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Catequese Espiritualidade

Ilações sobre a morte

Texto do confrade Karlos Guedes:

morteA morte é, de certa, forma, uma criação do homem. Aquela decisão tremenda tomada por Adão, ao ser apresentado a ele, por Eva, o fruto da árvore foi, de fato, o maior dos atos humanos.

Imagino o silêncio e a expectativa de toda a criação naquele momento! Os anjos de um lado; os demônios do outro… cada um esperando a decisão humana mais importante…

Enfim, tomou Adão sua decisão: quis ser igual a Deus! E caiu do alto grau de dignidade que tinha. Imagino que a retirada da graça foi o que eles mais sentiram, pois se sentiram nus (cf. Gn III,10). Contudo, para nós, que já somos concebidos no pecado (cf. Sl L,7), creio não ser a falta da graça o mais ululante dos castigos, mas a morte.

A morte chama-nos à reflexão, tanto religiosa como filosoficamente.

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Apologética

Consultores iluminados: tolices sobre catolicismo e reforma protestante

Refutação das afirmações do cientista Carlos Alberto Almeida, que diz que os países latino-americanos são atrasados porque são “católicos” e os países protestantes “avançados” porque investiram em educação pública.

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Defesa da vida

Procurando a consciência num abortista

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Educação Política Sociedade

E o ENEM?

Novamente a aplicação do ENEM gerou polêmica, mas dessa vez não foi por causa de fraudes e sim pelo conteúdo ideológico da prova (e só se surpreendeu com isso quem é muito inocente), que pode ser vislumbrado no seguinte comentário do Sr. Sérgio Nunes no Facebook (que tomei conhecimento por meio do confrade Eduardo Gomes):

Sobre o ENEM, julguem por si mesmos:

Dei uma breve analisada nas 45 questões de ciências humanas, e separei alguns autores citados e temas mencionados. Será que os jovens estão sendo treinados para analisarem as diversas visões de mundo? Ou apenas uma?

A questão aqui não é contradizer ou discutir a opinião de algum autor específico, ou ainda algum tema, mas mostrar que apenas um lado é discutido. Seguem alguns citados e alguns temas:

– Nada como começar com o filósofo Slavoj Zizek, uma das estrelas do marxismo atual, que nesta prova, emergiu com um texto propondo um ato de alteridade, comparando a ação do exército americano com o terrorismo do Talibã.

– David Harvey, geógrafo marxista que propõe a ocorrência de um cataclisma no sistema de produção capitalista (não especificamente na questão desta prova).

– Karl Mannheim, muito influenciado pelo marxismo, apesar de posteriormente se afastar da hipótese de violência revolucionária. Estudou em um Grupo de estudos de Lukács. Na questão, obviamente propõe que a visão individual é condicionada pela sociedade.

– Simone de Beauvoir, com suas ideias feministas, arguida por ter sido ao mínimo colaboracionista com o regime nazista, com algumas ideias que podem associar-se com pedofilia, e misandria.

– Robert Reich, democrata americano, que contra todas as evidências empíricas, propõe uma hipótese de relação inversamente proporcional entre capitalismo e democracia. Para ele: “tax are the price we pay for a civilized society”. Se posiciona criticamente à teias globais.

– Milton Santos, geógrafo com posições anti-globalização, anti-capitalismo, anti-burguesia, pró-socialismo.

– Agostinho Neto, antigo governante de Angola de partido de esquerda, inicialmente marxista, posteriormente centro-esquerda.

– Maria da Glória Gohm, professora de educação da Unicamp, defensora dos Conselhos Populares e do MST.

– Paulo Freire, que dispensa apresentações, um dos pilares da falha educacional no país, com sua educação libertadora, que não educa e nem liberta.

– Sidney Chaloub, historiador da Unicamp, que afirma: ” O governo Dilma foi exemplar nesses quesitos. Por conseguinte, a hipocrisia de caluniá-lo por isto é especialmente danosa à democracia e ao atual processo eleitoral”.

– Ali Masrui, apesar de crítico do comunismo na África, porém tb é crítico do capitalismo e neoliberalismo no continente, com posições contra Israel.

– Jacques Le Goff que considerava-se “um homem de esquerda”.

– Muniz Sodré que integra(ou) o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo, votou em Lula, apesar de tecer algumas críticas recentes.

