos

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Diferenças no Ofício Parvo segundo as rubricas de São Pio X e as de Trento

Pergunta feita pela leitora Aurora:

Lendo seu post sobre o Saltério de São Pio X fiquei pensando em como isso afetou o Ofício Parvo, nos Salmos e em outros elementos.

Ótima pergunta! 

Graças a Deus as mudanças foram mínimas. Em 62 foram um pouco mais, e na minha visão infelizes. Na verdade, se uma edição de meus sonhos fosse publicada, ela conteria o formato que temos nessa edição da Vozes de 1940 que disponibilizei, somado a alguns anexos enriquecedores (como um sobre as indulgências, um sobre a história e alguma coisa na área musical), algumas melhoras pontuais na tradução e com os elementos que foram perdidos na aplicação da reforma de São Pio X. Facilmente, com algumas notas no fim, uma obra com essa organização poderia se adaptar, a depender do gosto de quem a estive usando, ao sistema de rubricas pianas e joaninas (obviamente com o destaque de que as joaninas é que são normativas).

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Deveres dos católicos referentes às faltas do próximo

Texto compilado pelo confrade Paulo Vinícius Costa Oliveira (as referências vejam na parte dos comentários):

*As fontes para o que segue são: a “Conferência” do Padre Faber sobre receber escândalo; Sto. Tomás de Aquino – Summa Theologiae; Scupoli – Combate Espiritual; Scaramelli – Diretório Ascético; São Francisco de Sales –Introdução à Vida Devota; Thomas de Kempis – Imitação de Cristo; Balmes –A Arte de Alcançar a Verdade; Sto. Afonso de Ligório; São João Crisóstomo; e outros.

Podemos:

• Acreditar que o próximo cometeu um pecado contanto que a malícia do ato em que baseamos nossa convicção seja tão clara, óbvia e palpável que o ato não seja susceptível nem de justificativa, nem de desculpa. (D’Hauterive: Grand Cat., parte 2, seção 1, lição 27, n.º 52)

• Quando a ocasião for propícia e o pecado for manifesto, corrigir ou censurar o próximo.

• Fugir como da peste da companhia de pecadores escancarados e manifestos.

• Quando o bem de outrem tornar isto aconselhável, denunciar um pecador cuja culpabilidade for objeto de certeza, ou manifestar nossas suspeitas razoáveis, com moderação, a pessoas que tenham necessidade de ser informadas.

• Sondar o estado de consciência de pessoas sobre as quais temos autoridade, por exemplo nossos filhos menores de idade.

• Avaliar a virtude ou as motivações do próximo para uma finalidade específica, por exemplo para decidir se é apropriado empregá-lo numa dada função, com a condição de mantermos nossas conclusões apenas provisoriamente, na medida que não atingem o nível da certeza.

• Suspeitar da existência de uma falta ou vício, ou ao menos duvidar da virtude de alguém, caso a necessidade nos obrigue a refletir sobre a questão e existam razões suficientemente sólidas para nossas conclusões.

• Até mesmo relatar nossas suspeitas a outras pessoas, com prudência e caridade, por uma razão suficiente.

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Política Sociedade

Censura e liberdade de expressão

Comentando um episódio recente que envolveu o deputado pós-bolsonarista Kim Kataguiri, o Conde faz uma reflexão interessante sobre a relação entre a censura e a liberdade de expressão e, de quebra, mostra algumas das limitações do liberalismo derivadas de sua má análise antropológica:

https://youtu.be/AmpgUyp3zv8

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Liturgia

Saltério de São Pio X

Em 1911 passou a valer a reforma do Ofício Divino feita por São Pio X (Divino Afflatu – 1910), que, em especial, reorganizou a distribuição dos Salmos, quebrando com a tradição que vinha de São Bento. É esse saltério que é usado pelos sacerdotes e comunidades religiosas tradicionalistas e pelos leigos que cultivam o rito romano histórico (obviamente, existem exceções, como as comunidades que usam o Ofício Monástico).

Vale salientar que o Breviário Romano de São Pio X passou por poucas modificações até 1971 (quase sempre no calendário), quando entrou em vigor a Liturgia das Horas; e que, embora encontrasse fortes motivos para ter sido feita, essa versão do Breviário é alvo de algumas críticas nos nossos dias, que a entendem como a primeira grande intervenção papal na liturgia que talvez tenha passado do razoável.

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