Infelizmente não me surpreendi com exclusão do canal do Conde, que teve tantos vídeos publicados aqui, pelo YouTube. Já era uma coisa esperada, dado o sistema automatizado do Google; tive uma quase experiência disso, anos atrás, quando este site estava no Blogger, ao ser “denunciado” em massa por uma corja de pessoas filiados a uma “seita de ateus”: a ATEA. Pensava, já há algum tempo, que ele passaria por isso e talvez seu trabalho se perdesse.
Mas me surpreendi com o fato das denúncias provavelmente terem vido da “nova direita”, insuportavelmente reacionária, olavética e “judaico-cristã”. Eu era de direita quando quase ninguém mais o era, e achava que seria um paraíso uma reviravolta no quadro cultural-político, mas parece que subestimei a burrice e o espírito de rebanho das pessoas.
Vejam aqui o relato do Conde (que já está com um novo canal no Glória TV):
Obviamente, a censura politicamente correta de viés esquerdopata não morreu e prepara novas investidas, como podemos ouvir nesse podcast:
É um infortúnio o fato de que a oração nem sempre é entendida ou apreciada o bastante por seu papel e valor na vida católica. Uma falácia comum é restringi-la a uma medida de emergência: em face de uma dificuldade ou perigo, se todas as outras possibilidades se esgotaram, aí falamos com Deus como último recurso. Uma outra limita a oração a não mais que dizer a Deus o que queremos que Ele faça por nós ou nos dê, tratando-O como um benfeitor celestial. Ainda há outro erro que confunde a oração com a recitação de orações, como se o valor da prece consistisse no número de palavras usadas ou no número de vezes em que ela foi recitada. Embora nenhuma dessas ideias seja completamente falsa, elas representam um quadro tão incompleto da verdadeira natureza da oração que podem limitar gravemente o bem que a prece pode fazer por nós, e o bem que podemos fazer através dela.
Este ano completam-se 110 anos da morte de Machado de Assis, e ainda assim haverá muito o que dizer sobre ele. Isso pelo simples motivo de que sua obra tem uma amplitude humana inescapável. Transcende à órbita literária: é um dos pontos altos do que até agora pôde produzir a cultura brasileira. Dessa cultura foi um dos maiores intérpretes. Como artista, Machado foi, para usar a linguagem de Ezra Pound, uma antena da raça. Não foi apenas o “bruxo do Cosme Velho”, como o apelidaram. Foi o bruxo do Brasil, o grande mago. Mas um mago apolíneo, atrás de um contido mármore que escondia sua gigantesca sensibilidade.