– Porto Gonçalves, membro do Grupo Hegemonia e Emancipações do Conselho Latino-americanos de Ciências Sociais (Clacso). Colunista (ou ex) da Revista Carta Maior.

– Nicolau Sevchenko, que afirmou sobre a elite: “esse processo como uma espécie de estratégia dos grupos dominantes para manter o sistema de privilégios nos quais estão encastelados desde a colônia”. Fala a favor de grupos civis que são críticos a biotecnologia.

– Wlamyra Albuquerque, pesquisadora que dentre seus artigos, escreveu para revista Perseu, da Fundação Perseu Abramo do Partido dos Trabalhadores (PT).

– Lilia Morics Schwarz, professora da fflch, também empática ao conceito de conflito de classes e preconceitos, favorável a cotas.

– Ziraldo, que aparece com uma charge, não sendo demais afirmar que integrou comitiva com a Dilma, e diz que a ama.

– Sergio Buarque de Holanda, vinculado à esquerda.

– James Rachel, com tendências utilitaristas, defensor de ações afirmativas e ideias vegetarianas.

– Cita a publicação Caros Amigos, de tendência óbvia.

– De formação clássica, os únicos autores citados que detectei foi David Hume e São Tomás de Aquino.

– Em relação aos temas várias questões ambientais, a proposição de grupos criminosos como o mst como forma de atuação democrática, questiona a direção econômica da China como oposição à extinção de classes, aborda a crise de 2008 com epicentro nos EUA esquecendo da crise atual com epicentro AQUI mesmo.

Ressalto que a questão no momento (isto pode ser feito em momento oportuno) não é combater qualquer um dos aspectos acima, uma vez que os estudantes devem conhecer todos os lados e abordagens, mas sim mostrar que os estudantes tem tido acesso apenas a uma visão de mundo, sendo tolhidos de maiores incursões em uma cultura mais geral. Mostrar também mais uma ingerência ideológica governamental na educação dos jovens.

A prova falou por si e nos deixa com a indagação sobre o que fazer para conter essa programação mental tão agressiva que o sistema educacional do país fornece. Em tempo: colocar Jacques Le Goff e Ali Masrui nessa lista negativa me parece um exagero.

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Sociedade

As armas químicas e a política americana

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Contrarrevolução Política Sociedade

A história do politicamente correto

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Economia Política

Mentiras requentadas

No meio dessa crise toda causada pela má gestão de Dilma, ainda existem os que forçam a cegueira para acreditar no “sonho” e, nessa ilusão auto-induzida, repetem as mentiras propagas pelo PT na última campanha eleitoral, como pude ouvir ontem num debate com um colega. Antes de tudo, cabe ressaltar que mesmo que as acusações da petralhada sobre as administrações passadas fossem verdadeiras, isso jamais implicaria em se ter de aceitar os erros que se cometem agora. Uma coisa não implica necessariamente na outra, especialmente quando se tem uma elevação de grau. Mas, enfim, o que foi que me incomodou tanto no debate que tive: a repetição do mantra “FHC quebrou o país três vezes”. Como já era bem grandinho durante os governos de Fernando Henrique, sei que isso não é verdade. E ninguém tire daqui a impressão de que fui fã do nosso ex-xogum, simplesmente estou sendo fiel aos fatos.

Seguindo a lição de Maílson da Nóbrega (Veja, 29 de outrubro de 2014), sabemos que um país quebra quando se torna incapaz de pagar a dívida externa. Os credores sofrem um calote ou aceitam perder parte dos empréstimos. Foi assim na Grécia em 2012 e em mais de trinta países em 1982, no bojo da suspensão do crédito que ocorreu após a moratória do México.

No tempo de FHC, contudo, o que vivemos foram três crises cambiais, que poderiam ter provocado a insolvência do país não fossem as medidas corajosas do governo e o recurso ao FMI. Essas ações preservaram o Plano Real e a conquista da estabilidade. Precisamente o contrário da mentira do PT e de outras seitas de esquerda.

Como toda reação a ameaças na economia, há um preço a pagar: a redução da atividade econômica e do emprego. Perde-se um pouco para manter o todo, particularmente os programas sociais. Numa doença mais séria, somos obrigados a tomar remédios e a diminuir atividades, mas os esquerdopatas dão a entender que o tratamento de saúde visa a inflingir sofrimento ao paciente, e não à sua cura.

