Na semana retrasada, depois de quase três meses entre greves (dos técnicos e depois dos professores), ocupações e enrolações típicas das universidades federais, voltei às aulas (sou advogado e estudo geografia) para concluir uma parte das disciplinas. Obviamente, não pude deixar de notar os estragos feitos no edifício onde se situa a sede de meu curso e falar, com colegas e professores, sobre o que ocorreu em outros dois prédios próximos.

Ficando no que me diz respeito diretamente, a contradição foi flagrante: pessoas que proclamam lutar por uma causa republicana, depredaram o bem público. E isso não foi nenhuma surpresa, é um comportamento esperado a partir da tolerância contumaz da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com grupelhos e indivíduos ligados a um envelhecido radicalismo de esquerda; com facilidade eu poderia fazer uma lista de episódios de intolerância ideológica que presenciei ou que aconteceram comigo no último ano e que são perfeitamente representados neste trecho de um artigo de Cláudio de Moura Castro (Quem os representa?, Veja, 14 de dezembro de 2016), no qual ele descreveu a balbúrdia provocada por sindicalistas numa conferência dada por a professores:

