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Ética e moral Teologia

Alegrar-se ou entristecer-se com a morte de Lázaro, o serial killer?

Reflexão de Carlos Nougué feita no Facebook:

Uns dizem que devemos alegrar-nos com sua morte porque assim se protege a sociedade. Outros dizem que não devemos alegrar-nos com ela porque, como se lê em Ezequiel, Deus não se alegra com a morte do pecador. No entanto, o correto quanto a este assunto reside, uma vez mais, no justo meio; e este quase sempre requer explicação algo longa. Se pois você quer de fato saber como nos devemos sentir diante da morte de Lázaro, dê-se por favor ao trabalho de ler o que escrevo abaixo.

1) Antes de tudo, Deus de fato não se alegra nem entristece com nada, porque não é sujeito de paixões, como o somos nós. Quando se lê nas Escrituras que Deus se ira, ou se alegra, ou se arrepende de algo, trata-se sem dúvida de metáfora, assim como as mesmas Escrituras falam metaforicamente do braço de Deus para indicar sua virtude operativa.

2) No caso da passagem de Ezequiel, trata-se antes da morte espiritual – ou seja, a segunda morte do Apocalipse, ou seja, a condenação eterna ao lago de fogo e de enxofre – que da morte física do pecador, ou de sua morte física pela qual morre em pecado mortal.

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Teologia

Sistemas católicos sobre predestinação, graça e livre arbítrio

Os principais sistemas católicos sobre a predestinação, providência, graça e livre arbítrio:

1) Molinismo – Sustenta que Deus possui a “ciência média”, ciência dos futuríveis livres ou futuros livremente condicionados, os quais não estariam sob a determinação de Deus, mas das causas segundas que atuam livremente. A “ciência média” foi concebida por Pedro da Fonseca, filósofo português, e por Luís de Molina, jesuíta espanhol. Assim, Deus atuaria simultaneamente ao homem, com seu concurso, possibitando ao homem determinar a si próprio sem que a isso fosse conduzido previamente pela Causa primária. Sobre a predestinação, o molinismo entende que ela é posterior aos méritos previstos. Outros teólogos fizeram adições a esse sistema, chegando a modificá-lo em alguns pontos, o que resultou no congruísmo.

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Teologia

O que significa dizer que Deus é um ser pessoal

quoteAo pensarmos em Deus, por mais que isso facilite falar d’Ele, é necessário afastar a linguagem antropomórfica. Deus não é homem: não pensa, nem age como homem. A visão tomista de Deus pode, assim, lembrar a algumas pessoas um ser impessoal, posto que Deus é imutável, impassível, um Deus que não interage com o mundo, nem escuta nossas orações (embora conheça maximamente nossas orações, e lhes determine a causa e o efeito, contudo quando dizemos que Deus escuta nossas orações, estamos usando uma linguagem “antropomórfica”). Podemos, no entanto, provar que Deus é pessoal, ou melhor, que ele não é menos do que um ser pessoal, ou que transcende o pessoal. Se Deus fosse menos do que um ser pessoal, não poderia ser a Causa da existência de seres pessoais, pois seus efeitos seriam, em ação e dignidade, superiores a Ele. Isso não significa, contudo, que Deus seja pessoa e racional na mesma medida em que o homem é pessoa e ser racional. Significa que Ele não é menos do que isso. A inteligência e a vontade de Deus são infinitas, e, comparados com Ele, nada somos. Dessa maneira, dizer que Deus é um Ser pessoal significa que tal noção a Ele se aplica por analogia, não univocamente. A perfeição que consiste num ser pessoal Ele a possui de modo eminente.

– Rui Ribeiro Machado

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Crise Teologia

Entre a justiça divina e a igreja da vacina

Relacionado ao tema de fundo do vídeo, cuja publicação não é um abono a qualquer outra tese defendida por seu autor, temos esse interessantíssimo texto escrito por Alberto Zucchi da “pós-Montfort”, que adentra nas consequências sociais e políticas da mentalidade que hoje se faz presente no meio dos católicos:

O que pensar de 2020? A sociedade do prazer.

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Política Sociedade Teologia

A realeza de Cristo

Reflexão do Prof. Nougué sobre o reinado social de Jesus Cristo (como todos sabem, não gosto do estilo do autor, aliás, de nenhum tomista, mas o conteúdo tem joias preciosas):

Para acompanhar esse vídeo, sugiro a leitura e consulta do Catecismo da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sobre a origem da festa litúrgica que comemora essa verdade e, em especial, a distorção dela que tentaram fazer na deforma litúrgica de Paulo VI, indico a leitura deste texto e a deste outro.

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Teologia

Podcast com Carlos Nougué sobre a predestinação no tomismo e no molinismo

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Bíblia Teologia

O sinal importante é um só

Os verdadeiros sinais precursores são, pois, a vida criminosa dos homens; e não, como outrora uns fanáticos calculavam: tal ano, tal época determinada matematicamente, como os livros protestantes anunciam, e como o orgulho humano pretende descobrir nos sinais do Céu.

Sempre houve terremotos, diversas vezes houve escurecimento do sol e da lua, chuvas de estrelas e outros fenômenos preditos, que devem manifestar-se no fim dos tempos.

Estes sinais acompanharão o cataclismo final, é certo, porém sempre houve tais fenômenos, provenientes de causas naturais e explicáveis pela ciência, de modo que não são sinais exclusivos, determinativos.

O mal não está no firmamento, está no homem.

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Roberto de Mattei: Coronavírus – Considerações Políticas, Históricas e Teológicas (dublado)