Na campanha disseram e ainda dizem hoje que FHC pôs o Brasil de joelhos perante o FMI. Falso. O FMI, do qual somos fundadores, tem função, entre outras, de prestar assistência financeira a países em dificuldades momentâneas, que precisam do apoio enquanto adotam medidas corretivas. Recorrer ao FMI é um direito de que se valeram até nações ricas, como o Reino Unido. Sem o FMI, Lula poderia  ter herdado um país quebrado em 2002 e não poderia ampliar (sim, eles já existiam) os programas sociais.

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Crise

Pregação Nova, por Rachel de Queiróz

Indicação feita pelo confrade Cláudio:

A gente pensa que o povo é indiferente. Na verdade, o povo pode estar desinteressado, o que representa coisa muito diversa. Mas traga-lhe um recado que ele compreenda, diga-lhe coisas que ele goste de ouvir, e imediatamente se verá o quanto o povo se interessa e pode sair da sua aparente apatia.

Religião, por exemplo. Não quero discutir os motivos, se os padres são poucos e as paróquias enormes, se os clérigos, preocupados com os grandes problemas internacionais, se desinteressam do simples apostolado aos analfabetos – se é um motivo, se é um complexo deles; o que eu sei é que a presença da Igreja Católica cada vez e faz sentir menos nas plagas rurais nordestinas. E o povo cada vez mais se mostra distante, casa indiferentemente no padre ou civil, aliás prefere o civil, que sai mais barato. E com a voga da exigência do registro civil para fins de previdência social, já procuram mais fazer o registro dos filhos do que o batismo: um até me disse, brincando, que “o registro é o batizado do governo“.

E assim, enquanto a Igreja cada vez mais se imobiliza e distancia no seu papel de establishment espiritual, no vácuo por ela deixado, os protestantes se introduzem, tal como os umbandistas, nas áreas urbanas, conquistando assombrosas massas de adeptos.

E acontece então uma coisa surpreendente: aquela gente imóvel, fatalista e indiferente que não faz mais sacrifícios para ir a uma Missa, que nasce, vive e morre sem conhecer a letra do Catecismo; que dos Sacramentos mal e mal recebeu o Batismo, (não se crisma, não se confessa, não comunga, não se casa, não se ordena, e nem sabe sequer que mudaram o nome à Extrema Unção), essa mesma gente cuja apatia religiosa os senhores Bispos atribuem à demora da Reforma Agrária – se atira com um entusiasmo inesperado à pregação religiosa dos “crentes”. São “conversões” em massa, parece coisa do tempo dos primeiros cristãos. Onde surja um pastor pregando seu Evangelho, o povo o cerca, o escuta, o acompanha. Vai debaixo de chuva, depois dos duros dias de trabalho na terra, por lama e maus caminhos, assistir aos cultos. Os pregadores, que em geral sabem apenas o suficiente para ler e mal a Escritura, interpretam a lei a seu modo, produzindo um cristianismo primitivo, simplificado, injetado de reminiscências afro-ameríndias, ou de pequenas inoculações kardecistas.

Mas o fato é que arrastam multidões. Aqui na fazenda, cerca de 60% dos moradores são “crentes”, já se batizaram nas águas do rio, e seguem escrupulosamente as regras da nova fé, com o conhecido ardor dos neófitos. Os homens não bebem, nem jogam, ninguém fuma, não brigam, as moças não vestem roupas escandalosas. Modifica-se o tradicional falar sertanejo, já não se tratam de compadres, mas de “irmãos”; quando batem à porta não dizem mais “ô de casa!” mas “A paz do Senhor!”. Não falam mais em Nosso Senhor, Nossa Senhora, mas só em Jesus. Acabou-se o culto a Maria. Desfazem-se dos registros dos santos – até das imagens do Padre Cícero.

Agora mesmo, são seis da tarde, o pastor Luís fez duas léguas para vir “pregar aula de oração” e de longe escuto o som dos hinos ensaiados, A cozinha, que sempre pulula de mulheres, está de fogos apagados, e fui discretamente avisada que há frango frio, leite gelado, doce, queijo e frutas, e devemos nos contentar com isso para o jantar. e a cozinheira, chefiando o bando de catecúmenos, antes de partir me consola dizendo que “Vão rezar para eu também receber Jesus”. Amém

(O Jornal, 13/05/1973)